
1.5.08
Poesia no Ar

30.4.08
Poesia no ar é hoje na Cooperifa.

O Sarau da Cooperifa realiza pelo segundo ano consecutivo, o Poesia no ar, e vai encher o céu de São Paulo de poesia.Nesta noite mágica da periferia paulistana o sarau vai acontecer normalmente até às 22hs30, depois todas as poesias lidas, mais as mensagens e poemas dos convidados, serão colocadas em balões de gás (500 bixigas) e enviados via áerea para toda a cidade.Onde todos querem violência, nós poesia.Quem não puder comparecer no Sarau da Cooperifa neste dia, não se preocupe, se tiver sorte vai receber nossa poesia em casa, sem alarde, e abençoada pelo sereno da madrugada.
Bar do Zé Batidão
29.4.08
Teu rostinho, teu carinho
Teu rostinho, teu carinho
È bom demais
Inda tem teu cheirinho
que é bom demais
Tem ainda seu carinho
que é bom demais
teu seu rostinho coladinho
que é bom demais
teu rostinho, teu carinho, teu cheirinho
Vem vento e trás pra perto de mim
Esse bem, que só você me faz.
Obs: o amor não escolhe hora pra se manifestar, não escolhe tempo, nem fase, nem momento, O amor apenas sai de dentro do coração e se manifesta, assim como eu manifesto o meu com todo carinho, sentimento verdadeiro.
"Ainda que eu falasse a língua dos homens, que eu falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria!"
Luís de Camões
Renato Vital poeta, escritor, e colunista do site rap nacional www.rapnacional.com.br
28.4.08
Favela Toma Conta 15 Edição foi um sucesso
Virada Cultural
26.4.08
Fato Realista
25.4.08
Destaque
Sarau Rap e resultado da prova do ETAPA
24.4.08
Cantiga
15º Favela Toma Conta é domingo
Quem apresenta? sempre ele Alessandro Buzo
Quem vai tá lá?
Se você colar, vai poder conferir:
Rosana Bronks, direto do Jardim Rosana, com seu novo cd Joga pra ganhar!
Tribunal Mcs, com seus sucessos faculdade de mil grau e pesadelo do sistema!
Carlão guerreiro da leste
Dudu de Morro Agudo
Beto Guilherme
Thaíde com seus sucessos!
PERIFERIA-SP
Ontem estive na Cooperifa, em mais uma noite linda, mágica, e com o pessoal, num respeito total, digno de PERIFERIA-SP, isso mesmo PERIFERIA-SP. Muita gente inteligente declamando, muita cultura, muita poesia, nesse lugar que é a PERIFERIA-SP. Até o teatro agora tem destaque, ontem um mano lá atuando, fez muita gente brilhar os olhos. Cantei a minha nova música, sentimento à lado, com direito a backing vocal meu mesmo. Noite linda, com a presença de Nino Mendes da 105 fm, voz que eu escutei muito no espaço rap. Isso mesmo, hoje tem sarau RAP e divulgação do resultado da prova que eu fiz no Colégio Etapa, do lado dos boyz e das paty, vamos ver se o maloqueiro se destaca no meio dos filhos de japa, paty e boy. é nóis.
22.4.08
Sentimento á lado
corinthiano nato, vivendo os venenos
Aqui na periferia, é corre noite dia
Uns na batalha, outros só na picadilha
Tento escrever, algo que vai pro papel
Num tenho palavras, eu olho pro céu
Vejo um céu azulado, com núvem, encantado
Penso no que diz o poeta sagrado
Que o amor vai estremecer o chão
Vai matar o vilão, vai dar o sermão
Já que to na batalha, vejo num é brincadeira
Gente que trampa, de segunda à sexta feira
Gente que ta na batalha, que ta de sol a sol
Alguns sonhando, em ser astro de futebol
Se eu tivesse uma arma, me pergunte você
Quais seriam, minhas atitudes pra viver
Que a injustiça é carne na navalha
O redmoinho que espalha a muralha
Foi aqui, encontrei gente no perrei
Correndo da polícia, flagrante nos burguês
Desculpa ai, se estou meio amargo
è que viver no gueto, tá complicado
Refrão
Viver no gueto tá complicado
é sofrimento, num metro quadrado
Vejos tristeza, também alegrias
Mas muitos sofrem no dia a dia
Aê tia, esse balde de roupa tá pesado
Os porcos tão se lixando pro seu barraco
Num quer saber, se você tá sofrendo
Querem seus ternos engomados e a merda do dinheiro
O tiozinho catando papelão ali na feira
Sua profissão está em alta na bovespa
Reciclador de objetos usados,
Papelão e metal, vão encher seu prato
Não de comida, e sim de frustações
Por quê aqui na guerra, só vilões
Os parceiros de guerra, que corriam pelo rap
Tão rebolando no funk, ai desmerece
Meu coração sofre no peito, tá abalado
Com o que vejo, os venenos, não é nada fácil
Dois loucos na missão, metralhadora de rimas
Welton e Renato, aqui é fato realista
Eu sei que é pouco o que sinto no peito
Sei que não tenho nenhum direito
Mas vamos ver, até quando esperar
Política, elite, amargura a incomodar
Viver no gueto tá complicado
é sofrimento, num metro quadrado
Vejos tristeza, também alegrias
Mas muitos sofrem no dia a dia
21.4.08
Entrevista Do Eduardo F.C. cedida ao portal vermelho

EDUARDO do FC da entrevista ao Portal Vermelho
Apesar de mais de 15 anos no dia-a-dia do hip-hop, nem sempre dá pra acompanhar os trabalhos dos grupos de rap.
Foi a partir daí que me surgiu à idéia de tentar conversar e fazer um bate papo com o manos do Facção. Pois muitas vezes ouvi comentários positivos e negativos do trabalho deles, mas poucas vezes tive a oportunidade de ouvir a parte comentada, o próprio Facção Central.
Infelizmente na data marcada dia 26 de março o parceiro Nuno não pode me acompanhar, mas pra firmar a agenda segui em frente e procurei representa, segui até Zona Sul e as 17:00 hs estava em frente a casa do Eduardo, local combinado pela Fátima.
Infelizmente por motivo de força maior os demais integrantes do Facção Central não estavam presente. Mas o Eduardo que é como um porta voz do grupo, se encarregou de representar e tal.
Beto: Como surgiu o Facção Central?
Beto: E já começou com o Nome de Facção?
Beto; E de lá pra cá, nesta caminha qual sua avaliação. O que mudou, melhorou piorou, tipo um antes e depois?
A cada CD que eu tava escrevendo eu tava tentando buscar o que tava a minha volta, buscando evoluir, buscando ler mais, me informar mais. Porque você começa a sentir a responsabilidade, você querendo ou não querendo. Então a partir do momento que você se informa mais, que sabe da necessidade e a carência da favela em ter acesso ao livro. Ter acesso a uma cultura de verdade, então se você tem este acesso, você absorve e coloca prus manos então foi isso que nos procuramos fazer.
Beto: O ano de 2003 me parece que foi um dos anos picos do Facção onde vocês tiveram premiações, destaques e tal ou não foi bem assim?
O boy já tomô tudo da gente, ele não vai chega aqui e também tomá meu cérebro. Então a partir do momento que nois, intensificamos aquilo que a gente pensava. Foi a hora que os cara começou a entender. “Pô ali dá pra confiar, porque o mano mesmo processado, mesmo censurado e perseguido os cara mantiveram a opinião, bateram o pé.”
Beto: Tem alguma conquista ou algo muito importante e especial na carreira?
Beto: Nos roles que a gente faz por ai, nas viagens, nos eventos atá mesmo em outros estados. Agente percebe um certo diferencial no fãs do Facção. Tipo num é só fã, é fanático tá ligado!? Vocês também sentem isso?
Beto: E comum os manos querer ouvir o CD mas num tem a grana pra compra e tal mas hoje você já tem também o lance da Net, MP3 e tal, e a pirataria que vem junto com tudo isso, qual a sua opinião sobre este mundo multimídia?
Porque na verdade eu vejo inúmeras bandas, que tem um puta talento e não vão chegar, e não vão ser reveladas. Ele sabe que não vai vender CD, ele sabe que tem o custo da radio, da divulgação, da fabricação... só que na hora que ele quiser ter o retorno do dinheiro que foi investimento, num vai acontecer, porque a pirataria vai consumir. Então você já ta matando a banda que vai chega, que com essa banda ia ter o técnico de som, o iluminador, gerar vários empregos. Na raiz você já tá eliminado uma pá de talento que ia ta chegando.
Beto: Vamo fala um pouco da pessoa do Eduardo, em perguntas Rápidas, um bate bola:
Beto: Hoje o hip-hop está inserido em vários processos de produção. Na musica, na moda, no entretenimento, no campo sócio-cultural, e até mesmo montando pequenos negócios, qual sua visão sobre isso?
Claro que na hora que você ta fazendo um evento você tá pagando a banda, alugando uma casa, pagando segurança... Então você tem um custo, você teve um trabalho e merece receber por isso. Então tem que saber enxergar, não é porque o rap é uma musica de protesto, uma musica que a essência dela é reivindicar melhorias pra periferia. Que o CD tem que ser dado de graça, que o baile não pode ser cobrado, entendeu!? Isso não é se vender. Se vender é a maneira de pensar, a maneira de escrever...
Você tem que saber ganhar o dinheiro pra empregar este dinheiro no lugar certo.
Beto: Eu estou trazendo para você o livro Hip-Hop a Lápis e o DVD É Tudo Nosso! Você disse que já assistiu o vídeo, através de uma copia pirata, que chegou primeiro que eu. Então faça um comentário sobre o que viu e o que achou?
Então eu achei que foi democrático todo mundo teve voz, todo mundo falou o que quis e o rap é isso. É a liberdade de expressão, por mais que a nossa seja totalmente marginalizada.
Aqui vocês trabalharam desta maneira, e eu acho que a verdade tem que estar sempre em primeiro lugar e foi o que eu vi aqui.
Eu não mastigo letra pra ninguém não, e é como eu sempre falo prus manos, “Se um cara com a 5ª serie escreveu, você tem por obrigação tenta assimilar e tentar compreender.” E os mano diz: “Pô mano, eu tive que ir no dicionário ver tal bagulho pra entender. Então na verdade eu tô estimulando a literatura, estimulando o cara a pensar um pouco mais, porque, e isso é o que acontece.
Beto: Pegando um gancho ai sobre esta questão de consciência dos manos e tal. Hoje tem vários parceiros do hip-hop atuando no campo social e político, você acha que isso é viável?
Claro, você vai sentir a política de que maneira? Por mais que o cara fala a moeda tá forte, o mercado tá isso e aquilo. Você vai sentir mano, que o cara tá desempregado, a violência continua, as pessoas tão morrendo, os mano que você vê que quando tem acesso a escola eles terminam o ensino fundamental, o ensino médio, mas não sabem escrever o próprio nome. Não vão entrar numa faculdade, então você vai sentir a política desta maneira. Esta é a política que o povo sente é a mesma que a gente vê. E a mesma que a gente analisa. Porque por mais que diga “Haa! O fulano, siclano ele ta fazendo um governo socialista, um governo populista, ele trabalha com o povo” E na verdade você não vê isso, isso é só ilusão.
Beto: Circula um boato que o Eduardo vai fazer um trampo solo, e que por isso o Facção vai acabar, qual que é a real disso tudo?
Beto: Manda uma idéia prus manos da Nação Hip-Hop e pra galera que fortifica o Hip Hop a Lápis.
Terminamos a entrevista. Agradeci ao Eduardo toda a atenção com a equipe do Hip-Hop a Lápis. Entreguei a ele um exemplar do DVD É Tudo Nosso! e do Livro. E pedi pra que ele socializasse o material pros outros manos e tal. Ele não perdeu tempo e me convocou para estar no dia seguinte na festa no Maria Maria. Com o Facção Central, Realidade Cruel, A.286 e Detentos do Rap. No dia seguinte estávamos lá, subimos no palco e pudemos antes do show do Facção falar e sortear o DVD.
Não posso deixar de registrar a Contribuição de forma direta para a realização desta entrevista do parceiro Nuno Mendes, valeu mano! Me acompanharam na entrevista o rapper Muxila, a Camila e a Drielle.
Beto Teoria é MC do grupo Teoria, fundador do grupo Teoria e membro da Nação Hip-Hop Brasil, integra a equipe do Ponto de Cultura Hip-Hop a Lápis.
18.4.08
O amor muda o mundo
Fazer as rosas perfumarem tudo ao redor
Mesmo num jardim de pólvora
Sabe como povoar, o amor sabe mudar
O amor é como a chama que acende no meu coração
E queima ela de desejo, na hora que se tocam de paixão
O amor faz tudo, o amor é tudo
Amar é fonte de esperança é saber que depois disso tudo vem a bonança.
O amor é algo provido de emoção
O amor é o que bate no meu coração
O amor clarea a alma do poeta
O amor faz tudo, por um tudo que é o amor
O amor é tudo que é puro.
O amor muda o mundo.
15.4.08
Sala de tortura
- Vai, vai entre ai dentro vai!
- Meu pai tem dinheiro, minha família tem sobrenome, se vocês me agredirem, com certeza serão processados.
- Dane-se aqui não é policia, entra ai vai.
- Nossa, aqui tem serrote, tem martelo, tem até piano posso tocar uma música que aprendi nas aulas que tinha quando criança?
- Não esse piano ai se vai tocar sim, mas vai tocar bem fundo na sua alma, vai ser um "choque" em você!
- Sério, mas cadê minha esposa?
- Tá na outra sala de tortura ao lado.
- O quê, eu avisei, assim que sair daqui de dentro vou processar todos vocês, meu pai tem grana, vai botar todos vocês numa cadeia, seus pés de chinelo, sabê que é o meu pai, sabê?
- Sei, um bosta que nem você.
- Bom o senhor pode botar a perna aqui em cima dessa mesa?
- Sim posso, estava precisando de uma massagem mesmo, inda mais nessas minha andanças dentro de viatura do GOE, pra lá e pra cá, e tudo isso pra quê, pra provar que não fui eu quem jogou minha filha do apartamento.
- Sim vai começar a massagem.
- AIiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, perai por favor, não martela ai não, aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, não por favor, faca na unha não, aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
- Tá boa a massagem?
- Meu pai vai colocar todos vocês na cadeia seus porcos.
- Certo, Certo, quem é que matou Isabela?
- Num sei, eu deixei ela deitada, e depois voltei e ela tinha sido jogada do apartamento.
- Tudo bem, daqui a meia hora você confessa.
Meia hora depois...
Plantão da Rede Bobo: Pai de Isabela confessa ter matado filha, com ajuda de sua madrasta, que também confessou o caso, o casal alega ter sido vitima de tortura pelos policiais do GOE, hipótese até agora descartada pelo promotor responsável pelo caso.
14.4.08
Realidade Cruel, dos barracos de madeiret, aos palácios de platina.
Eai Renato!
Era o Cabeça, o mano que mora na cohab da Santo Afonso, e que leva muito a sério o RAP, junto com ele o Clebão, mano que gosta um pouco de tudo, estilo eclético, mas é um mano firmeza também, fuscão com o som no grau. Colaram pra trocar uma idéia, aquela idéia positiva de sempre. Como sempre o RAP é o assunto mais falado, e dessa vez não foi diferente, falamos do novo lançamento do Realidade Cruel " Dos barracos de madeiret, aos palácios de platina". De pronto ele me mostrou a capa, o encarte, eu fui vendo, e meus olhos brilhando, é claro que notei certa semelhança com o encarte do último lançamento do Facção Central, mas to ligado que é por ai mesmo, mesma pegada, mesmo estilo, mesma força de vontade. Um belo trabalho gráfico feito pelo Mandrake do site Rap Nacional, rap com modernidade, não quer dizer rap sem essência. Os músicos participantes também são os melhores possíveis, Renan do Inquérito, Gregory do Total Drama e por ai vai a ótima lista de cantores e compositores do Rap Nacional. Como também não poderia deixar de ser, pedi o álbum emprestado, pra que pudesse ouvir e apreciar, e logo mais adquirir ele. O álbum é completo e duplo, uma faixa se encaixa na outra perfeitamente, realmente uma produção esplendorosa, que merece todos os elogios de nós da mídia independente, pois a mídia que está ai, não presta atenção no que é nosso, e sim nas modinhas que tem por ai, mas isso é outra história. Fragrante, Douglas e karol estão estremamente afiados nesse novo disco, vale a pena conferir.
Bom por ter pego emprestado o cd do Cabeça, tive que compensar emprestando dois filmes, e o novo àlbum do U-TIME, que está muito bom também. Continuamos trocando uma idéia, ouvindo um RAP no talo, e quando foi 11:30 os manos tiveram que ir embora, mas valeu a troca de informação. É nóis.


Confira a Ficha Técnica do disco:
Produção Fonografica: Realidade Cruel e Porte Ilegal
Produção Executiva: Realidade Cruel
Co-Produção: Douglas e Flagrante
Produção: Mr.Kreu (MKF Estudio) e Du (Idéia de Periferia).
Músicos participantes: Tate (Eclesiastes), Renan (Inquérito)Gregory (Total Drama), MANDRAkE (Hórus), Moysés (A286) Nicóle (Inquérito), Klandestino, Bomba (Sacramento),Pop Black, Eduardo (Império Cristão), Léo (Idéia de Periferia)Du Martins, Davi Camargo e Lika.Violão e arranjos: Déio Lima (Resgate)Davi Camargo (Morador di Favela)
Projeto Gráfico:Capa, Encarte e Fotos:
MANDRAkE - mandr4ke@gmail.comD
Direção de Arte, Tratamento das imagens e Finalização: MANDRAkE
Confira a tracklist do disco:
Cd101-Dos barracos de madeirite, aos palácios de platina
02-Tsunami
03-A trilha sonora do gueto
04-Entre balas e rosas
05-O resgate
06-DEUS é do guetto
07-Vale da escuridão - Parte 2
08-Brinquedo Maldito
09-Atráz das grades de sangue
10-Gangsta Rap Nacional
11-Nos calabouços do ódio
12-Por que que voce não me fez te amar
13-Morador di favela
Cd2
01-A favela chora
02-No final do arco iris
03-Mesmo assim
04-Quem é você
05-O bonde
06-Ao menos uma vez
07-Triste vingança
08-Enquanto a guerra não parar
09-Colibri
10-Até os gladiador chorou
11-Quem sabe um dia
12-Jardins de aço
Já a venda nas melhores lojas, ou no site RAP NACIONAL www.rapnacional.com.br.
12.4.08
Coletânea do Luciano Huck
Aos poucos vou falando sobre a opinião de alguns rappers, participantes e não participantes da coletânea. é nóis.
11.4.08
Isabela
Mora com os pais na roça, sertão pernambucano.
De dia ajuda a mãe com os afazeres de casa, a tarde vai pra escola pra tentar ser alguém na vida,e de noite vai dormir e sonhar com sonho lindos e encantados, no meio do sertão sofredor.
No caminho da escola Isabela sempre encontra alguns amiguinho, com os quais vai caminhando e conversando de forma contente.
Seu pai que trabalha na roça, não perde muito o seu tempo com televisão, prefere arranhar na sua viola, as mais canções.
Sua mãe, entretida com os afazeres da casa, e voltando a atenção ao trabalho de lavadeira, de vez em quando arrisca uns versos poéticos no seu caderninho de receitas de bolo.
Durante a aula Isabela não conversa muito, é voltada pra matéria, pretende ser professora, por isso estuda muito.
Seu pai chega da roça de tarde, quase ao cair da noite, quando dá, sempre trás algumas balas, pra agradar Isabela e seus dois irmãos mais novos.
Naquela tarde Isabela parou em frente ao bar, os noticiários ferviam, mais uma morte em São Paulo.
Chegou em casa a mesma coisa, os noticiários só trazia essa notícia:
" Morre menina Isabela, que teria sido despencada pelo pai do apartamento."
Os pais delas comentam:
- Nossa é o fim do mundo né, matar a própria filha né!
- Pois é, e ainda dizem que ele é inocente, o a cara dele!
Isabela resolveu falar
- Mãe to com medo de morrer!
- Por quê menina, ficou besta é!
- Não é que to com medo!
- Medo de quê?
- È que a menina que morreu era rica né?
- É filha, é bem de vida minha filha, mas por quê o medo?
- É que se eu morrer num passo na televisão, pobre só é lembrado na hora da eleição, e quando morre num fica uma semana passando na televisão.
Renato Vital Escritor Poeta e Rapper é colunista do site www.rapnacional.com.br
10.4.08
Show Samba Rap do Viela Adiado
SABADO 07 DE JUNHO
APARTIR DAS 22 HORAS
FESTA MIX SAMBA - RAP - PANCADÃO
SHOWS AO VIVO COM:
PEDINDO BIS
CONSCIÊNCIA HUMANA
SAMBA DA PONTE
NEGREDO E CONVIDADOS
DJS CONVIDADOS:
DJ FORMIGA (RESIDENTE DO CAIPIRAO)
DJ ODAIR TREF (RESIDENTE VIELA DO SAMBA)
DJ ZOIO
ENTRADA 5 REAIS
MULHER VIP A NOITE TODA
LOCAL :VIELA DO SAMBA
RUA: JOSÉ MÁXIMO PINHEIROS SEM NUMERO. do lado da Avenida Godoy-continuação da Av. Sabim.
Capão Redondo - Zona Sul
INFO: 8744-5531.
Alunos da Unip fazendo trabalho sobre a Cooperifa
Como você começou a frequentar a cooperifa, Qual sua visão da Cooperifa, Qual a poesia que recita sempre, O pessoal tem participado da biblioteca, Como se identificou com o lugar.
Bom primeiro eu respondi, como já respondo sempre, que a Cooperifa é um quilombo cultural, que é o nosso espaço pra mostrarmos a cultura desenvolvida aqui na periferia. E que na Cooperifa temos o espaço que não teriamos no centro, e o centro é que olha pra gente. Ai me perguntaram se existe um preconceito, respondi:
" Não da parte da gente, mas é que sempre existe os pré-conceitos por parte de algumas pessoas de la. Não sei bem por quê, mas sempre existe estranheza quando vai nós, daqui pra lá. Mas não da nossa parte. "
Ai o aluno me pediu uma poesia pra que colocassem na matéria, emprestei pra eles à "Contravenções". Na parte que me perguntaram se os moradores estavam participando da biblioteca disse:
" Sim estão participando, apesar de os livros serem usados, são todos bons, verdadeiros clássicos da literatura nacional e estrangeira, a comunidade vêm participando muito sim"
Dai tiraram mais algumas fotos, e deve sair um trecho dessa entrevista, na matéria dos alunos da Unip sobre a Cooperifa. È isso ai, as faculdades voltadas pra o movimento cultural de periferia pra periferia. é nóis.
9.4.08
FESTA MIX SAMBA - RAP - PANCADÃO
SABADO 26 DE ABRIL APARTIR DAS 22 HORAS
FESTA MIX SAMBA - RAP - PANCADÃO
SHOWS AO VIVO COM:
PEDINDO BIS
CONSCIÊNCIA HUMANA
SAMBA DA PONTE
NEGREDO E CONVIDADOS
DJS CONVIDADOS:
DJ FORMIGA (RESIDENTE DO CAIPIRÃO)
DJ ODAIR TREF (RESIDENTE VIELA DO SAMBA)
ENTRADA 5 REAIS
MULHER VIP A NOITE TODA
LOCAL :VIELA DO SAMBA
RUA: JOSÉ MÁXIMO PINHEIROS SEM NUMERO.
INFO: 8744-5531
15º Favela Toma Conta

Enlatado

Nova colêtanea do Hip Hop nacional, é do Luciano Huck. Aquele que tem os rolex que vale 50 mil reais, que pagaria uma duas casas na zona sul de São Paulo. Quem fez a seleção de repertório foi ele mesmo, numa tentativa frustrada de enlatar nossa cultura. Fiz um manifesto pra demonstrar minha insatisfação com essa colêtanea, apesar de ter alguns guerreiros do Rap Nacional, num gostei disso não mano. Não caiam nessa, o Luciano Huck não faz parte da nossa cultura, não vai pra grupo não mano.
Manifesto
Estão querendo enlatar nossa cultura Hip-Hop, muito cuidado.
Não vão enlatar nossa cultura
HIp-Hop cultura de rua
Querem enlatar mais uma vez nossa cultura
Quem é do Hip-Hop é forte sabe o que eu to dizendo
Eles são tipo o lobo na pele de cordeiro
Chegam de mansinho, tentam se aproximar
Quando se vai ver, já querem tomar
Daqui a pouco vão dizer que foram eles que criaram
Afrika Bambatta vão querer deixar de lado
O rap eles querem, por que querem tomar
Tudo que não convém à eles, tentam modificar
Mas aquivenho me expressar
E falar
Que a podridão que a mídia nos joga
Não vai servir pra tranformar nossa cultura em comércio
Quem é vai se ligar
Que eles tão chegando de mansinho pra querer tomar
Aquele que promoveu feiticeira e tiazinha
Agora quer o Hip Hop como massa de modelar da mídia
Parafraseando Bukowski (Por Robson Canto).
Robson Canto chorou quando o Expressão Ativa cantou na Dor de um Lágrima.
Robson Canto chorou quando soube da morte do Bezerra da Silva. Robson Canto não sabe se vestir, não sabe falar, muito menos escrever. Odeia dicionários e baratas. Quando fica de pileque, fica sentimental.
Já freqüentou hotéis na boca do lixo que são verdadeiras espeluncas.
Ele teme viaturas da Rota no Heliópolis à noite.
Mas quando ele vê uma não abaixa a cabeça. Faz cara de besta.
Cara de besta é o que ele mais sabe fazer.
“Portanto, afinal de contas, ele tem um certo charme!”
Quando ele não tem o que fazer no trabalho, vai passear no cemitério.
Já ficou quinze minutos olhando o tumulo do Monteiro Lobato.
Ele é apaixonado por Salvador, mas queria morar em Recife.
Dizem que ele é confuso, na verdade ele é perturbado.
Perturbado com o quê?
Ele lê Bukowski como filosofia de vida!
Não tem como ele ser normal.
Escritor poeta e universitário Robson Canto escreveu o Noite Adentro que foi indicado ao Prêmio Hútuz 2007.
7.4.08
Na barra do catimbó
Lá pelas barras do catimbó
Ninguém se atrevia a ser o mandão
Catimbó valente e guerreiro
Botava todos pra fora aos sopetãos
Catimbó era quem mandava
Era o malandro número um da negrada
Catimbó valente se fazia presente
E encurvava qualquer mané
Que se metesse a bravo ou demente
Plínio pos vida
Vida nela mais só
Escreveu esse livro que se lê
Na barra do catimbó!
5.4.08
Entrevista do Renato Vital pro zine do Limonada
01 - Diz aê pá galera quem é o Renato Vital e de qual quebrada ki você é ?
R- Salve limonada, salve manos e minas, companheiros que acompanham o zine do nosso amigo Limonada, então sou aqui do Jardim Miriam Zona Sul de São Paulo, mas precisamente Vila Clara mano. Então eu sou escritor, Rapper, blogueiro, poeta e trampo num mercado aqui do bairro mesmo, por quê cultura como todos sabemos, não dá dinheiro. É meio difícil falar de mim mesmo, mas tento ser verdadeiro sempre né mano.
02 - Comente sobre seu Blog...
Como fazer pra visitá-lo, que tipo de idéia você tenta passar pros seus leitores ?
R- Meu blog se chama Revolução na mente, Louco Inconseqüente, por quê desse nome, por quê não medimos consequências pra fazer da periferia um lugar melhor, pelo menos culturalmente falando, o endereço dele é www.renatovital.blogspot.com . Se vai encontrar lá fotos, vídeos, poesias e textos meus, além de notícias culturais e sociais. A idéia que eu tento passar é de que se é possível viver num lugar melhor, é possível nos manifestarmos, seja de que maneira for, desde que seja algo positivo pra nós mesmo, por quê quem tem que falar agora é nós, a periferia. Lógico que o blog é aberto pra todo mundo que quiser ver e comentar nele, mas nós da periferia temos que nos informar e protestar, pra elevarmos a auto estima e lutar também pelos nossos direitos, pois não somos pobres e muito menos carentes apenas não temos recursos financeiros,somos um povo que se acordar, tem muita garra e luta pela frente.
03 - Comente sobre o seu grupo de RAP, o "Fato Realista" ?
(Quem são os membros, ideologia, origem)
R- O Fato Realista é formado pelo Welton e por mim, contamos também ainda com o mano Valderes que está afastado do grupo por motivos familiares, e também meu irmão Marcos Vital no backing vocal. Nossa ideologia, é aquela né mano, protestar, protestar e mostrar caminhos também tipo incentivo a leitura, incentivo ao estudo e reforçar pros manos, quem são nossos inimigos na verdade. Nosso inimigo não é o mano que te olha de cara fechada, ele é um resultado do sistema capitalista e opressor, lógico que na periferia tem muita gente que ainda tem pensamento da elite, só pensa em dinheiro e em bens materiais, mas nosso inimigo na verdade tá rindo da gente, de terno e gravata, na política, na burguesia, acho que devemos ignorar e fazer por nós mesmo. Tentamos também não seguir modismos, e dizer que aqui ninguém quer rebolar ouvindo Créu, nada contra o cara que faz aquilo, por quê ele tá ganhando o dinheiro dele, mas é uma juventude que está em jogo né mano, são vidas, mas também jamais eu vou condenar o mano, só por quê ele faz aquilo, pelo contrário tentamos passar nas letras que a idéia é outra, é estudar, se informar, e curtir algo que vai te fortalecer e não te deixar estagnado ou conformado com a situação atual. Letras contundentes, letras mais explicativas, mas todas com um fundamento, dar uma idéia que a real é outra, a real e lutarmos por nós mesmos.
04 - Qual a sua opinião sobre o RAP ir pra televisão ?
Outro dia eu tava vendo que o jackson foi no Caldeirão do Hulk, ai eu te pergunto o que mudou de lá pra cá, nada, o Luciano Hulk não conhece o Hip-Hop, ele conhece dinheiro apenas . Aquele outro seriado que eu particularmente não curto, o Antônia, foram acho que cinco seriados, gastos em cada um mais de um milhão de reais, e o que mudou, quem se espelhou ali, acho que muita pouca gente. Ou seja a televisão já provou que não é nosso lugar, de maneira nenhuma, a televisão desoriginaliza e menti sobre os movimentos sociais sérios, como o MST, MTST, HIP-HOP entre outros. Uma ou outra emissora se salva como a Tv Cultura, mas na verdade o RAP não tem necessidade disso não, por quê o público que é verdadeiro, e quer o RAP vai atrás, não fica esperando na frente da televisão, e se ficar o máximo que vai ver é o Cabal ou o Gabriel Pensador em algum programa totalmente alienante. O certo seria canais nossos mesmo, rádios nossas, enfim meios de comunicações em que o diretor seja alguém que tem sensibilidade da causa, e não um bunda mole que anda de cherooke blindada, com medo de tomar tiro no farol e ser assaltado. Se eu fosse convidado, dependendo da emissora, não iria não, temos que ser resistência.
05 - O Hip-Hop e a Literatura... É uma boa mistura ?
Uma ótima mistura, não uma mistura e sim uma necessidade. Quem é do hip-hop tem que ser articulado, e quem é articulado tem que ler muito sobre diversos assuntos, inclusive livros feitos por nós mesmo. E também o que vai nos trazer conteúdo pra nossas letras, e abrir nossas mentes, pra debater contra quem vier falar da gente, vão ser os livros, então quanto mais o Hip-Hop ler, melhor, temos na literatura periférica o Buzo, o Férrez, Sacolinha, Limonada, Elizandra, Akins, Sérgio Vaz etc, e na Literatura clássica Castro Alves, Machado de Assis entre outros muito bons. É só começar por um assunto que tem interessa e boas leituras, por que dai pra frente é ler mesmo, ler pra se divertir, se informar, ingressar numa universidade pública e ler pra se identificar mesmo.
06 - O que você me diz sobre o Sarau da Cooperifa ?
A cooperifa é um lugar mágico mano, um lugar onde a palavra, a poesia estão em primeiro lugar, só quem é está lá tá ligado, por quê é um lugar pra verdadeiros, pessoas verdadeiras que estão na correria, na literatura. Muitos ali são pessoas importantes pra mim, como o Sérgio Vaz, que eu vejo como um líder, vejo como um mano que tá ali, lado a lado, pra te dar uma força, pra te incentivar. Cooperifa é um quilombo cultural
07 - Diz aê... Está em seus planos publicar um livro ? Pode nos adiantar alguma previsão ?
R- Tô pensando em lançar um livro de poesias, contos e crônicas, no segundo semestre, mas ainda estou arrumando ele, e tentando buscar um apoio, mas se não conseguir apoio, vou lançar mesmo assim. Mas to com calma pra isso agora, o importante é lançar algo de qualidade.
08 - Você acha que o nosso Governo atual, incentiva a leitura ? Porque ?
R- Incentiva muito pouco, lógico que é bem melhor que o de governos anteriores, mas é se vê muito pouco incentivo a leitura no Brasil. Deve até ter uma boa vontade por parte do presidente Lula, mas foi feita muita pouca coisa até agora no incentivo a leitura, é que ali se tá ligado né mano, tem muito tubarão envolvido ali que não se interessa em ver o povo lendo, pra eles é melhor o povo tá bebendo no bar, se matando com cigarro do que discutindo o livro do Limonada, do Férrez numa biblioteca ou centro cultural.
09 - O apoio da Família é importante ?
Muito importante, mas em casa mesmo não recebi muito incentivo pra ler não, apesar que a minha mãe sempre leu algumas coisas, e meu pai me dava dinheiro pra comprar gibi. Em casa sempre vi meus pais assistindo televisão, novela, programa fúteis. Mas mesmo assim eu acho que o apoio de sua mãe falar que você precisa melhorar sua voz numa música ( isso é real), seu pai apesar de não gostar de RAP e não ler, só o fato dele te apoiar na sua vida pessoa é uma grande vitória, algo que eu valorizo muito. O apoio familiar é muito importante.
10 - Firmezza ttottal, meu brother Vital...
Deixe aê contatos e sites onde podemos encontrar seus materiais:
Deixe uma mensagem e/ou um salve pros nossos leitores:
Bom vamos lá se vê textos e poesias minhas nos sites:
www.rapnacional.com.br onde sou colunista e no meu blog www.renatovital.blogspot.com informações sobre os corres, e muito mais. Gostaria de deixar um salve pra todos os guerreiros de bom coração que se encontram na luta, na guerrilha do dia a dia, e queria dizer também que só a insistência e a resistência trazem os frutos da nossa vitória.Vamos ler, vamos nos informar, vamos estudar, cada vez mais.
Atividades
4.4.08
Prepara as algemas
Música: Prepara as algemas.
Artista: A286 e Facção Central.
Se o rap é o crime, prepara as algemas vem me prender,
facção e A286, até morrer
Além do crime e da razão está o circo dos horrores
(Aí sofredor, represento a sua dor)
Se o rap é o crime, prepara as algemas vem me prender,
facção e A286, até morrer
Além do crime e da razão está o circo dos horrores
(Sou locutor do inferno, até a morte facção)
Moysés
Vem me prender se aqui meu ponto de vista é apologia
Já que seu plano de contingência flui alegria
Ele que mostra a alternativa, no Exército a melhor saída
Pra combater as milícias e atrair turista
E quem explica a epidemia química na policia?
De cada 100 gramas apreendida 50 some sem pista
Cansei da sua política de defesa ostensiva
Ação efetiva, não é vítima resgatada sem vida
Massageia o ego, vai. Mira e atira!
Se aqui meu protesto abala sua psicologia
Prova pro mundo que o Brasil tem moda retro-futurista
E que o futuro chegou em forma de parque otimista
Tenta me prender que seu poder de persuasão
Não vai enterrar outro sorrindo, sem luta e caixão
Meu rap tem compromisso, por isso não vai ser vendido
Se for pra morrer excluído, abre meu peito há tiro
Refrão
Se o rap é o crime, prepara as algemas vem me prender,
facção e A286, até morrer
Além do crime e da razão está o circo dos horrores
(Aí sofredor, represento a sua dor)
Se o rap é o crime, prepara as algemas vem me prender,
facção e A286, até morrer
Além do crime e da razão está o circo dos horrores
(Sou locutor do inferno, até a morte facção)
Reinaldo
Bem que eu queria tá cantando o sangue da vitória
E não o sangue derramado na guerra das causas contraditórias
Que só beneficia o Deus das armas,
A paz que você sonha aqui é como fonte sem água
Não espera me ver de joelho em reza de apelo social
Pregando esperança por capital, tipo o cu da Universal
Nem fudendo vão ver o meu filho rasgando a blindagem do Toyota
Nem batendo no vidro pedindo esmola
Justiça divina, democracia, tá na profilaxia
Nos 80 mil com hanseníase na colônia sonhando com a vida
Na composição da pinga que o fabricante não consome
Mas anda de iate na base do seu fígado com cirrose
O Brasil tem que entender que nem tudo é questão de estatística
Na imagem da criança distante da visão analítica
Sem dedos nos canaviais, sem estudo. Justiça ?
Só preso no cinto do carro arrastado com o cérebro na pista
As causas, comprovam o efeito devastador
Sua teoria lendária já não me ilude, morô
Sei a razão “Campanha contra as drogas”
Enquanto o lucro do estado é corpo com substancias tóxicas
Enquanto seu conforto for o fracasso da educação pública
Meu verso não vai ser Nobel pra musica lúdica
Se for pra se vender pra aparecer na série, no filme
Deixa o cuzão julgar meu som apologia ao crime
Refrão
Se o rap é o crime, prepara as algemas vem me prender,
facção e A286, até morrer
Além do crime e da razão está o circo dos horrores
(Aí sofredor, represento a sua dor)
Se o rap é o crime, prepara as algemas vem me prender,
facção e A286, até morrer
Além do crime e da razão está o circo dos horrores
(Sou locutor do inferno, até a morte facção)
Eduardo
6 litros de sangue derramados por corpo
300 mil litros anuais formam o nosso mar morto
Que evapora, condensa, vira chuva ácida
No solo germina raiva incurável pra anti-rábica
Cresceu o pântano em reação, desastre não natural
E d'um casulo surgiu uma espécie em meio ao lamaçal
A munição da CBC foi útero pro embrião
Da geração dos homem-bomba com fuzil de precisão
Hoje o tórax aberto é do chefe de polícia
Pra pressionarem o coração na massagem cardíaca
Juiz que condenou tem 20 guarda costas
Só pelo MSN vai ver a família escondida na Europa
Sem tecnologia nuclear, restou Protus e Sonar
Criamos ogiva R.A.P. da nossa bomba H
Em parasitologia fizemos doutorado
Pra enfrentar verme por verme até os não catalogados
Ignorantes que vendem matéria prima pro exterior
Pra depois comprar umas mil vezes mais cara como computador
Rap é o Midas que transforma morte em vida
Tirou do Eduardo a G3 com a sigla da quadrilha
Sem ele quantos mais abririam fogo
Na blazer do Garra com AK banhada a ouro
"Go down to floor, motherfucker!"
Tradução: Vai gringo filho-da-puta pro chão!
Se o rap incitasse o crime, Bush em São Paulo
Ganhava o translado do seu corpo pro Pentágono
Seu colete multi ameaça é produto Tabajara
Não segura 22 se o alvo for sua cara
Você respira porque a cultura de rua trava o rifle
Ela deu as indicações pro Nobel da paz pro chefe da Crips
Quem tem a mínima noção do cenário político
Põe a toca preta e ensina as letras do Eduardo pro filho.
Refrão
Se o rap é o crime, prepara as algemas vem me prender,
facção e A286, até morrer
Além do crime e da razão está o circo dos horrores
(Aí sofredor, represento a sua dor)
Se o rap é o crime, prepara as algemas vem me prender,
facção e A286, até morrer Além do crime e da razão está o circo dos horrores
(Sou locutor do inferno, até a morte facção)
3.4.08
Ontem na Cooperifa recitei Uma Rosa

Uma rosa está pronta pra invadir minha alma
Espero que ela não desencante, nem me ataque
Uma rosa que de bela, é mais uma cinderela
Espero que sejas, quem eu espero
Uma rosa de perto
Uma rosa em aberto
Não quero saber sua cor, nem seu cheiro
Quero apenas te-lá direito
Na minha vida cheia de devaneios!
1.4.08
Real Ditador
Apresentação do dia 5 cancelada
31.3.08
Dia 5 de abril Fato Realista no Jardim Guacuri
Dia 5 de abril Fato Realista na Casa de cultura do Jardim Guacuri.
É apartir das 3 horas da tarde.
Gostaria de agradecer ao Michael do Elo-da Corrente pela força, e por acreditar que o nosso som é de responsa, acreditar sem julgar ou medir, apenas acreditar e botar uma fé. Valeu mano
Fato Realista, Narrando a real.
Com ódio lapidado, sentimento normal.
Vem me censurar não quero ibope por que apartir de hoje
Minha sigla é um * Revólver.
* o revólver é uma arma, e nossa arma são os livros, as palavras, o manifesto, o protesto, a livre iniciativa, vários fatores engajados num só, fato realista que tá na pista, sem boy pra madame que fica de conversinha.
1º Encontro com o autor - Repórter enviado Robson Canto
1o ENCONTRO COM AUTOR.
Por. Robson Canto
Sábado de muita troca de idéia entre escritores, poetas, rappers, amigos e admiradores da cena literária marginal/periférica. Sabadão eu acordei e pensei: “vou no jogo do Palmeiras” Levantei e fui arrumar uns livros na biblioteca.
Na parede da biblioteca vi a foto do Buzo, Evandro e do rapper K2. Lembrei do evento que seria à tarde: Quer saber, eu vou colar no Itaim. Num vou pra jogo nenhum, esse povo tá cobrando 30 conto num ingresso, preço inviável. Com 30 conto eu compro um livro do Ariano Suassuna. Liguei pro Fanti pra saber se ele queria ir.
Ele topou na hora. A nossa viagem até o Itaim foi demorada (novidade, né?) Conversamos muito sobre livros, e chegamos a uma conclusão que o livro Guerreira tem que virar filme. Nossa conversa foi só sobre livros... Mentira, também falamos sobre um belo par de olhos que vimos no trem. “belos olhos” “obrigada” Chegamos ao Itaim e caminhamos até a loja. Acho que fazia um ano que eu não ia ao Itaim. Ao chegarmos na loja o Buzo e a Marilda ficaram pasmos, acho que eles nunca pensaram que eu ia. Gosto ser imprevisível (risos).
Nos abraçamos afetuosamente, e me arrependi de ter ficado tanto tempo sem contato com eles. Logo em seguida chegou o Ciriaco e a Tânia.
Esses dois me trazem boas lembranças: Cooperifa, Parati, churrasco, macarrão e cerveja. Depois chegou o Sacolinha no seu Maverick. Quando eu vejo o Sacola eu lembro de como a literatura é importante na minha vida. E por fim depois de uma hora e meia chegou o poeta mais carismático do país.
O Peregrino, Sérjão ou Vazgabundo. Aquele que diz é tudo nosso É tudo nosso ou Quem tem vergonha de ser da periferia pode ir embora. Onde o Sérgio tá é uma festa. E assim foi o evento O Encontro com o autor. Muita idéia, literatura, autógrafos e sorriso.
29.3.08
Ontem teve show
28.3.08
Sérjão (Para Sérgio Vaz). (Por. Robson Canto)

Sérjão (Para Sérgio Vaz). (Por. Robson Canto)
Atrás do balcão do bar do pai
Sérjão lia os rótulos das bebidas
Não queria ser balconista
Mas sabia que não seria pianista
Quem sabe um colecionador de pedras
Servia uma dose pinga aos clientes
E abria para si um Neruda ou um Drummond
Sérjão entre uma dose e outra de Neruda
Ouvia no rádio, uma música de um homem na estrada
E ele sabia que estava em uma estrada
Uma estrada estranha longa e desconhecida
Sérjão tinha algumas dúvidas
Sua única certeza é que ele não queria ser jão
27.3.08
Os linhas de frente da Literatura Periférica reunidos!

Os três autores já lançados pela Global Editora, os três autores que desbancaram harry portes, livros de auto ajudas pra mulheres depressivas e biografias de burgueses das vitrines das livrarias pelo país. Os três autores que são exemplos de seres humanos, são dedicados no que fazem. Alessandro Buzo, é dono da sua loja no Itaim Paulista, uma loja de literatura marginal, artigos de hip hop etc, é realizador de eventos, é meu amigo e também é colunista em vários sites. Sérgio Vaz, esse num preciso nem dizer nada, mas mesmo assim eu digo, um dos responsáveis pela minha auto-estima, representa a Cooperifa como ninguém e é guerreiro quando o assunto é a periferia. Ademiro Alves, ou simplesmente Sacolinha, faz uma verdadeira agitação cultural em Suzano, vários eventos literários pelas bibliotecas, centro culturais de suzano, está quase se formando em Letras e já é um exemplo e uma das poucas referências desse país. Vale a pena comparecer a esse encontro, no qual não poderei estar presente, pois vou estar trabalhando no mesmo horário. Mas mesmo assim quem puder chegar, comparecer vai ter uma tarde com três dos melhores autores desse país, uma verdadeira honra, quem puder ir, será bem chegado. è nóis.
Eventos a mil por hora, movimentos a mil por hora
Ao meu ver, é a resposta cultural e de protesto, que a periferia devolve pra burguesia, ao fazer cultura do lado de cá, para mostrar que aqui existe cabeças pensantes, cérebros pensantes, e não só dança do crew ( que também felizmente toca em boates burguesas) nem a dança da bundinha, muito menos a dançinha da garrafa. Mostramos atravéz da poesia, a nossa própria realidade, criamos mais do que escolas, épocas ou movimentos literários, criamos uma nova tendência, e essa tendência não está na moda ( apesar de alguns do lado de lá achar que sim). A nossa tendência é aquela que faz a senhora que lava roupa no tanque, pegar um caderninho e escrever suas poesias, faz um moleque pegar uma caneta e escrever aquele RAP de protesto, faz aquele músico compositor, pegar seu modesto violão e desenhar acordes de liberdade, faz o poeta de pensamento vadio gritar bem alto: é tudo nosso, é tudo nosso, é tudo nosso! Faz também o mano atravessar a cidade pra ver seu irmão, declamando poesia, cantando um RAP, fazendo arte, e não ir até o credicard hool pagar 40reais, pra assistir Wanessa Camargo vomitar merda no microfone, com sua voz rídicula e fresca, muito menos ir ver os playboys de jeito afeminado rebolarem no palco. Esse momento que a periferia vive é um grito de paz e de guerra, veja o desenho na parede, o livro na instante da livraria da Avenida Paulista ( quem diria conquistamos até seu espaço nas vitrines livros de auto ajuda), num quero saber "onde está tereza?" e sim qual é o disparo das 85 letras, não quero saber por quê " os pássaros voam, e os bezerros mamam" quero saber quem é a GUERREIRA, não quero saber qual é a " pedra filosofal", quero saber qual sãos as pedras do colecionador.
Em todas as quintas, quartas, sextas, terças, sábados, domingos e até segundas, sempre se ouvem vozes, gritos, são sarais, shows, peças teatrais acontecendo, são pessoas se articulando pra que a " sala de justiça " não bole mais planos contra nossos ideiais, sem essa de querer bancar o revolucionário, por quê " Evolução é uma coisa", e queremos a evolução de pensamento, de atitude, de garra, de esperança. Aos poucos vamos reconquistando os espaços, e queremos muito mais pode acreditar. Periferia a mil por hora, cultura a mil por hora.
Renato Vital poeta e escritor, colunista do site rap nacional www.rapnacional.com.br.
26.3.08
Geleiras derretendo, o mundo se aquecendo
Geleira que se descolocou na Antárdida.Mundo se aquecendo, o ser humano se esquecendo, e assim vai indo. Naquele filme " Um dia depois de amanhã", mostra um dos futuros prováveis pra terra. Mas o que dizer, se o que está em evidência de hoje em dia, é o lucro pros empresarios e banqueiros. Mais uma prova que o mundo, não está mais comportando a poluição. Realmente Lamentável.








