E ele matou como nunca havia matado, mas matou com emoção. matou o quê?
várias coisa ao mesmo tempo.
7.12.07
6.12.07
Revista Raiz nº 8 com Depoimento de Renato Vital.

A revista Raiz n º 8 já nas melhores bancas, tráz um curto depoimento meu na página 36. Na mesma reportagem é abordada a Semana de Arte Moderna da Periferia que aconteceu em outubro, e também os movimentos MST e MTST. Fica aqui os agradecimentos à jornalista Thereza Dantas, pela conversa, e pela consideração com a periferia, e também pelo respeito que é o mais importante. Pra quem desacredita eu só lamento nego véio. É nóis, viva a periferia, viva nós.
ARTE E AS PERIFERIAS na revista RAIZ.8
A revista RAIZ. 8
trazendo informações de um Brasil cheio de Arte e tintas.
Nessa edição trazemos um mapeamento das Artes nas periferias:
Nessa edição trazemos um mapeamento das Artes nas periferias:
- Um mergulho na face artística do MST
- A Bienal de Arte da Periferia em São Paulo
- A polêmica sobre apropriação do grafite na Bahia
- A estética da Periferia Nacional pelo designer Gringo Cardia
Um debate promovido pela galerista Vilma e Eid e o publisher Edgard Steffen com Ricardo Othake, José Nêumanne Pinto, Hugo Possolo e Toinho Alves, sobre a imagem e as oportunidades do mercado da cultura popular
Um olhar polêmico sobre nossa pintura popular, do porque tem estado à margem das grandes curadorias, embora fosse a estrela da última Bienal de Arte de São Paulo, com uma galeria do melhor das tintas e pincéis populares.
Um debate promovido pela galerista Vilma e Eid e o publisher Edgard Steffen com Ricardo Othake, José Nêumanne Pinto, Hugo Possolo e Toinho Alves, sobre a imagem e as oportunidades do mercado da cultura popular
Um olhar polêmico sobre nossa pintura popular, do porque tem estado à margem das grandes curadorias, embora fosse a estrela da última Bienal de Arte de São Paulo, com uma galeria do melhor das tintas e pincéis populares.
As opiniões de: Isabel Cribari, Paulo Vasconcellos, Sérgio Vidal, Ugo Giorgetti, Antonio Fernando de Franceschi, Marcelo Rosenbaum, José Maurício de Araújo Pinho, Lélia Coelho Frota, entre outros nomes de peso sobre esse Tesouro Escondido.
A primeira cobertura sobre o importante papel dos Griôs, esses mestres do saber que estão em caravana pelo país formando e disseminando seus conhecimentos e estruturas. E uma cobertura sobre como anda a Lei dos Mestres, que se iniciou no Ceará e ganha cada vez mais cidades adeptos em vários estados do país.
Imagens inéditas e reportagem com as Loiceiras da Paraíba e um mergulho de 48h na verdadeira 'rave' do Boi Maiobá do Maranhão.
O passeio continental pelo Brasil através da pesca da Tainha em Santa Catarina, Museu do Percurso do Jequitinhonha em Minas e da Estrada Colonial do Planalto Central.
Uma grande e justa homenagem a uma das precursoras na valorização de nossa arte mais popular, a arquiteta Janete Costa.Regue essa RAIZ. e bom proveito.
A primeira cobertura sobre o importante papel dos Griôs, esses mestres do saber que estão em caravana pelo país formando e disseminando seus conhecimentos e estruturas. E uma cobertura sobre como anda a Lei dos Mestres, que se iniciou no Ceará e ganha cada vez mais cidades adeptos em vários estados do país.
Imagens inéditas e reportagem com as Loiceiras da Paraíba e um mergulho de 48h na verdadeira 'rave' do Boi Maiobá do Maranhão.
O passeio continental pelo Brasil através da pesca da Tainha em Santa Catarina, Museu do Percurso do Jequitinhonha em Minas e da Estrada Colonial do Planalto Central.
Uma grande e justa homenagem a uma das precursoras na valorização de nossa arte mais popular, a arquiteta Janete Costa.Regue essa RAIZ. e bom proveito.
4.12.07
Bactéria F.C
Apesar das vitórias que o RAP vem conquistando, a televisão ainda ataca o RAP, isso aconteceu por diversas vezes esse ano. Por isso sintam a bactéria FC! A e só fazendo uma observação, a letra fala da XUXA que é a rainha da pedofilia, do Silvio Santos o homem do maldito baú, entre outros. Sintam a radiação F.C.!!!!!!!!!!
Eduardo Facção Central e Renato Vital Grupo Fato Realista, pode me censurar, pode me processar, enquanto a tampa do caixão não fechar minha voz tá no ar.
A BACTÉRIA FC.
Fala pra vaca da sua filha cancelar o êxtase,
não vai rodar a banca com meu som na festa rave.
O rap concebido em sampler de sangue,
não é trilha pra bisneto de dono da casa grande.
Tira o zóio do impala, engasga seu freestyle,
pula de manga larga, não no nosso low rider.
Toca preta, camisão xadrez, calça larga,
é medalha de honra a o mérito da quebrada.
Nossa cultura não é moda da Ives San Loran,
pra ta no cliente do táxi aéreo da TAM.
Enquanto visto no necrotério meu parente costurado,
sua estória triste foi a morte do peixe dourado.
Vocês tem faculdades, adestraram os robocops,
mais seu carro forte não compra meu hip hop.
Dou a vida pra cantar meu verso proibido,
nasci pro carimbo de insolúvel do DP de homicídios.
No Deic o corno vai gritar, caralho, filho da puta,
eletrocutei suas bolas e a ideologia não muda.
Vim pra por no whysk a elefantíase, o leproso,
implorando com a receita a moeda do seu bolso.
O estudante que assina e da o documento do carro,
pro Denarc não forjar participação no trafico.
Senti a radiação FC, via onda sonora,
é a mais letal das armas biológicas.
Refrão
Não adianta blindar carro, por vigia na porta,
seu pior inimigo ataca via onda sonora.
Os decibéis da nossa dor vão estourar seu tímpanos,
vim pra por estriquinina no seu whysk envelhecido.
Ai multinacional, não adianta insistir,
seu dólar não transforma, Facção em Kelly Key.
Quero o topo da Bilboard, o Grammy, o planeta,
não com o cu de Hally Davisom cantando minha letra.
Warner, Sony Music, vão se foder,
enfia no rabo a Bervelli Hills, que cês tem pra oferecer.
Liga pro que paga de NWA, gangsta,
mais tem a ideologia da Harmonia do Samba.
Não abro garrafa de cristal na piscina aquecida,
com rolex ouro branco, cercado de vadia.
Nasci pra entrar quando abrir a garagem do prédio,
vai ministro das as jóias e a chave do Audi zero.
Se não fosse auto de data em cultura marginal,
tava algemado na maca no corredor do hospital.
Respiro pólvora, canto sangue, não existem dias felizes,
todo pobre é um Kunta Kinte, estrelando seu Raízes.
Herdeiro sangue azul eu não subo no seu palco,
pra mim 100 mil playboy não vale um favelado.
Honro o Facção na pele sofrida
que não sabe o que é justiça, corregedoria.
Me proclamei sonoplastia do que incendeia o coletivo,
com a profissional do filho que o pm matou a tiro.
Deus não deu Neston e Pamper´s, não me quis universitário,
deu uma mãe faxineira pra eu ser revolucionário.
Refrão
Não adianta blindar carro, por vigia na porta,
seu pior inimigo ataca via onda sonora.
Os decibéis da nossa dor vão estourar seu tímpanos,
vim pra por estriquinina no seu whysk envelhecido.
Minha calçada da fama tem cadáver com jornal,
Minha calçada da fama tem cadáver com jornal,
o flash não é da Caras, é do repórter policial.
A coletiva não é pra Veja, Isto È,
é pro choque que quebra o cacetete na sola do meu pé.
Meu camarim não tem frutas da época, toalha branca,
tem enforcamento pra ter mais espaço na tranca.
Sou a trilha do ambulante com os Free contrabandeado,
em fuga do Rapa na 25 de Março.
Da mulher que sonha com um bolo da padaria,
pra cantar parabéns pra sua filha.
Da tia iluminada pelo giroflex da policia,
com o corpo do marido esperando a perícia.
Devia ter um controle interativo na televisão,
pra botar fogo no Projac, na Xuxa, no Faustão.
Se eu seqüestro o Silvio Santos peço de resgate,
o Ratinho, o Gugu, num foguete pra marte.
Seu personagem de malhação prega o diploma na parede,
o meu mata os gambé da blazer, pra catar os coletes.
Quero que o Boy digerindo meu rap sinta o gosto da morte,
o gosto do pão do lixo da barraca de dog.
Não quero o rool da fama, quero o grupo dos eternos,
ser lembrado igual Tupac, isso que é sucesso.
O cão pode morder que a caravana não para,
sou a gota d'água estremecendo o deserto do Saara.
Refrão
Não adianta blindar carro, por vigia na porta,
seu pior inimigo ataca via onda sonora.
Os decibéis da nossa dor vão estourar seu tímpanos,
vim pra por estriquinina no seu whysk envelhecido.
ORDEM PRÓPRIA
GRUPO QUE TEM FEITO EU PARAR E REFLETIR SUAS LETRAS.
MUITO LOKO CONFIRAM SÃO LÁ DE SÃO BERNADO DO CAMPO.
3.12.07
Evento pela Paz no Capão Redondo, CAPÃO CIDADÃO!
Ontem estive no evento pela paz, no Capão Redondo, mais precisamente ali perto do morro do piolho, avenida Carlos Lacerda. Cheguei por volta das 9 da noite, e logo de cara vi o Cocão do Versão Popular, vagabundo nato. Estava presente também a Cooperifa, Sérgio Vaz, Sônia, Rose. Sem cultura, e sem roda viva, estava lá o cachorro loko, Mano Brown , das ruas de São Paulo e tal. Curti o Show do Negredo e do Muralha Sul e vim embora, pois eu tinha que acordar cedo hoje. Logo mais coloco as fotos aqui. è nóis.
2.12.07
Conto inédito
Abaixo vocês vão conferir um conto inédito, que ue fiz hoje. Ele ainda contém alguns erros gramaticais, mas se prestar atenção da pra entender ele. è nóis memo vagabundos sagrados.
Quais são seus inimigos? parte 2
Me recordo que nunca tinha chorado como aquela noite passada, as lágrimas rolaram, mas o meu peito suportou tudo, e está qui firme e forte de novo. Meditei algumas coisas, e fiquei mais calmo, como se eu fosse um super heróis, livrando meu ser de mágoas passadas. A música me fez companheira inseparável, e mesmo que os tiranos das indústrias fonograficas tentassem me afastar dela, ela bate aqui no meu peito, ou como se disse naquela poesia de uma poeta moçambicana " nos tirem tudo, mas nos deixe à música... O canto que ecoaa pelos ares são aqueles mesmo, mas algo aqui dentro me diz, que apesar de tudo que existe de injusto na vida é preciso continuar.
Decidi sair um pouco, ou melhor sair um pouco não existe, ou você sai com o corpo inteiro, ou deixa ele em casa, então decidi sair muito. Trombei uns manos que tinhamos combinados de ir numa quermesse de rua, dessas que tem nas quebradas da perifa. Trocamos uma idéia antes, e logo depois rumamos pra lá, rindo demais e lembrando de umas fitas engraçadas que aconteceram. Essa quebrada que andavamos, não conhecia direito, fato que me preocupou por um instante, pois se caso decidi voltar antes, com certeza iria ter problemas pra acertar o caminho de volta. Chegamos no local e i.....:
- Mano aqui não está tendo nada.
- E agora mano.
- Vamos praquela outra que está tendo ali.
- Era só um carro tocando música só´.
- Era não se não viu o palquim...
Todos riram com o tal do" palquim" , e lá se fomos pra outra quermesse. Essa estava acontecendo mesmo, chegamos e ainda estava meio vazio, mas aos poucos ia chegando gente, e gente e mais gente.
Não mudou nada o veneno continua a rodar livremente na mão de jovens, adultos e até mesmo de crianças.
A música pra meu desespero, ainda é funk, e não tem espaço pra outro estilo, é só funk mesmo, não o funk do bom com já disse, e sim aquele mesmo funk carioca moderno da moda. Fomos comprar um veneno, eu continuo bebendo muito pouco, tomo alguns goles, e não sobem pra cabeça, a cuca fria, é melhor pra raciocinar com frieza, o que vou relatar depois, de ter vivido esses momentos.
Crianças presenciam e gostam das letras eróticas, eu penso o que será que essas crianças vão ser daqui a 10 anos, penso também que pra alguns pais, é melhor que os filhos saiam mesmo, pois assim dão algum sossego, é o que pensam alguns pais. Elas curtem, as vezes nem sabem do que se trata ao certo, só sabem que aquilo foi a única coisa, que os adultos irracionais conseguiram fornecer pra elas, como referência de algo, ou alguma coisa.
Vejo um carro da ROTA imbicar pra descer a rua, já penso que se descer vai dar merda, mas eles não descem, apenas olham e saem fora. Enquanto vinha caminhando pelas ruas percebiam algumas viaturas andando no meio das pessoas que iam pra algum lugar, olhando assim parece que eles estão do nosso lado, triste ilusão, vacilou é caixão e vela preta parceiro. Volto a tona com os manos rindo de umas minas que rebolavam pra tentar impressionar, um deles me pergunta:o que essa mina me responderia se eu perguntasse a ela, qual sua perspectiva de vida?
Respondi:
- Aproveitar a vida enquanto é nova.
Todo rimos, com várias gargalhadas, mas é a mais pura verdade, ás minas pensam em se arrumar e ir pra balada, ser melhor que a outra, ter mais destaque, quando não muito, pensam em arrumar um trampo pra se auto sustentar, ou pra ajudar a sustentar a família. É triste essa realidade, mas é a verdade.
O sono começa a bater, já são 2:00 da madruga, eu me seguro pra ficar de pé, o sono começa a ficar insuportável. Trombamos outros manos, começamos a trocar idéia, mas o sono é maior do que eu. O som continua rolando" rá é só baLA DA AK" , e sono a tomar conta de mim, me recordo que fique uns dois minutos quase dormindo em pé mesmo, com toda aquela "sonzeira" e no meio de todo mundo, juro que quase dormi. Vendo que não ia aguentar mais ( pois tinha acordado muito cedo), me despedi dos manos e falei:
- Vou embora.
- Já mano.
- Sim não aguento mais.
- Mas você vai acertar o caminho né.
- Vou claro.
E lá foi eu me embora, subo uma ladeira aqui, pensando na vida, pensando nas coisas, viajando comigo mesmo, e bêbado de sono, viro uma ladeira ali i...:
- Eai mano, se não tava na´outra quermesse.
-Ué esta´tendo outra aqui,.
-Sim atrás desse caminhão ai...
- Nossa eu tava indo pra casa
Eles caem na gargalhada...
- Mano se ia parar lá na Shopping Interlagos.
- ué não é por aqui.
- Não mano, se que é do RAP deveria conhecer a quebrada. (nada haver isso, pois todo mundo tem que conhecer a quebrada.
- I então como é que volta.
- o Sidney te leva lá de moto.
- beleza eu espero.
- Agradece a ele, é seu anjo da guarda.
- Que cagada que eu fiz mano, já pensou se eu não trombo vocÊs.
- é mesmo você tava fudido.
Aieu montei na garupa da moto, e lá fomos nós no sentido contrário do que eu estava me dirigindo.
Ele sai rasgando com a moto, peço pra reduzir pois eu estou sem capacete, ele fala: Beleza.
Penso comigo: " Já pensou se eu tivesse que vir tudo isso apé, inda bem que eu trombei esse mano, se não tava fudido mesmo.
Chegando no destino ele ainda brinca: Daqui vocÊ sabe ir né. eu respondo " lógico, ai também ja´e´demais né mano."
Agradeço a ele e vou rumo a minha casa, cansado e ainda sabendo que estamos cercados de inimigos por todos so lado, mas nada como uns amigos pra compensar né não.
Decidi sair um pouco, ou melhor sair um pouco não existe, ou você sai com o corpo inteiro, ou deixa ele em casa, então decidi sair muito. Trombei uns manos que tinhamos combinados de ir numa quermesse de rua, dessas que tem nas quebradas da perifa. Trocamos uma idéia antes, e logo depois rumamos pra lá, rindo demais e lembrando de umas fitas engraçadas que aconteceram. Essa quebrada que andavamos, não conhecia direito, fato que me preocupou por um instante, pois se caso decidi voltar antes, com certeza iria ter problemas pra acertar o caminho de volta. Chegamos no local e i.....:
- Mano aqui não está tendo nada.
- E agora mano.
- Vamos praquela outra que está tendo ali.
- Era só um carro tocando música só´.
- Era não se não viu o palquim...
Todos riram com o tal do" palquim" , e lá se fomos pra outra quermesse. Essa estava acontecendo mesmo, chegamos e ainda estava meio vazio, mas aos poucos ia chegando gente, e gente e mais gente.
Não mudou nada o veneno continua a rodar livremente na mão de jovens, adultos e até mesmo de crianças.
A música pra meu desespero, ainda é funk, e não tem espaço pra outro estilo, é só funk mesmo, não o funk do bom com já disse, e sim aquele mesmo funk carioca moderno da moda. Fomos comprar um veneno, eu continuo bebendo muito pouco, tomo alguns goles, e não sobem pra cabeça, a cuca fria, é melhor pra raciocinar com frieza, o que vou relatar depois, de ter vivido esses momentos.
Crianças presenciam e gostam das letras eróticas, eu penso o que será que essas crianças vão ser daqui a 10 anos, penso também que pra alguns pais, é melhor que os filhos saiam mesmo, pois assim dão algum sossego, é o que pensam alguns pais. Elas curtem, as vezes nem sabem do que se trata ao certo, só sabem que aquilo foi a única coisa, que os adultos irracionais conseguiram fornecer pra elas, como referência de algo, ou alguma coisa.
Vejo um carro da ROTA imbicar pra descer a rua, já penso que se descer vai dar merda, mas eles não descem, apenas olham e saem fora. Enquanto vinha caminhando pelas ruas percebiam algumas viaturas andando no meio das pessoas que iam pra algum lugar, olhando assim parece que eles estão do nosso lado, triste ilusão, vacilou é caixão e vela preta parceiro. Volto a tona com os manos rindo de umas minas que rebolavam pra tentar impressionar, um deles me pergunta:o que essa mina me responderia se eu perguntasse a ela, qual sua perspectiva de vida?
Respondi:
- Aproveitar a vida enquanto é nova.
Todo rimos, com várias gargalhadas, mas é a mais pura verdade, ás minas pensam em se arrumar e ir pra balada, ser melhor que a outra, ter mais destaque, quando não muito, pensam em arrumar um trampo pra se auto sustentar, ou pra ajudar a sustentar a família. É triste essa realidade, mas é a verdade.
O sono começa a bater, já são 2:00 da madruga, eu me seguro pra ficar de pé, o sono começa a ficar insuportável. Trombamos outros manos, começamos a trocar idéia, mas o sono é maior do que eu. O som continua rolando" rá é só baLA DA AK" , e sono a tomar conta de mim, me recordo que fique uns dois minutos quase dormindo em pé mesmo, com toda aquela "sonzeira" e no meio de todo mundo, juro que quase dormi. Vendo que não ia aguentar mais ( pois tinha acordado muito cedo), me despedi dos manos e falei:
- Vou embora.
- Já mano.
- Sim não aguento mais.
- Mas você vai acertar o caminho né.
- Vou claro.
E lá foi eu me embora, subo uma ladeira aqui, pensando na vida, pensando nas coisas, viajando comigo mesmo, e bêbado de sono, viro uma ladeira ali i...:
- Eai mano, se não tava na´outra quermesse.
-Ué esta´tendo outra aqui,.
-Sim atrás desse caminhão ai...
- Nossa eu tava indo pra casa
Eles caem na gargalhada...
- Mano se ia parar lá na Shopping Interlagos.
- ué não é por aqui.
- Não mano, se que é do RAP deveria conhecer a quebrada. (nada haver isso, pois todo mundo tem que conhecer a quebrada.
- I então como é que volta.
- o Sidney te leva lá de moto.
- beleza eu espero.
- Agradece a ele, é seu anjo da guarda.
- Que cagada que eu fiz mano, já pensou se eu não trombo vocÊs.
- é mesmo você tava fudido.
Aieu montei na garupa da moto, e lá fomos nós no sentido contrário do que eu estava me dirigindo.
Ele sai rasgando com a moto, peço pra reduzir pois eu estou sem capacete, ele fala: Beleza.
Penso comigo: " Já pensou se eu tivesse que vir tudo isso apé, inda bem que eu trombei esse mano, se não tava fudido mesmo.
Chegando no destino ele ainda brinca: Daqui vocÊ sabe ir né. eu respondo " lógico, ai também ja´e´demais né mano."
Agradeço a ele e vou rumo a minha casa, cansado e ainda sabendo que estamos cercados de inimigos por todos so lado, mas nada como uns amigos pra compensar né não.
1.12.07
É O CUMULO - Cabal posa para revista GAY
"Ei, senhorita, não sei se você acredita...". Pois acredite, é verdade. O músico Cabal, autor deste e outros versos, é capa da edição de Natal da revista “Pocket Magazine”, voltada para o público GLS. Clicado por Flavio Datner em uma loja no bairro dos Jardins, em São Paulo, o rapper posou ao lado do fiel companheiro YeYo, seu fox terrier de estimação (veja a foto ao lado).A revista, que chega às bancas na segunda quinzena de dezembro, traz ainda uma entrevista com Cabal, que descorre sobre diversos assuntos, como discriminação, preconceito, homofobia, moda e indústria fonográfica.
fontee: oglobo.com
Opinião do blog:
É como eu disse certa vez, graças a Deus o Hip-Hop não é cabal.
fontee: oglobo.com
Opinião do blog:
É como eu disse certa vez, graças a Deus o Hip-Hop não é cabal.
Grupo Fato Realista na praça do Jardim Miriam 18 horas. HOJE.
Hoje o Jardim Miriam vai tremer, o Grupo Fato Realista vai chegar devagar pra mandar uma idéia, pois apesar das dores da alma do dia a dia, vamos que vamos que o som não pode parar. O show pode haver modificações, mas a ordem do show deve ser essa: Introdução, Crueldade, Rio de Sangue, poesia do Sérgio Vaz, Essa é a solução, maior proporção e Qual é a solução. É desse jeito Fato Realista chegando devagar, RAPAZ! Não esqueça é hoje 18 horas.
" Se é pra morrer antes nos mata, boy agora chora! Na dor muito amor, inocência morta, não cortaram nosssas asas né não agora chora." Ordem Própria.
Eu ouvo.
Hoje cheguei por volta das 2:20 em casa do trampo.
Costumo trabalhar muito mais de sábado mais hoje, pra tristeza dos zé polvinho, consegui sair mais cedo devido uma apresentação musical que farei com o Grupo Fato Realista, hoje na Pracinha do Jardim Miriam 6 horas da tarde. Mas o fato curiso que me fez, escrever esse texto, foi o argumento usado por um entrevistado de um programa de rádio apresentado pelo Roberto Benazzio,.
Estava eu destraído quando o elemento ( que só pela disposição da conversa parecia um intelectual) soltou um: Eu ouvo falarem... Ri comigo mesmo, meu pai perguntou por quê estava rindo, ai eu disse: " esses caras são metidos a querer ser "intelectual" e as vezes dão cada cagada feia.
Meu pai riu também, não que meu pai não fale errado também, mas não tem como comparar 5ª série, com ensino superior, como o entrevistado tinha. Eu sei que errar é humano, mas não custa nada a gente tirar um sarro da elite não é. è nóis irmão.
Costumo trabalhar muito mais de sábado mais hoje, pra tristeza dos zé polvinho, consegui sair mais cedo devido uma apresentação musical que farei com o Grupo Fato Realista, hoje na Pracinha do Jardim Miriam 6 horas da tarde. Mas o fato curiso que me fez, escrever esse texto, foi o argumento usado por um entrevistado de um programa de rádio apresentado pelo Roberto Benazzio,.
Estava eu destraído quando o elemento ( que só pela disposição da conversa parecia um intelectual) soltou um: Eu ouvo falarem... Ri comigo mesmo, meu pai perguntou por quê estava rindo, ai eu disse: " esses caras são metidos a querer ser "intelectual" e as vezes dão cada cagada feia.
Meu pai riu também, não que meu pai não fale errado também, mas não tem como comparar 5ª série, com ensino superior, como o entrevistado tinha. Eu sei que errar é humano, mas não custa nada a gente tirar um sarro da elite não é. è nóis irmão.
29.11.07
FRASES
" As barreiras existem elas podem ser superadas..."
Walter Limonada
" com dor na alma que inflama o coração e aperta o meu peito, vou seguindo que nem o músico aquela canção, mas não desisto não."
Renato Vital
Walter Limonada
" com dor na alma que inflama o coração e aperta o meu peito, vou seguindo que nem o músico aquela canção, mas não desisto não."
Renato Vital
COOPERIFA MEU QUILOMBO CULTURAL
Ontem estive na Cooperifa, pra mais uma quarta-feira, estavam presentes os amigos guerreiros, Robson, Lobão, Fanti entre outros. Não estava muito cheio, mas mesmo assim se sentia o mesmo axé, a mesma força que aquele lugar sagrado da poesia proporciona. Recitei o RAP do Grupo Fato Realista no qual faço parte, "qual é a solução?", e acompanhavam o amigos tomando uma gelada ( refrigerante gelado), o papo maior da mesa era o prêmio Cooperifa e o Prêmio Hútuz no qual três cooperiféricos foram indicados, e hoje eu vi o dvd favela no ar que também foi indicado, vi alguns trechos somente. E assim foi mais uma noite mágica da Cooperifa.
27.11.07
MENSAGEM DO SÉRGIO VAZ.
MENSAGEM DO SÉRGIO VAZ:
" PARABÉNS RENATO VITAL,VOCÊ FOI CONTEMPLADO PARA RECEBER O 3º PRÊMIO COOPERIFA "DOM QUIXOTE DE LA PERIFA", CRIADO PELO NOSSO QUILOMBO CULTURAL PARA AGRADECER A TODOS QUE DIRETA OU INDIRETAMENTE AJUDAM A TRANSFORMAR A PERIFERIA NUM LUGAR MELHOR PARA VIVER. SEU NOME FOI INDICADO E APROVADO POR UMA COMISSÃO ORGANIZADORA E POETAS QUE FAZEM PARTE DO PROJETO.A ENTREGA SERÁ NO DIA 12 DE DEZEMBRO A PARTIR DAS 20HS NO BAR DO ZÉ BATIDÃO, ONDE SE REALIZA O SARAU DA COOPERIFA. "
SATISFAÇÃO TOTAL, É NÓIS MEMO VAGABUNDO!
" PARABÉNS RENATO VITAL,VOCÊ FOI CONTEMPLADO PARA RECEBER O 3º PRÊMIO COOPERIFA "DOM QUIXOTE DE LA PERIFA", CRIADO PELO NOSSO QUILOMBO CULTURAL PARA AGRADECER A TODOS QUE DIRETA OU INDIRETAMENTE AJUDAM A TRANSFORMAR A PERIFERIA NUM LUGAR MELHOR PARA VIVER. SEU NOME FOI INDICADO E APROVADO POR UMA COMISSÃO ORGANIZADORA E POETAS QUE FAZEM PARTE DO PROJETO.A ENTREGA SERÁ NO DIA 12 DE DEZEMBRO A PARTIR DAS 20HS NO BAR DO ZÉ BATIDÃO, ONDE SE REALIZA O SARAU DA COOPERIFA. "
SATISFAÇÃO TOTAL, É NÓIS MEMO VAGABUNDO!
GANHADORES DO 3º PRÊMIO COOPERIFA - TROFÉU DOM QUIXOTE ( FALTAM ALGUNS NOMES)

EIS OS GANHADORES DO 3º PRÊMIO COOPERIFA 2007
"O DOM QUIXOTE DE LA PERIFA VAI PARA":
Seu Lourival
Rose Dórea (Musa)
Márcio Batista
Tadeu Lopes
Sérgio Vaz
Ricarda
Professora Lu
Mavot sirc
Robson Canto
Claudio Laureart
Sales
Valmir Vieira
José Neto
João Santos
Casulo
Lobão
Fuzzil
Tadeu Zuco
Alan da Rosa
Elizandra
Akin Kinte
Silvio Diogo
Toni C.
Jorge Esteves
Augusto
Helber Ladislau
Serginho Poeta
Sacolinha
Beso e Harumi
Renato ViTAL
Rodrigo Ciríaco
Maurício Marques
Fernanda
Fanti
Timbó
Lila e Bárbara
Jair Guilherme - Artes Plásticas
PH bone
Wagner Felipe
Rose
Grupo Versão Popular
Periafricania
Denegri
Wésley Noóg
Samba da vela
Záfrica Brasil
Banda Preto Soul
Negredo
Instituto Umoja
Grupo Espírito de Zumbi
Brava Companhia
Ação e arte
Irmãos Carozzi
Blog Suburbano Convicto ( Alessandro Buzo e Marilda Borges)
Ação educativa - Agenda Cultural da periferia
Instituto Itau Cultural
Site Bocada forte
Site Real Hip Hop
Sarau do Binho
Cadernos Negros
MTST (acampamento João Cândido)
Casa de Cultura M´boi Mirim
Magrelas Bike
Projeto Raízes
Capão Cidadão
Sacolão das artes ( Roberto Qt, Rita e Josiel)
Rapaziada da rua 7
Ponte Preta - Jd. Leme
Sopa de Letrinhas
Jornal do Bairro
Danilo / Jornal Brasil de fato
site o taboanense
SP Imprensa
Revista Rap Brasil
Cine Becos e vielas
Arte na periferia
DGT Filmes
Rock and roll filmes
Marcelino Freire - Escritor
Gil Marçal - Produtor
Carlos Gianazzi
Prof. Toninho
Ferréz
Eliane brum
João Wainer
Marcelo Ribeiro
GOG
André Caramante
Nelson Maka - Blackitude - BA
Juliana
Familia Trindade ( Embu das Artes)
Ali Sati
De Lourdes
Alan Leão
Zé Batidão e equipe
Projeto Dulcinéia Catadora
Poesia Maloquerista
Rose Dórea (Musa)
Márcio Batista
Tadeu Lopes
Sérgio Vaz
Ricarda
Professora Lu
Mavot sirc
Robson Canto
Claudio Laureart
Sales
Valmir Vieira
José Neto
João Santos
Casulo
Lobão
Fuzzil
Tadeu Zuco
Alan da Rosa
Elizandra
Akin Kinte
Silvio Diogo
Toni C.
Jorge Esteves
Augusto
Helber Ladislau
Serginho Poeta
Sacolinha
Beso e Harumi
Renato ViTAL
Rodrigo Ciríaco
Maurício Marques
Fernanda
Fanti
Timbó
Lila e Bárbara
Jair Guilherme - Artes Plásticas
PH bone
Wagner Felipe
Rose
Grupo Versão Popular
Periafricania
Denegri
Wésley Noóg
Samba da vela
Záfrica Brasil
Banda Preto Soul
Negredo
Instituto Umoja
Grupo Espírito de Zumbi
Brava Companhia
Ação e arte
Irmãos Carozzi
Blog Suburbano Convicto ( Alessandro Buzo e Marilda Borges)
Ação educativa - Agenda Cultural da periferia
Instituto Itau Cultural
Site Bocada forte
Site Real Hip Hop
Sarau do Binho
Cadernos Negros
MTST (acampamento João Cândido)
Casa de Cultura M´boi Mirim
Magrelas Bike
Projeto Raízes
Capão Cidadão
Sacolão das artes ( Roberto Qt, Rita e Josiel)
Rapaziada da rua 7
Ponte Preta - Jd. Leme
Sopa de Letrinhas
Jornal do Bairro
Danilo / Jornal Brasil de fato
site o taboanense
SP Imprensa
Revista Rap Brasil
Cine Becos e vielas
Arte na periferia
DGT Filmes
Rock and roll filmes
Marcelino Freire - Escritor
Gil Marçal - Produtor
Carlos Gianazzi
Prof. Toninho
Ferréz
Eliane brum
João Wainer
Marcelo Ribeiro
GOG
André Caramante
Nelson Maka - Blackitude - BA
Juliana
Familia Trindade ( Embu das Artes)
Ali Sati
De Lourdes
Alan Leão
Zé Batidão e equipe
Projeto Dulcinéia Catadora
Poesia Maloquerista
E QUEM PENSA QUE É FÁCIL GANHAR O PRÊMIO COOPERIFA, SE ENGANA, NOMES DO ANO PASSADO FICARAM DE FORA DO DESSE ANO. PRÊMIO COOPERIFA MUITA SATISFAÇÃO.
Renato Vital vai receber o 3 º Prêmio Cooperifa

Dia 12 de Dezembro , vamos que vamos, eu Renato Vital vou receber o 3º Prêmio Cooperifa.
Eu só tenho à agradecer a Cooperifa, o Sérgio Vaz, Robson Canto, Jairo, Kennia, Férrez, Elizandra, Akins , Buzo, Fanti, Djan, todo o pessoal da Cooperifa, Site Rap Nacional que acreditou no meu trabalho e publicou algumas notícias minhas no site, ao Diko do Bocada Forte, ao Negredo pela festa da Godoy esse ano em que eu recitei em cima do palco, umas das minhas melhores poesias " Beleza Podre ", agradecer ao Facção Central pela inspiração, Irmão de sangue Walter Limonada, Irmão de sangue Marcos Vital, ao Férrez de novo pois foi ele quem através do blog fez eu ler sobre a Cooperifa pela primeira vez à um ano atrás. Enfim agradeço a todo mundo que direto ou indiuretamente contribuiu com minhas vitórias, e pros zé polvinhos eu lamento. Parabéns a todos os ganhadores do 3º PRÊMIO COOPERIFA 2007!
26.11.07
Com quem quer e com quem não quer.
Desempenho tarefas, escrevo e vivo no habitat natural dos homens: o mundo.
Faço poesia, escrevo poemas, mostro venenos, e sinto aqui dentro: amor
Entrego a questão a mim mesmo, faço pelo sentimento e não pelo: dinheiro.
Tem quem é do contra e tem quem apoia, que é contra vai ter que me: aturar.
Tento fazer o melhor, escrevo de forma consciente com consciência de: louco.
Na terra dos cristãos pagões, das freiras rancorosas, dos pastores: endinheirados.
Na música RAP, no balanço dos scraths, na letra, na sintonia da: nostalgia.
No momento, não faço o que eu vejo, faço o que me der na: cabeça.
Não sou tolo, nem muito menos bobo, pra acreditar em: político
Nem imbecil e nem hostil, a ponto de acreditar em: Bandeira.
Quem não quer, até tenta boicotar, mas sabe que vai ser: inútil.
Pois guerreiro da favela, que não gela, não paga com gesta e não: amarela.
Fazendo o que tem que ser mais ou menos feito vou do meu: jeito.
Quem é a favor, me diz pelo amor, que posso ser um grande: escritor.
Quem é contra, diz que não consta minhas: obrigações.
Quem é a favor, me da um abraço ou um aperto de mão e diz "tamo junto meu: irmão."
O que eu faço não é tão bom, mas é mais que: necessário.
Pois pra quem é contra e pra quem é a favor só posso dizer vou: CONTINUAR.
Feira Preta ontem no Anhembi
São Paulo, Anhembi, Feira Preta. Um espaço só de artes culturais negras, música, samba, RAP, soul, funk, poesia, produtos artesanais, livros, Cooperifa, arguile, etc. Aconteceu ontem, cheguei por volta das 18:00 e já estava fervendo de gente, várias etnias juntas, vários estilos, várias religiões, várias marcas de roupas, muitas lindas modelos negras presentes, muitos salões de cabelereiros. No palco principal o Rappin hood colocava uns discos pra levantar o povo, e atrás do palco principal, rolava um samba. Do lado direito do palco tinham quiosques de comida, muito acarajé, vatapá, batidas, sorvetes etc. E do lado esquerdo acontecia a feira, com seus box cheios de cultura e arte negra. Após rodar 1 hora e meia a procura dos manos da Cooperifa ( já tinha encontrado o Cocão) finalemnte encontrei o Robson Canto, Sérgio Vaz , Neide Canto, Elizandra, Kennia e os demais guerreiros da Cooperifa, pena que o sarau já tinha acabado, mas valeu por eu ter ido. Eu e o Robson pegamos e fomos na captura de um acarajé, foi ´facil encontrar uma banca de acarajé, eu pedi refrigerante, e o Robson uma gelada, foi quando o mano falou que tinha acabado o refri, então como ninguém é perfeito fui de gelada mesmo. Impossível descrever o momento, tomando gelada, comendo acarajé e vendo o Afroreggae com todo o seu movimento e sua percussão alegrando os manos e as minas presentes, foi realmente louco o bagulho. Logo após fomos apreciar um pouco o James Bunt cantando "menina pretinha", e eu o Robson e a Neide Canto( mulher firmeza pra caramba) fomos embora. E eu aproveitei e peguei alguns livros do Robson pra vender, pois eu não posso esquecer que sou louco, pois só louco pra vender livros no Brasil. E assim foi ontem na feira preta. É nóis irmãos.
24.11.07
Sarau de poesia no Museu da língua portuguesa
Cheguei a pouco lá do Museu da Lingua Portuguesa, do lado da Estação Da Luz, que tem um ar de saudosismo indiscutível, e em frente também tem a pinacoteca que também é bastante saudosa. Mas aconteceu uma fita muito triste dentro do Mêtro, os urubus ( segurança do mêtro) tomaram a mercadoria de um mano que tava vendendo chiclete dentro do mêtro, será que aquela mercadoria que os caras tomaram vão fazer falta pro mano? de certo sim, mas quem se importa, tá se certo que se deixar um, logo vai ter dezenas ou melhor centenas, mas por que então não se criam frentes de trabalho pros manos que tão nesse ramo, é embaçado. Mas deixando a revolta de lado e voltando ao assunto, chegando lá eu vi vários manos da Cooperifa e do quilombhoje, estavam lá o Sérgio Vaz, Márcio Batista, Kennia, Rodrigo Ciríaco, Jairo, Ju, Cocão, Lobão, Márcio Barbosa, Tico de Souza, Esmeralda Ribeiro, Mavot etc. Recitei a poesia, Semana de Arte, e depois fiquei só curtindo o axé do sarau, confesso que diante de tantos poetas ótimos, fiquei com vergonha de recitar o meu poema, mas mesmo assim encarei. O Kennia irmão lá da Cooperifa, dedicou sua poesia pra mim, mano dinheiro nenhum paga esse momento, foi muito loko, é algo indiscretível. Como nunca consigo me conte, comprei um livro do quilombhoje, " os melhores poemas do cadernos negros ", mas acho que só devo ler ele ano que vem, pois tem 5 livros na fila pra eu ler, tá pouco o tempo. Ai terminou o sarau, comprimentei os manos e fui embora, e amanhã talvez devo estar na feira preta. è nóis.
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