21.6.07
O BLOG NÃO É MEU, E SIM DE QUEM ACESSA.
ME ENTENDERAM MAL!!!!!!!!
Na verdade eu estava repudiando a Rádio Band News am, pois a música do Facção Central " BRINCANDO DE MARIONETES" NÃO é apologia ao crime. E se caso o mano que falou que eu sou alienado, e tapado estiver lendo esse texto, podemos conversar e debater sobre o sistema e sobre o HIP HOP, ai talvez ele tente prestar mais atenção, do que sair falando as coisas, sem antes ter entendido o texto. MAS EU ENTENDO OS MANOS QUE NÃO ENTENDERAM A MENSAGEM, EU ENTENDO A REVOLTA DE VOCÊS. É BOM SABER QUE VOCÊS ESTÃO DEFENDENDO O RAP. ENQUANTO AO OUTRO MANO QUE FALOU QUE O RAP É APOLOGIA NOS COMENTÁRIOS TAMBÉM, SE TÁ DE CHAPÉU MEU IRMÃO: FALO E REPITO O RAP DO FACÇÃO CENTRAL NÃO É APOLOGIA AO CRIME, E SIM A REALIDADE NUA E CRUA DO SISTEMA!!!!!!!
POR ISSO EU REPUDIO A RÁDIO BAND NEWS AM PELA INFELIZ MATÉRIA DO DIA 19 DE JUNHO DE 2007.
PS: CONTINUEM MANDANDO COMENTÁRIOS, CRÍTICAS E SUGESTÕES.
19.6.07
NOTA DE REPÚDIO A RÁDIO BAND NEWS AM (O RAP TACHADO COMO APOLOGIA AO CRIME MAIS UMA VEZ)
Mas seria impossível deixar de passar, tamanho desacaso com o RAP mais uma vez.
Hoje pela manhã estava escovando os dentes, quando ouvi uma notícia um tanto racista e preconceituosa contra o RAP e o Hip-Hop, na rádio Band News Am, onde meu pai estava ouvindo as notícias.
A notícia era sobre rádios comunitária piratas, e falava de uma rádio que foi encontrada, que impedia a chegada do sinal da rádio Band News na Serra da Cantareira, numa favela. O nome da rádio é LCP comandada pelo Dj Ratão. Disseram que a rádio servia de porta voz para o crime de dentro pra fora da cadeia, ou vice-versa, e que o público alvo era fácil de se perceber pelo conteúdo das músicas. FOI QUANDO PASSARAM UM TRECHO DA MÚSICA EM QUAL ELES FALAVAM, SE TRATAVA DA MÚSICA BRINCANDO DE MARIONETES DO GRUPO DE RAP FACÇÃO CENTRAL, EM QUE LES SE REFERIRAM COMO APOLOGIA AO CRIME. O trecho da música foi esse no qual o Eduardo canta: "Nasci pra assalto à banco e carro forte
Pra ser o elo da farinha da playboyzada pra favela
O justiceiro que respira morte, o assassino que abre sua cabeçano meio por
dinheiro, Ou o seqüestrador que te queima, te tortura, te esfaqueia no cativeiro".
É DESSE JEITO, ELES CONTINUAM TAXANDO O RPA DE APOLOGIA OA CRIME, E MAIS UMA VEZ O ALVO FOI O GRUPO DE RAP FACÇÃO CENTRAL, NO QUAL JÁ HAVIAM SIDO ACUSADOS DE APOLOGIA.
E FALARAM MAIS, QUE O LÍDER DA FACÇÃO CRIMINOSA PCC, OUVIA ESSA RÁDIO QUANDO ESTAVA NO CARANDIRU EM SÃO PAULO, E QUE A RÁDIO TAMBÉM ERA PORTA VOZ DO CRIME ORGANIZADO.
FICA AQUI A MENSAGEM SE O RAP É O CRIME PREPARA AS ALGEMAS VEM ME PRENDER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
POR ISSO EU REPUDIO A RÁDIO BAND NEWS FM, PELA INFELIZ MATÉRIA, DEHOJE DE MANHÃ DIA 19 DE JUNHO DE 2007.
OBRIGADO!
14.6.07
Reportagem sobre o Alessandro Buzo
Sexta-feira, 29 julho de 2005
Escritor da periferia abre biblioteca comunitária
Buzo transformou histórias cotidianas de trens e ruas locais em livros e agora quer ajudar na formação cultural
Camila Anauate
O gosto pela leitura apareceu na infância. Desde cedo, ele descobriu que tinha habilidade para transformar em palavras as experiências vividas no Itaim Paulista. Com apenas primeiro grau completo, Alessandro Buzo, de 32 anos, ficou famoso como "escritor da periferia", transformando histórias cotidianas em dois livros e o sonho de levar mais cultura para sua comunidade em uma biblioteca comunitária, que inaugurou na semana passada no Bloco Carnavalesco Unidos de Santa Bárbara.
Buzo começou em jornais de bairro e fanzines. Dava notícias sobre futebol de várzea, mas sua visão crítica logo o levou a discutir temas sociais. Um exemplo é o livro publicado em dezembro de 2003 por uma editora independente, O Trem - Baseado em Fatos Reais. Fala do cotidiano da Linha F da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que vai do Brás até Calmon Viana e passa pelo Itaim Paulista. São episódios da linha mais "largada" do sistema. "A TV também deu sua colaboração. O governador Mário Covas aparecia em todos os telejornais impaciente com os vândalos e irresponsáveis que queimaram seu lindo e confortável trenzinho, por causa de um 'pequeno atraso'."
O capítulo "Fogo no Trem" remete a 1999, quando passageiros revoltados atearam fogo a vários vagões da Linha F. Buzo foi escrevendo ao correr dos fatos e distribuindo artigos aos passageiros do trem. "Foram eles que me incentivaram a juntar as histórias para o livro." Mas O Trem também narra momentos de alegria. "Na sexta-feira, o bicho pegava. O samba comia solto no trem. Era de lei. Tinha gente que levava até instrumentos musicais. E não era só a nossa turma; em quase todos os vagões o pessoal levava som." No outro livro, Suburbano Convicto - O Cotidiano do Itaim Paulista, publicado em setembro do ano passado, o autor revela experiências dele e dos amigos, desde a infância até a adolescência. Fala, por exemplo, sobre a chegada do crack na zona leste.
Alessandro Buzo nasceu no Itaim Paulista, é casado, tem um filho e trabalha hoje como vendedor. Se um dia tiver oportunidade, gostaria de cursar faculdade de jornalismo. A paixão pelos livros e a idéia convicta de que a comunidade do Itaim Paulista precisa largar a televisão e ler mais o levaram a pensar no projeto da biblioteca comunitária. "A biblioteca foi inspirada na de Paraisópolis. Nunca fui lá, mas li bastante e soube que ela começou com apenas seis livros", conta. "Aí pensei que só eu tinha mais do que seis livros", disse Buzo. O bloco carnavalesco cedeu o espaço. As prateleiras foram doadas por uma empresa e os livros, arrecadados em eventos e com editoras. "Já temos pelo menos mil títulos", diz Buzo. "E não é pouca coisa. Tem até Machado de Assis aqui."
E saiu uma notícia sobre a Cooperifa no site Repórter Brasil
Evento mostra produção cultural de quem vive longe do centro
O sarau da Cooperifa (Cooperativa de Cultura da Periferia) acontece todas às quartas-feiras, em Piraporinha, zona Sul da capital paulista. Em seu sexto ano de existência, projeto se tornou o ponto de encontro de artistas da periferia de São Paulo
Texto: Beatriz Camargo Fotos: Alcimar Frazão
Numa das noites mais frias do ano em São Paulo (SP), com os termômetros marcando 10º C, cerca de 100 pessoas se reúnem para ouvir e declamar poemas e contos em um bar do bairro Piraporinha, extremo Sul da cidade. É o sarau da Cooperifa, a Cooperativa de Cultura da Periferia, que acontece todas as quartas-feiras no bar do Zé Batidão, mecenas do evento. "Zero grau na rua, quarenta graus no coração", define o poeta Sérgio Vaz, idealizador e coordenador da Cooperifa.
Bar do Zé Batidão, em Piraporinha, na zona Sul, sedia todas as quartas-feiras o Sarau da Cooperifa: o espaço é símbolo da resistência cultural da periferia, com poemas, contos e música
Dezenas de pessoas declamam textos seus ou de autores como Carlos Drummond de Andrade, Adoniran Barbosa e Dominguinhos. Todos os participantes são da periferia ou ligados a ela. "Aqui a temática é social", explica o poeta Sérgio. Alguns também falam de amor, de fantasias, mas sempre do ponto de vista do artista marginal. É o que une os "artistas-cidadãos", conceito difundido e internalizado na Cooperifa. "O artista não pode estar a serviço da vaidade, tem que contribuir com a comunidade, como faz o Ferréz, os Racionais MCs, o grupo de teatro Manicômios e outros", acredita.
Sérgio Vaz: "É preciso sugar da arte / um novo tipo de artista: o artista cidadão / Aquele que na sua arte não revoluciona o mundo, / mas também não compactua com a mediocridade / que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades" (Trecho de O Manifesto)
Helber Ladislau dialoga com o poema e "E agora, José?" com o seu "E agora, Drummond?": "Os mesmos senhores na terra sem dono, e agora, Drummond?"
Na poesia de Serginho, exército de caixinha de fósforos vence batalha contra soldados de chumbo. Seu primeiro livro, com Binho, será lançado dia 24 de junho no sarau do parceiro
"Se tiver com a mente e o coração abertos, pode haver a possibilidade de você se transformar e transformar a sua realidade", declama Wesley, espantando o frio com sua músicaO projeto, que existe há seis anos, é ponto de encontro e resistência da produção cultural da periferia da cidade. "No começo a gente queria ocupar um lugar para trocar poesia e cultura", explica Sérgio. Mas o movimento, conta ele, cresceu e virou símbolo de luta contra a mediocridade. "Apesar do frio, os que estão aqui hoje com certeza estão se divertindo mais do que quem ficou em casa vendo novela", brinca Márcio Batista, poeta, professor e um dos organizadores do sarau.
Para Sérgio, o principal efeito da Cooperifa é a transformação na auto-estima das pessoas que vivem nas periferias. "Muita gente leu seu primeiro livro, viu a sua primeira peça de teatro ou voltou a estudar por causa da Cooperifa", diz ele. Os artistas da periferia, que antes sonhavam em se apresentar no "centro", agora se apresentam na comunidade e são reconhecidos por ela.
Da mesma forma, a Cooperifa muda a visão do centro, que descobriu uma produção cultural de qualidade onde não imaginava que ela existisse. "A periferia hoje é uma nação em ebulição", comemora o coordenador do sarau semanal. Ele acredita que a grande subversão é trazer o sarau, um evento típico da elite, para o subúrbio. "Se isto estivesse acontecendo na Av. Paulista, não tinha novidade nenhuma."
Sérgio define: periferia está na alma. "A periferia geográfica não é importante para nós. Tem muita gente do centro que se sente marginalizado. O centro também pode ser periferia", conclui, como um convite para todos que se identifiquem com a Cooperifa.
CatalisadorA iniciativa da Cooperativa fomenta a origem a outros saraus, em outras periferias: já há notícias de grupos e eventos como esse articulados em várias regiões da cidade. Os encontros potencializam a ação dos participantes, colocando-os em contato e fazendo idéias circularem e se expandirem.
"Isso aqui é um catalisador", brinca o poeta Binho, um dos assíduos freqüentadores do local. Às segundas-feiras, ele coordena o Sarau do Binho em seu próprio bar, no Campo Limpo, também na zona Sul. Durante as apresentações, diversos recados vindos dos participantes convidam os presentes a consumir cultura nos espaços que se multiplicam: o escritor Ferréz, autor de "Capão Pecado", era um dos presentes na última quarta-feira. Aproveitou para divulgar mais um Encontro de Literatura Marginal, no próximo domingo (3), no Capão Redondo.
Outro projeto da Cooperifa é levar o sarau para a sala de aula. Este ano, sete escolas públicas já foram visitadas, atingindo cerca de dois mil estudantes. Os poetas cooperados se apresentam aos adolescentes e falam sobre a importância da leitura na vida das pessoas. "A pessoa mal sabe o que é um escritor, acha que todos eles já morreram. Quando você chega lá e fala que é escritor da comunidade, é um choque", relata.
Conseqüência dessa ebulição, a Cooperifa tem lançado diversos nomes para fora do contexto da comunidade, sendo o próprio Sérgio um exemplo disso. No dia 3 de julho, ele lança seu quinto livro de poesias. Publicado pela Editora Global, será a primeira obra de uma coleção chamada Literatura Periférica. Já em 2004, foi publicada "O Rastilho da Pólvora", antologia poética reunindo 53 autores ligados à Cooperativa. Em 2006, saiu o CD "Sarau da Cooperifa", com autores declamando suas poesias.
Serginho Poeta, de 37 anos, é outro exemplo entre os artistas que estão conseguindo publicar suas produções individualmente, através de editoras ou de forma independente. Dono de uma sorveteria, ele sonha em viver da poesia e ministrando aulas, o que considera sua grande vocação. "Mesmo que não desse para viver da literatura, eu queria pagar a faculdade". Ex-motoboy, ele chegou a cursar a Escola de Sociologia e Política de São Paulo (ESP), mas trancou os estudos por falta de dinheiro. O que o motiva a freqüentar o sarau da Cooperifa? O clima de cultura de resistência. O evento se amplia, há encontros com 400 pessoas, mas não perde esse foco.
Para setembro, a Cooperativa de Cultura da Periferia promete uma intervenção ousada, a "1ª Semana de Arte Moderna da Periferia". "Será a nossa vez de fazer a antropologia periférica, 85 anos depois: o teatro, a música e a poesia do centro, na nossa versão", conta Sérgio Vaz.
Mais informações sobre a Cooperifa e como comprar a produção de cooperados do Sarau, com Sérgio Vaz, pelo e-mail poetavaz@ig.com.br, ou por seu blog "colecionador de pedras". O bar do Zé Batidão fica na R. Bartolomeu dos Santos, 797 (tr. da Estrada do M'Boi Mirim, na altura da Igreja de Piraporinha, à direita). Os encontros acontecem todas as quartas-feiras, às 21h.

Ambiente da Cooperifa: CARALHO EU APARECI NA FOTO, QUE MILAGRE DA PORRA!

Helber Ladislau dialoga com o poema e "E agora, José?" com o seu "E agora, Drummond?": "Os mesmos senhores na terra sem dono, e agora, Drummond?"
SOU FÂ DO HELBER LADISLAU COM CERTEZA, É UM POETA LINHA DE FRENTE!

Na poesia de Serginho, exército de caixinha de fósforos vence batalha contra soldados de chumbo. Seu primeiro livro, com Binho, será lançado dia 24 de junho no sarau do parceiro. ESSE É OUTRO GRANDE POETA COOPERIFÉRICO!
"Se tiver com a mente e o coração abertos, pode haver a possibilidade de você se transformar e transformar a sua realidade", declama Wesley, espantando o frio com sua música. POETA QUE CANTA, DECLAMANDO, OU VICE-VERSA. GRANDE WESLEY NOOG, VALEU PELO DOCUMENTÁRIO DO BECOS E VIELAS!
E enfim:
Quarta-feira, 13 junho de 2007
Periferia nas letras
Editora Global lança coleção ‘Literatura Periférica’
GEORGIA NICOLAU, georgia.nicolau@grupoestado.com.br
Antes era sujeição, carência e inferioridade. Hoje, ser periférico está se tornando uma maneira de resistência e afirmação. A exemplo disso, o número de escritores das periferias do Brasil cresce em quantidade e qualidade. Ser da periferia significa pertencimento e identidade. “Sinto-me melhor quando anunciam a minha origem, de onde eu venho e sou”, explicou Sergio Vaz,morador do Taboão da Serra, autor de cinco livros. Vaz e mais quatro autores da periferia paulistana terão livros de sua autoria, todos já escritos em edições independentes, lançados pela Editora Global.O primeiro livro a sair ,no dia 5 de julho no Teatro Municipal de Taboão da Serra, será Colecionador de Pérolas, de Vaz, 42 anos, com prefácio do escritor Reginaldo Ferreira da Silva, conhecido como Ferréz. Vaz tem uma longa história de ativista cultural e militante literário. Com sua primeira obra publicada em 1992, ele é um dos criadores do principal evento incentivador da literatura periférica, a Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), sarau semanal que acontece no bar do Zé Batidão no Capão Redondo, há mais de seis anos. Literatura feita da “periferia para o mundo”, como explicou Ademiro Alves, o Sacolinha, 23 anos morador de Suzano. 85 letras e um disparo, segundo livro do autor , faz parte da coleção, reúne contos escritos por ele e traz a apresentação do gaúcho Moacyr Scliar e prefacio feito pelo escritor e colunista do Estado, Ignácio de Loyola Brandão.Allan da Rosa, morador de Taboão da Serra, assim como Vaz, vai participar com Da Cabula - Istória pa tiatru, dramaturgia que já havia sido editada pelo seu próprio selo, o Edições Toró, através do qual lança outros autores também, com livros feitos artesanalmente e vendidos nas ruas, teatros, cinemas e saraus. Da Cabula conta a história de Dona Filomena da Cabula, camelô, moradora de quarto-cozinha em algum dos intermináveis bairros da periferia da Cidade, que sonha em aprender a ler e escrever. O livro terá prefácio de Zé Celso Martinez.Também lançado pelo Edições Toró, Maria Nilda Mota de Almeida, a Dinha, 27, lança pela Global seu primeiro livro de poesias De passagem mas não a passeio, com prefácio da escritora carioca Elisa Lucinda. Formada em letras pela USP, Dinha começou a escrever em fanzines literários, os quais produz até hoje. Moradora até o ano passado da favela de Vila Cristina, no bairro Parque Bristol, assim ela se apresenta em seu livro: “Dinha é educadora, mediadora de leitura, fanzineira, mãe da Katrine e representante da literatura produzida nas periferias do Brasil afora.”Suburbano convicto, Alessandro Buzo também começou escrevendo em fanzines e jornais de bairro. Sua estréia foi um livro sobre a situação precária dos trens que levam ao seu bairro, Itaim Paulista. Depois disso, já escreveu quatro livros, sendo que o último, Guerreira, conta a história de Rose, jovem em busca do amor.
FALOU MANO CURTI AI, AS MATÉRIAS É NÓIS PERIFERIA NA ATIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
12.6.07
REVOLTA NÃO É MODA, QUEM CHORA TÁ LIGADO, DE SOFRIMENTO IRMÃO, JÁ BASTA MEU PASSADO!!!!!

ISSO SEM CONTAR NA COLETÂNEA 1DASUL QUE É VENDIDA NA LOJA DA 1DASUL, E NA GRANDES GALERIAS NO CENTRO DE SÃO PAULO.
ESSA COLETÂNEA CONTA COM AS PARTICIPAÇÕES DE GRUPOS COMO: NEGREDO, REALIDADE CRUEL, PROFº PABLO, GATO PRETO (A FAMÍLIA), TREF, FÉRREZ, DETENTOS DO RAP E DJ DRI.
ALÉM É CLARO DA INTRODUÇÃO, DO FINAL, E DO INCARTE QUE EXPLICA A HISTÓRIA DESSA MARCA QUE ESTÁ GANHANDO O BRASIL E QUEM SABE LOGO MAIS O MUNDO. JÁ IMAGINOU GRINGO VINDO AQUI QUERENDO COMPRAR OS PANOS. VAI SER MO BARATO. É ISSO MESMO FÉRREZ, É TUDO NOSSO. FALOU.
11.6.07
Foi agora a pouco!!!!!!!!!!!!!111111
Devido ao tumulto uma pá de gente saiu correndo, e eu como estava do outro lado da avenida meio que agachado e olhando tudo ocorrer, o policial subiu o morro atrás do ladrão (ou dos ladrões) e e depois vi uma pá de viatura se aproximando do local, em alta velocidade. Na hora eu gelei, e fiquei pensando, meu Deus, eu que ia por aquela direção, pois meu colega mora ali naquele morro, eu ia pedir uma informações pra ele, sobre o meu computador. Fiquei meio pensativo, e pensando, que porra de cidade é essa! imprevísivel!
È foda né jão.
Mas aê logo mais (assim que eu consertar meu computador), vou acelerar a construção do site do Negredo e logo mais ele vai estar na net. È desse jeito vagabundo, a periferia ainda está tenebrosa, mas a gente não para, QUE DEUS ILUMINE NOSSOS CAMINHOS!
NÃO SE ESQUEÇA VAI AGUARDANDO, LOGO MAIS O SITE DO NEGREDO NA NET, EO BLOG www.uniaohiphop.blogpot.com está na ativa, se for do hip-hop e for verdadeiro, pode chegar que é tudo nosso.
9.6.07
EM BREVE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
AGUARDEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Acesse também!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
DE VOLTA COM FORÇA TOTAL, POIS DEPOIS QUE O FÉRREZ FALOU QUE EU SOU BLOGUEIRO, VOU TER QUE HONRAR TRAZENDO TUDO O QUE HÁ DE MELHOR NO HIP-HOP, O MELHOR CONTEÚDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A perseguição é grande contra o governo Lula
Em um diálogo captado pela Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal, há indicações de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria enviado um emissário ao seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, para chamá-lo a um encontro reservado em Brasília, onde haveria uma "bronca". O motivo seriam as visitas que Vavá realizava aos "ministérios de Brasília", nas quais estaria apresentando "uma pessoa".
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o emissário da mensagem a Vavá foi identificado apenas como "Roberto". Seu telefone, um aparelho fixo, aparece na lista telefônica com o endereço de uma casa na rua Sílvia, em São Caetano do Sul (grande São Paulo), na região do ABC Paulista. Ninguém atendeu o aparelho na tarde de ontem.
A conversa aconteceu no último dia 20 de maio. Roberto pediu para se encontrar com Vavá "fora de casa". Vavá disse estar com a agenda cheia, e que na sexta-feira seguinte iria a Brasília.
De acordo com o jornal, o relatório parcial da PF sobre esse diálogo relaciona o emissário às supostas atividades de lobby de Vavá. No diálogo o tal Roberto diz que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva quer conversar pessoalmente com Vavá, em sua casa na Granja do Torto em Brasília (DF).
Redação Terra
7.6.07
Sarau da Cooperifa
Sarau da Cooperifa (Um lugar único no Mundo)Esse é o Sarau da Cooperifa, ontem foi uma noite mágica, vários poetas, vários cantores, vários Rappers, Vários Artistas. Cheguei por volta das 8:30, e o Cantor da MPB moderna Wesley Noog já estava recitando musicalmente, isso mesmo pois a música dele é uma verdadeira poesia. Curti até Wesley Noog até às 9:00, comendo o escondidinho do Zé Batidão, foi quando o poeta maior da casa, Sérgio Vaz Guerreirão, deu ínicio ao Sarau. Como sempre quem abre o Sarau é o poeta Sales de Azevedo, e veio com uma poesia muito bonita que fala de revolução. Logo depois comprei o novo livro do Akins Kinte e Elizandra Souza que se chama Punga, foram 15 reais muito bem empregados. E também comprei o livro de poesia Feito a mão, do poeta Berimba de Jesus (www.berimbadejesus.blogspot.com), pra dar de presente pro meu colega de serviço. Vi o amigo de longa data Djan poeta que recitou uma poesia muito louca também. A novidade da noite foi o retorno do Músico Carlos Silva, que estava em Pernambuco (minha terra também). Foi quando eu vi e não acreditei, era o Sacolinha direto de Suzano pra Cooperifa, da mo orgulho desse escritor que também é meu amigo, um cara que faz e acontece, que vira o mundo em nome da literatura. Teve também uma bela apresentação de gaita. Depois de uma noite muito louca, sai fora junto com o truta Djan. Aê Cooperifa é ùnica no mundo, e sempre vai ser, fiquei satisfeitissimo com essa noite. OBRIGADO FAMÍLIA POR EU SER DA COOPERIFA!
3.6.07
Minha Virada Cultural (e todos nós)
2.6.07
AkinS Kinte
Akins Kinte
Sai uma flor, desabrochou outra
Caiu uma pétala, outras já estão despedaçadas
È o jardim da periferia contra o jardim da elite
Nessa sobra de flora e briga sem demora, ficou akins kinte.
Não tem guela, não dá guela, Nasceu na favela
É capaz de morrer por ela
Mais um guerreiro que não paga com gesta
Fez da Cooperifa seu espaço
Fez do espaço uma ambição
Liberdade pra todos os irmão incarceirados
Pela nojenta elite, ou pela programação do canal 4(sbt)
Tirou a camisa, mostrou as feridas
Mostrou as marcas e as cicatrizes de uma terra sofrida
Seu cabelo jamais vai ser só um cabelo
Suas tranças jamais o senhor da guerra vai alcançar
Do RAP é guerreiro, mas sem soldado capitão ou cabo
Da vida és companheiro imortal, feito fera que espera pra dar o bote
Sua vida não troca por um malote
Sua origem não joga num globo, ou na globo
Não se faz de menino ostil
Não é menino hostil
Não é Antônia,
Nem Antônio
È gladiador das ruas de terra
Avisa pro Datena, Rezende, Edir Macedo, FHC, Serra,ACM, que o Akins chegou
O terrorista verbal aviso, o Louco incosequente aprovou
E a Cooperifa Relutou È o Akins o Negro guerreiro de Zumbi gladiador.
30.5.07
POESIA DAS RUAS - 1º SARAU RAP DO BRASIL
Projeto “Poesia das Ruas”Ritmo e PoesiaA Ação Educativa em parceria com o poeta Sérgio Vaz promoverá no mês de maio o projeto Poesia das Ruas.
O Projeto Poesia das Ruas é um sarau dirigido a rimadores e rimadoras doRap. É um espaço para o exercício da criação poética. Sem música, MCsdeclamarão suas letras, compartilhando talento literário.
Iniciativa do poeta Sergio Vaz, o Sarau do Rap é realizado em parceria com a Ação Educativa e vai acontecer toda última quinta-feira do mês a partir de abril.
Fundador e coordenador do Sarau da Cooperifa, Vaz, pretende buscar, através da oralidade, um incentivo para a criação poética. Rap é ritmo e poesia (rythman and poetry).
As inscrições para declamarcomeçam às 19h30, podendo ter até 50 poetas declamando por noite.
Centro -SP
26.5.07
Rede Record desce o pau no Rap e o RAP contra ataca ( A odisséia dos guerreiros)
VALEU BUZO PELA REPOSTA À REDE RECORDO COM ELEGÂNCIA, CATEGORIA E ESTILO NA BASE DO HIP-HOP DA PAZ NA PAZ E NA HUMILDADE.
VALEU JESUS CRISTO, PELA OPORTUNIDADE DE TER TIDO ESSA TARDE MARAVILHOSA QUE LAVOU A ALMA DO HIP-HOP.
E VALEU À TODOS OS PRESENTES, QUE CURTIRAM NUMA BOA, NA PAZ E NO SUCESSO, E FIZERAM QUESTÃO DE DAR UM SUPER BOM EXEMPLO PRA OUTROS ESTILOS DE MÚSICA, E ATÉ PRA SOCIEDADE HIPÓCRITA E TAXATIVA!
VALEU TRUTA É NÓIS E ATÉ A PRÓXIMA, RENATO VITAL AGRADECE DE CORAÇÃO AO HIP-HOP POR ME FAZER NOBRE, AO FAZER PARTE DELE, SER ELE, E LUTAR POR ELE TODOS OS DIAS NA POSTURA E NA HUMILDADE.
É NÓIS TRUTÃO, FIRME E FORTE, VIVÃO E VIVENDO, NIGUÉM SEGURÁ Á FAVELA, NINGUÉM SEGURÁ A PERIFERIA!
E DOMINGO NO 12º FAVELA TOMA CONTA, O BUZO PROMETE MAIS UM SUPER SHOW DESSE, COM MUITA PAZ, ALEGRIA E CURTIÇÃO. FALOU!
O PERIAFRICANIA ANUNCIA O APOCALIPSE!
APOCALIPSE! QUE TOQUEM AS TROMBETAS!
RAÇA HUMANA É O CANÇER DO PLANETA
RAIO VIOLETA REAGE REALEZA,
VAMO VÊ AGORA SEGURA NATUREZA
A CAUSA O EFEITO TEM SUA REAÇÃO
É O BICHO HOMEM NA ROTA DE EXTINÇÃO
ACREDITE OU NÃO VÃO SENTIR A PUNIÇÃO
HOMOSAPIENS DA ANTIGA DA NOVA GERAÇÃO
DECLARADA GUERRA O DESASTRE É NATURAL
INEVITAVEL LETAL AQUEÇIMENTO É GLOBAL
DORES, TUMORES NÃO SE DESESPERE!
ESSA MANCHA NÃO É NADA É SÓ CANÇER DE PELE
ONDA DE CALOR SECA DESTRUIÇÃO
DIZIMEM A TERRA PELA EVOLUÇÃO
PESTE FEBRE VIRUS FORTALEÇIDO
AGUÁ ESCASSA FONTE DE CONFLITO
BRINCANDO DE DEUS CIÊNÇIA FÁZ ACONTEÇE
VAIDADE CRUCIAL PELO BEM DA SUA ESPECIE
VOCÊ NÃO ENVELHEÇE SÓ REJUVENESSE
ESQUEÇE PADEÇE POR DENTRO APODREÇE
INCHERTA INJETA MUDA TUDO DE LUGÁ
GENS DNA DEPOIS VÊ NO QUE VAI DA
CRESÇER MULTIPLICAR O INTUITO É A GANANÇIA
CRIAR MATAR É SÓ IGNORANÇIA
TRANGENICO SINTÉTICO TESTADO EM ANIMAL
AFINAL NÃO FOI PROVADO O EFEITO COLATERAL
MEC COLESTEROL É BOM NINGUÉM RESISTE
BULEMIA EPATITE A MORTE É O LIMITE
A INDUSTRIA SE OMITE É PELA PRODUÇÃO
NOS RIOS E LAGOS É SÓ POLUIÇÃO
DANE-SE O MUNDÃO SÓ DESMATAMENTO
FAUNA FLORA PRO AMAZONAS É LINCHAMENTO
SACRIFICA O ANIMAL É FEBRE AFTOSE
VIRUS FATAL NEOROSE E OVERDOSE
CAMADA DE OZONIO LESÕES CEREBRAIS
CICLONE EM ESCALA VENDAVAIS TEMPORAIS
RESPIRE ASPIRE DO POLUIDO AR
HOJE TÁ BOM SE MELHORÁ É REGULAR
A TERRA GEME TREME TERREMOTO
MAR REVOLTO GIGANTE MAREMOTO
ROBÓTICA NO TRABALHO A TODO VAPOR
HOJE SEU AMIGO É O FIÉL COMPUTADOR
CHIP MODIFICADO DECODIFICADO
ESPERE E VERÁ SEREMOS ANIQULILADO
PLACA TECTÔNICA POLUENTE ATMOSFÉRICO
GUERRAS SANGRENTAS PODERES BÉLICOS
BACTÉRIAS CRONICAS TÃO EM TODO LUGAR
AGORA JÉ É TARDE SÓ BASTA RESPIRAR
AQUI OS MANOS REUNIDOS NO BAR DO ZÉ BATIDÃO (ONDE FICA A COOPERIFA)
COCÃO (VERSÃO POPULAR), JAIRO (PERIAFRICANIA) E SÉRGIO VAZ (POETA FUNDADOR DA COOPERIFA).
Dois Poemas
>
> Guerreira, não é aquela que se entrega fácil
> Nem deixa qualquer ofensa imoral barato
> Diz e insiste, bate o pé e não desiste
> É a que sai pras ruas, tem a mente aberta sempre
>persiste
>
> Pena que meu Brasil não comporte tamanha beleza
> Dando espaço apenas pra suas tristezas
> A mídia exaltando as modelos vadias, mas tenho
>certeza
> Que ouvindo que elas tem a dizer, entenderemos
>suas fraquezas
>
> Não é o dia-dia, nem a desilusão
> Pode ser as filas doa hospitais, ou a corrupção
> Tamanha covardia, uma forte opressão
> Tiros, morros, desgraças, mortes, qualquer
>decepção
>
> Talvez sua força é o que lhe cubra de coragem
> E a faça enfrentar, seres desumanos e covardes
> Que atravessa seus caminhos
> Dias, Noites, Tardes, sempre só trazem espinhos
>
> Mães, filhas tias, primas e sobrinhas
> Cada uma com suas conciências feridas
> Baixa auto-estima, em ver aquela revista
> Que esboça mais uma carne morta perdida
>
> Diga a essa injúrias malignas
> Como se porta diante a vida
> Não como aquela burguesa perversa e desumana
> Mas sim com boa vontade. amor realmente de
>verdade
>
> Guerreiras só as que são, sabem que são
> E não belas princesas hipócritas, mas não darei
>meu perdão
> Pois as verdadeiras guerreiras, flores dessa
>guerra tão sofrida
> Receberão os louros da vitória, em uma outra vida
>
> Numa Verdadeira jogada, de destinos curvos e
>intensos
> Cada uma receberá sua aura majestal, digna de
>rainha
> Todos os sabores do mundo, se farão de amor pra
>você
> De amor ao seu redor, não se reprima apenas viva
>
> Guerreira que é, foi criada por Deus foi sua
>melhor obra prima
Beleza podre
Tomado pelo pudor, derramando em pequenos cálices
minha raiva;
Cercado de belíssimos apartamentos, belíssimas gotas
de sangue;
Árvores grandes e floridas, ainda guardam o resto de
nossa vida;
Ruas dignas de primeiro mundo, na palma da mão a
queimadura do asfalto imundo;
Belas cavernas verticais, que guardam a desumanidade
chamada de burguesia;
Saltos ainda, saltos sofridos pela minha mente, mente
de cobiça;
Sonhando com o mundo novo, com a nova vida;
Disgraçados passam em seus BMW 's o menor cata papelão
e metal mas não via deixar barato;
Sonhe filho da puta , sonhe com seus bens, casas de
solidão;
Que o dia eu que te pegar, será um difunto morto no
chão;
Pois o menor excluído vai cobrar, a dívida com a
sociedade;
Não vai querer sua caridade, e sim sua voz lhe pedindo
piedade.
Renato Vital

