15.5.09
RAP a bomba homicida
Não é mais do que você imaginava
Mas é mais do que você suporta
No máximo um concerto em Londres
Pra curar sua depressão e sua história
Queria ser feliz na megalópole
Mas o máximo que conseguiu
Foi uma Cherokee e um export
E um relógio suiço modelo sport
Não entende as rimas
Diz que é música pra maloqueiro
Investe seu dinheiro nos clássicos
Enquanto o estopim eclodi no mundo inteiro
Torce pro show terminar em briga
Mas as vezes não tem tanta sorte
Corre pra desligar o rádio
Se o som for mais forte
Imagina que é oriundo da américa do norte
Mas começou na ilha de BOB
Tenta difamar, vai pro show de rock
Gasta sete dezenas no ingresso pop
Ouviu Marcelo d2, deu o cd pro filho
Impediu que a bomba atômica atravessasse o vidro
Impediu que os tímpanos fossem invadidos
Impediu que seu filho ouvisse o som de bandido
Taxação não paga minhas contas
Por isso não me engano
Você me aponta como problema
Mas sonega imposto e não vai em cana
Sua lama, seus defeitos
Não fui eu que criei
Sou apenas o fruto da desordem
Acendo uma vela e digo amém
Seu filho também acende uma vela
No beco de alguma favela
Você não sabe, mas se perdeu
No encanto da burguesia bela
O meu RAP é homicida
Veio para matar
Alienação, ostentação,
Que sua classe empurrou pra ca
Não interessa seu relato
Cale a boca, nem vem com desabafo
O seu bafo é fedorento
Identico ao de um ralo
Você tem plano de saúde
Tem mercado, farmácia,
Mas sinto lhe informar
Muitas vezes lhe faltou vergonha na cara
Não sou moralista como você
Não sou tão capitalista como imagina
Sua privada está entupida
O cérebro consumista é a bosta corrompida
Se liga acabou a pilha
Tudo ainda é seu, mas imagina
Você não pode mais nos deter
Com sua fórmula idealista.
Renato Vital Poeta, escritor e Rapper.
13.5.09
Onde acontece a revolução
Dois livros, de um poeta
Quase morto, pela mediocridade
E a ansiedade pela morte das pessoas
O poeta não estava morto
Mas era invisivel
As pessoas passavam
E dele nem notavam
A menina parava na esquina
O moleque parava no campo
O senhor parava no boteco
E o poeta sentava no banco
As pessoas imortais estavam enterradas
Enquanto as que viviam mortas em pé
Se deliciavam vendo programas de merda
E consumindo os comerciais de televisão
O poeta não esperava soltava uma piada
Ninguém que recebe um salário desse
Tem um carro daquele
Mas fuma seu cigarro todo dia
A senhora não se alimentava bem
Mas pagava pra souza cruz
Sua passagem para o além
E seus filhos sustentavam o tráfico
O poeta procurou nas suas poesias
Aonde começar a procurar a revolução
Nas páginas de morte da vida
Não via a salvação
Milhões de zumbis caminhando
Pra qualquer lugar, pra qualquer objetivo fútil
Quem define a vida daquelas pessoas
È a caixa de mentiras
O poeta para e pensa
Não quer mais outra solução
A verdadeira revolução está no nosso coração
Na nossa atitude em não viver em vão.
Renato Vital
11.5.09
HQ A noiva de Thock
Cliquem na imagem abaixo:
Do livro "segredo no céu da boca" Aquela Criança
Aquela Criança, nasceu numa casa bem humilde, que se encontra num morro bastante distante da modernidade.
Aquela Criança mora com o pai e a mãe, no qual trabalham com todas as dificuldades do dia a dia, pra sustentar a casa.
Aquela criança foi crescendo em meio as dificuldades,
Sob os percalços da insanidade do homem.
Aquela criança só queria que um milagre acontece-se;
Aquela criança ainda se perguntava;
Aonde morava a esperança.
Pois na sua vida só via muralhas e desgosto!
Aquela criança não entendia por que não tinha brinquedo,
Se não televisão eles estavam sempre lá.
Aquela criança via sua mãe voltar do emprego,
Cansada, pouco tempo tinha pra olhar pra sua cara.
Seu pai quando não bebia, fazia parte do plano.
Mãos e pés inchados de tanto inchar na enxada.
Profissão pedreiro.
Aquela criança era umas das poucas que pegava nos livros para ler.
Um dia recebeu da professora um livro muito bonito.
Tinha uma capa colorida e a história de um menino que nasceu numa manjedoura.
Aquela criança percebeu que o maior homem do mundo,
Era pobre que nem ela.
Mas ficou com medo, pois um rei tentou matar o menino rei dos reis.
Aquela criança se lembrou do que assistiu ontem na televisão:
“ Ainda é grande o número de crianças, que morrem antes do dois anos de idade.”
Aquela criança percebeu que o dono do poder.
Não gostava das crianças pobres!
Pois as faziam morrer de fome.
Aquela criança andava pelas ruas,
E certo dia encontrou um colega de 12 anos.
Com um brinquedo na mão, muito alertado por seus pais, pra que ele mantivesse a distância.
Perguntou o que ele fazia com aquilo,
Ele lhe respondeu: “ Estou me protegendo do mundo”.
E que havia decidido arrancar as coisas à força, das quais nunca teve.
Aquela criança chegou em casa pensativa,
E perguntou pra sua mãe:
Por que o homem procura a paz, matando outro homem?
È pra ser rico, ter casa bonita e uma ilha?
E enquanto isso muitas crianças morrerem de fome?
Sua mãe já não segurando as lágrimas,
Começou a lhe explicar que o mundo era assim mesmo,
Que muitos eram pobres e desfavorecidos,
Enquanto a minoria era rica e poderosa.
E aquela criança ainda perguntou:
Que nem aquela mulher que aparece na novela, que a senhora assiste?
Já triste e sem graça, sua mãe apenas balançou a cabeça.
Aquela criança foi dormir, dormir com deus, dormir com os anjos.
Como sua mãe sempre falava,
“Dorme com os anjos”
De que cor seriam os anjos, brancos, amarelos, azuis, com esse pensamento adormeceu,
No outro dia acordou com um susto, seu pai a olhava com ternura e carinho,
Algo incomum e difícil.
Pois seu pai vivia bêbado, quando não estava trabalhando,
Seu pai falou que teve um sonho.
E que nele os dois brincavam, de cirandar, e no sonho percebeu o quanto à amava,
Deu-lhe um abraço, um bom dia e arrancou um punhado de balas do bolso.
Entregou as balas sorrindo e saiu pra trabalhar,
Aquela criança fechou os olhos e agradeceu a Deus,
O presente que à tanto tempo pedia, havia conseguido.
Certo dia indo pra escola, um policial a parou, e falou:
“Deixa-me eu ver o que tem ai dentro dessa mochila”
Sem entender muito bem, logo ela abriu e mostrou o que havia dentro.
Um caderno, um estojo, uma régua e um livro.
O polícia falou que ela podia ir.
Aquela criança contou pra professora o ocorrido, e a professora se lembrou do que estava acontecendo na escola, alguns alunos estavam levando drogas dentro da mochila, pra passar pros colegas.
Mas sem reação a professora apenas respondeu que não podia fazer nada, e que tivesse calma nessas situações.
Aquela criança, andando perto do córrego que fica próximo de sua casa, pensava quanto tempo ainda tinha pra percorrer, o caminho da infância, mais tinha medo que aquele caminho fosse dar na vida adulta, de adultos correndo contra o tempo, seguindo sempre o mesmo caminho, sempre chegando atrasado, nas alegrias da vida, alegrias aquela mais simples, dar um beijo ou um abraço nos filhos e curtir a família, alegria essa, que nesse século, nesse milênio está acabando.
Quando faltava pouco pra chegar em casa, aquela criança ouviu:
Olha o sorvete cremoso!
E saiu correndo pra comprar, o de manga que era o seu preferido
Ao ver tamanha euforia, o sorveteiro sorriu e perguntou o porquê de tamanha felicidade,
Aquela criança apenas sorriu, agradeceu e saiu andando saboreando seu sorvete cremoso.
Mais tarde foi jogar bola com os amigos do bairro, correr, empinar pipa, mas logo teve que correr, pois começou um tiroteio entre a polícia e os bandidos, uma bala quase atingiu um de seus colegas.
Em casa já mais calma, aquela criança, percebeu que tudo jogava contra sua infância, a televisão, a política, o governo e a polícia.
Aquela criança ainda está por ai, em todos os guetos pelo Brasil.
A árvore não cresce sem a raiz.
A fruta não vira fruto sem a semente, sem água, sem sol, sem luz.
O leito do rio virá rio, e só depois deságua no mar.
A arma só mata, se tiver balas.
Então por que não olhar para “Aquela criança”
Incentive, alimente os sonhos, regue a planta, cuide das sementes, pra nos amanhã termos frutas e frutos dessa imensa árvore chamada Brasil.
Adquira o livro que contém esse texto e muito mais mandando um email para renatovital2@yahoo.com.br
9.5.09
8.5.09
Voltando do Guarujá
7.5.09
Divulgando o RAP NACIONAL

6.5.09
Luis Gonzaga o mestre cronologia desde os primordios

Cronologia
Em Novembro de 2006, foi lançada a Biografia Gonzaguinha e Gonzagão, de autoria da Jornalista Regina Echeverria. Desde já, indicamos a todos essa grande obra. Em breve informaremos as novidades.
Abaixo, cronologia do Rei do Baião, resultado do um trabalho esplêndido do amigo Uélinton Mendes da Silva
1709
Vindo de Portugal, Leonel Alencar chega na região do Exu. Confraternizando com a tribo de índios que vivia ali, os Açus, cuja corruptela do nome daria Axu e logo depois Exu, Leonel Alencar, acompanhado de 3 irmãos, fundou a fazenda Várzea Grande. Depois nasceram as fazendas, Caiçara, de Bodocó, de Salgueiro e da Gameleira. Nesta última, situada no pé da serra do Araripe foi fundado posteriormente o povoado de Exu. Hoje chamado de Exu Velho.
1779
O termo de Exu, situado junto a Serra do Araripe, foi confirmado como Freguesia em 14 de Outubro deste ano.
1846
A Freguesia do Exu foi elevada à Povoação em 30 de Maio deste ano, pela Lei 150.
1858
A Povoação do Exu foi confirmada como Vila em 02 de Junho deste ano, pela Lei 442.
1860
Chega na serra do Araripe, Da. Januária, vinda de Missão Velha no Ceará. Acompanhada de sua filha Efigênia, se empregou na fazenda Caiçara. José Moreira Franco de Alencar casou com Efigênia. Da união nasceram quatro filhas, uma delas Ana Batista, conhecida por Santana. Quando completou 15 anos, Santana viu chegar na Fazenda Caiçara, Januário e seu irmão mais velho, Pedro Anselmo, oriundos não se sabe se de Flores ou de Pajeú das Flores, em Pernambuco. Januário foi logo deitando os olhos em Santana.
1863
A sede da então Vila do Exu foi transferida para Granito, por força da Lei 548 de 09 de Abril deste ano. Exu possuía neste último ano um Juiz Municipal, um Tabelionato, três Distritos de Paz, um Subdelegado de Polícia, uma agência de Correios, 27 eleitores, estando subordinada a Comarca de Cabrobó.
1888
Bem no estilo feudal era senhor de braço e cutelo de Exu, Gualter Martiniano de Alencar Araripe, que em 15 de Novembro deste ano foi agraciado pelo Imperador D. Pedro II com o título de Barão de Exu.
1909
Januário José dos santos, vindo dos Quidutes e dos Anselmos. Conhecido tocador de fole de 8 baixos, subiu a encosta da Serra do Araripe com destino à chapada. Mas ficou na Fazenda Caiçara, quase no sopé da Serra, na fazenda do Barão do Exú, bem onde começava o Rio Brígida que ia desembocar no São Francisco.
Ana Batista de Jesus, ou simplesmente Santana. Era uma cabocla bonita, e deixava muito olhar na esteira do seu caminho, sedentos daqueles olhos bonitos , daquele gingado de marrã bravia. Daí o cuidado de Efigênia, sua mãe, conhecida por por Figênia.
Espantava os mais afoitos, animava os de melhor qualidade. E Januário caíra nas suas graças. E na Igreja de Exú, em Setembro de 1909, o casamento foi feito, sem arranjo, sem arrumação e principalmente sem samba.Claro: o único tocador de forró da região era o noivo...E numa casucha construída com os amigos, Januário lá se foi morar com Santana, morena formosa e de olhos estranhamente verdes, que endoidavam os cabras. E Januário tinha pressa, não ia perder tempo depois dos sacramentos..." Fez cum ela o sanfoneiro Um casamento feliz E dos nove qui nascêro Um desses nove é Luiz..."
1912
No dia 13 de Dezembro, uma sexta-feira, nasce, na fazenda Caiçara, terras do barão de Exu, o segundo de nove filhos do casal Januário José dos Santos e Ana Batista de Jesus, que na pia batismal da matriz de Exu recebe o nome de Luiz (por ser o dia de Santa Luzia) Gonzaga (por sugestão do vigário) Nascimento (por ter nascido em dezembro, também mês de nascimento de Jesus Cristo.
1915
Nasce no dia 05 de Janeiro, Humberto Cavalcanti Teixeira
1920
Luiz Gonzaga, com apenas 8 (oito) anos de idade substitui um sanfoneiro em festa tradicional na fazenda Caiçara, no Araripe, Exu, a pedido de amigos do pai; canta e toca a noite inteira e, pela primeira vez, recebe o que hoje se chamaria cachê; o dinheiro - 20$000 - "amolece" o espírito da mãe, que não o queria sanfoneiro. A partir daí, os convites para animar festas - ou sambas, como se dizia na época -, tornam-se freqüentes. Antes mesmo de completar 16 anos, "Luiz de Januário", "Lula"ou Luiz Gonzaga já é nome conhecido no Araripe e em toda a redondeza, como Canoa Brava, Viração, Bodocó e Rancharia.
1921
Em Carnaíba das Flores, município Pernambucano do sertão do Alto Pajeú, nasce em 27 de Fevereiro José de Souza Dantas Filho, que viria a ser um dos mais importantes parceiros na obra de Luiz Gonzaga.
1924
Houve uma grande cheia e o rio Brígida subiu de nível, inundando os arredores. A casa de Januário foi atingida, encheu de água, obrigando a família a se mudar. Foram morar no povoado Araripe, na Fazenda Várzea Grande.
A pedido do coronel Manoel Aires de Alencar, chefe político local, Luiz, já um caboclo taludo, vai com este a Ouricuri para tomar conta de cavalo, onde vê um fole Kock de oito baixos, marca Veado, pelo qual fica louco e passa a amolar o coronel por causa dele. No mês seguinte, repetindo a viagem, o político concorda em pagar a metade dos 12o mil réis do fole, desde que Luiz arque com o resto, o que fez sem muita dificuldade, pois a essa altura já estava ganhando tanto ou mais que o pai, para tocar.
1926
Início real de sua vida artística, quando tocou seu primeiro "samba"ganhando dinheiro. Começou também a estudar no grupo de escoteiros de um sargento da polícia do Rio de Janeiro chamado Aprígio. Seu amigo Gilberto Aires, filho do Cel. Aires, o convenceu a mudar-se para a cidade, deixando o Araripe. Hospedaram-se na casa de Da. Vitalina e o amigo Gilberto foi seu primeiro empresário.
1928
Apaixona-se pela primeira vez por uma donzela sacudida que apareceu pelas bandas do Araripe. Pensa em noivado mas seus planos vão por água à baixo quando sua mãe descobre a trama, pondo fim na história por não achar que a pretendida juntava condições para ser sua nora.
1929
Em uma festa de véspera de ano novo viu pela primeira vez Nazarena, da família Saraiva.
Apaixona-se, mas, sendo repelido pelo pai desta, o coronel Raimundo Delgado, o ameaça de morte. Avisados pelo próprio Delgado, Januário e Santana aplicam uma surra no rapazote que, revoltado, decide fugir de casa, indo a pé até o Crato onde vende a sua sanfoninha por 80 mil réis.Segue para Fortaleza e voluntariamente alista-se no exército depois de mentir a respeito da sua idade. Primeiro disse que tinha 18 anos mas, avisado que mesmo assim necessitaria da autorização dos pais, apresenta-se como se tivesse 21 anos.
1930
Estoura a revolução de 30 no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Ingressa nas fileiras do exército ganhando um soldo de 21 mil réis. O então soldado 122, corneteiro, segue com o vigésimo segundo Batalhão de Caçadores para Souza, PB; ainda em missão, segue para o Pará, Ceará e Piauí, interior do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campo Grande. Ganha fama no exército e um apelido: "Bico de Aço", por ser exímio corneteiro. De passagem por Juiz de Fora, conhece Domingos Ambrósio, que lhe ensina mais alguns truques na sanfona.
1936
Nasce na cidade de Petrolina (PE), filho de Francisco Avelino dos Santos e Laudemira Sales dos Santos, o Padre João Câncio, que mais tarde viria a ser o idealizador da Missa do Vaqueiro e contaria até o fim de suas atividades eclesiástica, em 1981, com o apoio de Luiz Gonzaga.
1939
Deixa o exército ficando provisoriamente na sede do Batalhão de Guardas do Rio de Janeiro, mas, aventureiro, segue para São Paulo; desembarca na Estação da Luz e, nas imediações, compra a sua primeira sanfona branca (todas as suas sanfonas seguintes seriam de cor branca) de 120 baixos. Nesse mesmo ano volta ao Rio de Janeiro, onde faz amizades e, aproveitando o aprimoramento que fizera nos tempos da caserna com o Dominguinhos Ambrósio, que lhe ensinara os segredos do acordeon, inicia a carreira artística, divertindo marinheiros e desocupados em geral no Mangue, lugar também freqüentado por malandros e prostitutas. Explode a segunda Guerra Mundial. O Brasil é literalmente invadido pela música estrangeira, principalmente a Norte Americana.Conhece o violonista Sepetiba. É o ano em que se apresenta pela primeira vez em um palco, no cabaré O Tabu na Rua Mem de Sá.
1940
Conhece o guitarrista português Xavier Pinheiro, Amirton Vallin, na boate Elite e outros artistas que, como ele, disputam à duras penas um lugar ao Sol. Toca todo tipo de música, de Blues a Fox Trotes; imita artistas famosos da época, como Manezinho Araújo, Augusto Calheiros e Antenógenes Silva. Começa a apresentar-se em programas de rádio, como calouro. Suas incursões no programa de calouros de Ary Barroso, interpretando tangos e valsas, lhe garantem, no máximo, uma nota 2,5 quando o total seria nota 5.
Numa das casas noturnas onde tocava no Mangue, é desafiado por um grupo de estudantes nordestinos - entre eles o futuro Ministro da Justiça, Armando Falcão - que exigem que toque algo "lá da terra", coisa que Gonzaga tinha abandonado. Depois de treinar em casa durante semanas apresenta-se diante dos mesmos Universitários tocando "Pé de Serra"e "Vira e Mexe". É aplaudido não só pêlos rapazes como por toda a casa. Volta ao programa de Ary Barroso, onde conquista a nota máxima.
1941
O Estado Novo comemora seu quarto aniversário. Vai ao ar a primeira radionovela brasileira: Em Busca da Felicidade. Num Bar da Lapa, Rio, conhece Januário França, que lhe transmite recado do humorista Genésio Arruda para acompanha-lo numa gravação da RCA Victor, por indicação de Almirante e Ari Barroso. Aceita e dá-se bem. Logo é contratado para gravar um disco solo, por indicação do Diretor Artístico Ernesto Matos. Grava, então, ao invés de um e Vários discos.
Nos anos seguintes grava cerca de 30 discos 78 rpm, muitos choros, valsas e mazurcas, todos em solo pois a Victor insiste em não lhe permitir cantar em seus discos, que até então eram só instrumentais. Inicia na Rádio Clube do Brasil para onde foi levado por Renato Mource, substituindo Antenógenes Silva no programa Alma do Sertão. A firma era na época a Victor.
Também neste ano conheceu César de Alencar na Rádio Clube do Brasil, quando o mesmo era o locutor do programa Alma do sertão sob o comando de Renato Mource. Foi quando apareceu Dino, violonista de sete cordas que tinha a mania de apelidar todo mundo. Ao ver a cara redonda de Luiz Gonzaga Dino imediatamente o chamou de Lua, apelido que Paulo Gracindo e César de Alencar se encarregaram de divulgar.
1942
Começa a fazer sucesso e as emissoras de rádio a se interessar, de fato, pelo novo cartaz.
No mesmo ano nasce em Garanhuns José Domingos de Morais que viria a ser o sanfoneiro Dominguinhos, de quem Luiz Gonzaga se tornou um segundo pai e que o tratava como "pai impostor". Luiz Gonzaga começa a fazer sucesso e as emissoras de rádio a se interessar, de fato, pelo novo cartaz. Enquanto isso, o Brasil declara guerra à Alemanha e seus aliados.
1943
Trazido pelas mãos do radialista Almirante - que também foi responsável pela descoberta de Gonzaga - o sanfoneiro catarinense Pedro Raimundo estréia na Rádio Nacional com suas roupas de gaúcho. Inspirado nêle, Gonzagão passa a se apresentar vestido de nordestino. Nessa época, irritado com a interpretação dada por Manezinho Araújo para a sua "Dezessete e Setecentos", parceria com Miguel Lima, o sanfoneiro passa a canta-la. Chovem cartas pedindo que ele continue cantando e a RCA acaba se convencendo a deixá-lo gravar com sua voz. O disco de estréia seria Dansa Mariquinha, outra parceria com Miguel Lima, e que seria gravado em 1945.
1944
É despedido da Rádio Tamoio e, imediatamente, contratado por Cr$ 1.600,00 pela Rádio Nacional, onde o então radialista Paulo Gracindo divulga seu apelido "Lua", por causa do seu rosto redondo e rosado. Ataulfo Alves e Mário Lago são os destaques do ano na área musical, com Atire a Primeira Pedra.
1945
Consegue então o que desejava. Grava seu primeiro disco tocando e cantando, a mazurca Dansa Mariquinha, parceria com Miguel Lima, primeira gravação com o dito e chama a atenção pelo timbre de voz e desenvoltura no cantar. Nesse mesmo ano, e ainda em parceria com Lima grava outros dois discos interpretando Penerô Xerém e Cortando Pano.
Querendo dar um rumo mais nordestino para suas composições, Gonzagão procura o maestro e compositor Lauro Maia, para que este coloque letras em suas melodias. Maia porém apresenta-lhe o cunhado, o advogado cearense Humberto Cavalcanti Teixeira, com quem Luiz Gonzaga viria a compor vários clássicos.
Os instrumentos usados originariamente ( viola, botijão, pandeiro e rabeca ) foram substituídos por acordeão, triângulo e zabumba.
No dia 22 de setembro, nasce de uma relação com a cantora Odaléia Guedes dos Santos o Seu filho Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior
1946
Inicia sua parceria com Humberto Teixeira, e grava No Meu Pé de Serra. O sucesso é imediato e enorme. Ao mesmo tempo, o seu nome começa a correr o mundo: Europa, EUA, Japão... Além de No Meu Pé de Serra compôs, entre outras, com Teixeira, Baião, Asa Branca, Juazeiro, Légua Tirana, Assum Preto, Paraíba, etc. Os Quatro Ases e Um Coringa estouram com Baião e Luiz está em todas cantando A Moda da Mula Preta, de Raul Torres e com a marchinha carnavalesca Quer Ir Mais Eu, parceria também com Miguel Lima. Entusiasmado com o sucesso Gonzaga resolve voltar à Exú e nasce, em parceria com Humberto, Respeita Januário. A parceria duraria até 1979, quando falece Humberto Teixeira.
1947
Em Março, grava Asa Branca. É sua primeira gravação com o selo RCA Victor. Essa música rapidamente se torna um de seus maiores sucessos, recebendo as mais diferentes interpretações e gravações em vários países como Israel, Itália, EUA. Em Hollywood é cantada no filme Romance Carioca (Nancy Goes To Rio) por Carmen Miranda. Nesse mesmo ano os destaques musicais são, além de Asa Branca, O Pirata da Perna de Pau e Eu Quero é Rosetar, de João de Barros e Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, respectivamente, que por sinal não se tem informações de gravação destas duas músicas por Gonzaga. Também no ano de 1947 aconteceu o primeiro encontro de Luiz Gonzaga com Zé Dantas, em Recife (PE).
1948
Casa-se com a professora pernambucana Helena Neves Cavalcanti. Os dois se conheceram nos bastidores da Rádio Nacional, quando a moça foi procura-lo para saber se tinha recebido as cartas que lhe havia enviado. Luiz alegou que não tinha tempo de responder correspondências. Helena perguntou porque ele não contratava uma secretária para tal serviço. "Pois está contratada ", foi a resposta. E no dia 16 de Junho do mesmo ano casaram-se. E adotaram uma menina que foi batizada com o nome Rosa do Nascimento, a Rosinha.
1949
Devido a popularidade alcançada, Humberto Teixeira decide candidatar-se à Deputado, diminuindo muito seu trabalho junto ao Rei. Luiz Gonzaga conhece então em Recife o médico pernambucano José de Souza Dantas. Mais tarde Gonzaga diria que este era mais adequado para parceiro que o advogado, pois embora fosse nordestino Humberto Teixeira não saía de Copacabana, não sabia nem mesmo chegar na casa de Gonzaga na zona Norte. O Zé Dantas não, era homem do campo. "Eu sentia até o cheiro de bode nele", dizia Gonzaga. No dia 27 de outubro grava o baião Vem Morena em parceria com Zé Dantas e o forró Forró de Mané Vito. Neste msmo ano faz sua primeira gravação de Baião, fruto de sua parceria com Humberto Teixeira. A parceria com Zé Dantas terminaria com a morte deste em 1962 no Rio.
1950
Ganha, depois de uma apresentação em São Paulo o título de Rei do Baião.Grava a toada Assum Preto e os Baiões Qui Nem Jiló e Paraíba. Está no auge da carreira. Paraíba é gravada pela cantora japonesa Keiko Ikuta, versão de Kikuo Furuno, em disco RCA J-55006-A. No lado B, foi gravada Baião de Dois.Emilinha Borba também grava Paraíba, e é o ano da inauguração da primeira emissora de televisão da América Latina, a PRF-3, Tv Tupy. Neste mesmo ano regrava o sucesso Vira e Mexe em 78 Rpm.
Nesta mesmo ano desponta como um dos maiores vendedores de disco que se tem notícia na história da MPB.
É o ano em que perde sua mãe, Santana.
1951
Um jornal carioca publica que "Luiz Gonzaga velho e superado, acaba de assinar contrato com uma firma para viajar pelo Brasil". Puro preconceito, pois Gonzaga reinou soberano de 45 a 55, 56. As 17 prensas da RCA Victor trabalhavam exclusivamente para ele.
Neste mesmo ano sofre um desastre de automóvel que comoveu o País, o que motivou a composição Baião da Penha e uma reportagem especial na revista O Cruzeiro.
Em março deste ano encerrou seu contrato com a Rádio Nacional e firmou um novo com a Rádio Mayrink Veiga, mesmo oficialmente vinculado à Rádio Cultura de São Paulo.
1952
Voltando do seu pé de serra Luiz Gonzaga passou por Caruaru onde resolveu fazer um show. Foi mal recebido pelo proprietário do Cinema Caruaru, o Sr. Santino Cursino, sob a alegação de que "o meu cinema, o melhor da cidade não vai servir de palco prá tocador de harmônica ".
1953
Nasce, em parceria com Zé Dantas a pungente Vozes da Seca - este é o ano de uma grande seca no Nordeste. Compõe também, com Hervê Cordovil, A Vida do Viajante, que Gonzaguinha recriaria em 1979 para surpresa de Gonzaga, que nem se lembrava da letra. Esta gravação foi incluída no LP "Gonzaguinha da Vida", 064-4228410-B, Emi-Odeon. Foi neste ano que ao lado de Zé Dantas e Paulo Roberto, participou do programa da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, No Mundo do Baião, vivendo sua fase de ouro até 1954.
1954
Transferiu-se para São Paulo e suas apresentações ficaram cada vez mais restritas à cidades do interior e do ciclo Junino. Seus discos porém continuavam a ser reprensados.
Gonzagão convida Jackson do Pandeiro e sua mulher Almira, para o Rio de Janeiro. Fariam grande sucesso com seus cocos e são considerados o lado urbano da música nordestina, enquanto Gonzaga seria o agreste. É o ano em que Gonzaga conhece Dominguinhos, que tocava ao lado dos irmãos Morais, em um grupo intitulado Os Três Pingüins. Este fato deu-se em Olinda.Já no Sertão Pernambucano, em Serrita, nas Caatingas do sítio Lages, era encontrado morto, no dia 08 do mês de Julho, o vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga, fato que depois viria a originar a Missa do Vaqueiro.
1955
Luiz Gonzaga grava seus primeiros discos compactos de 45 rpm.
Também neste mesmo ano gravou o seu primeiro LP de 10 polegadas, 33 rpm, pela RCA Victor. Uma Compilação dos disco de 78 RPM.
1956
A Lei 1544/56, de autoria do então Deputado Federal Humberto Cavalcanti Teixeira, que limita a execução de músicas estrangeiras no Brasil é aprovada.
Começo das tentativas de aproximação do vaqueiro Zé Marcolino - José Marcolino com o Rei do Baião, através de correspondências que, segundo o próprio nunca chegaram às suas mãos. O encontro pessoal se daria mais tarde no ano de 1960.
1957
Grava o primeiro disco com composição de Onildo Almeida. Em um lado A Feira de Caruaru e no outro Capital do Agreste de Onildo Almeida e Nelson Barbalho.
1958
Começa o apogeu da Bossa Nova com João Gilberto, Tom Jobin, Vinícius e outros. O movimento cresce com adesão de Carlos Lira, Roberto Menescal, Baden e outros mais. Luiz Gonzaga por sua vez gravou seu primeiro LP de 12 polegadas, 33 rpm. Pela RCA Victor. XAMEGO
1961
Luiz Gonzaga entra para a Maçonaria. Neste ano compõe com Lourival Silva e grava Alvorada de Paz, em homenagem ao então Presidente da República Jânio Quadros, que renunciaria sete mêses após assumir a Presidência.Conheceu pessoalmente José Marcolino - o Zé Marcolino, de quem gravaria depois várias obras.
1962
Ano da morte do poeta, folclorista e parceiro Zé Dantas.
Neste mesmo ano lança os seus primeiros compactos simples e duplo, 33 rpm, pela RCA Victor.
1963
De sua parceria com Nelson Barbalho grava A Morte do Vaqueiro no mesmo ano conhece o poeta popular cearense Patativa do Assaré . O clima político é tenso, e os brasileiros decidem em plebiscito a volta do sistema presidencialista.
1964
Grava a composição A Triste Partida de Patativa do Assaré. O sucesso é total principalmente junto ao nordestino que vive no Sul. Grava também, no LP O Sanfoneiro do Povo de Deus a primeira composição de Gonzaguinha, "Lembrança de Primavera".
1965
Asa Branca é gravada por Geraldo Vandré em seu Lp "Hora de Lutar". Gilberto jovem, um compositor jovem da Bahia começa a citar Luiz Gonzaga em suas entrevistas, como uma de suas maiores influências. Mais adiante Luiz Gonzaga gravaria duas composições de Vandré (Para Não Dizer Que Não Falei das Flores e Fica Mal Com Deus), como retribuição.
1966
Sinval Sá lança o livro O Sanfoneiro do Riacho da Brígida - Vida e Andanças de Luiz Gonzaga - O Rei do Baião. O sanfoneiro é impedido de cantar no festival FIC 66, a música São os do Norte Que Vêm, de Capiba e Ariano Suassuna.
1968
Um pouco fora de destaque no cenário musical, Luiz Gonzaga viu seu nome novamente em ascensão depois que, nesta ano, Carlos Imperial espalhou no Rio de Janeiro que o conjunto Inglês The Beatles acabara de gravar a música Asa Branca. Não era verdade, mas foi o que bastou para que Gonzaga voltasse às manchetes. E por um longo tempo Gonzaga sempre falou em entrevistas, do interesse "dos cabeludos de Liverpool por essa música".
1970
Para os anos 70 estava reservada a explosão dos ritmos estrangeiros, particularmente o Rock'n'roll, oriundo dos anos 50, onde encontrava defensores como Cely e Tony Campelo, Carlos Gonzaga, etc. Era a presença em nossa música os Beatles, Ingleses. Dos Estados Unidos chegava a música de Elvis Presley. No Brasil era a vez de Roberto Carlos que já vinha com o seu programa Jovem Guarda. Carlos Imperial, Erasmo Carlos etc., davam força ao movimento.
1971
Lança o LP "O Canto Jovem de Luiz Gonzaga". O produtor Rildo Hora alega que "este disco não é para sucesso e sim uma homenagem para a juventude. Em Londres Caetano Veloso grava Asa Branca, assim como Sérgio Mendes e seu Brasil 77. É o ano do primeiro contato do então desconhecido Fagner com Luiz Gonzaga, no Rio. O sanfoneiro apresenta-se em Guarapari fazendo sucesso entre os hippies de então.
Foi também do ano de 1971 que, por iniciativa do Padre João Câncio, com o apoio do cantor Luiz Gonzaga - primo de Raimundo Jacó - e pelo poeta Pedro Bandeira, famoso repentista do Cariri, realizou-se a primeira Missa do vaqueiro, no sítio Lages, na cidade de Serrita, em pleno sertão Pernambucano, como homenagem a Raimundo Jacó, que teria sido morto morto por um companheiro, e principalmente em forma de tributo ao vaqueiro nordestino. Mas a principal preocupação do Pe. Joâo Câncio era trazer de volta para a igreja os vaqueiros. Com a celebração o Padre Vaqueiro conseguiu ver seu desejo realizado.
1972
Pelas mãos de Capinam apresenta o espetáculo "Luiz Gonzaga Volta Para Curtir" no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro. Sob a direção de Jorge Salomão e Capinam, o delírio é total, e é a primeira vez que Gonzagão enfrenta uma platéia somente de jovens.
1973
Deixa a RCA Victor e passa para a Odeon, por um breve espaço de tempo, embalado pelo sucesso reconquistado. Tenta lançar sua candidatura a deputado Federal pelo então MDB mas desiste logo da idéia, quando sentiu que os votos que obteria seria em troca de favores. Inezita Barroso grava Asa Branca como também o cantor grego Demis Roussos, sob nome de White Wings, com letra em inglês.
O então Governador de Pernambuco Eraldo Gueiros Leite, seriamente preocupado com o clima de discórdia e violência reinante em Exu, pediu para que Luiz Gonzaga tentasse apaziguar os conflitos entre famílias tradicionais daquela cidade.Neste mesmo ano por iniciativa da Prefeitura do Município de Serrita, foi erigida a estátua de Raimundo Jacó, esculpida por Jota Mildes, artista de Petrolina.
Também neste ano grava seu primeiro LP pela Emi Odeon.
1974
É construído o Parque Nacional do Vaqueiro, e criada em 24 de Outubro desse mesmo ano a Associação dos Vaqueiros do Alto Sertão Pernambucano.
1976
O Projeto Minerva dedica um especial à obra de Luiz Gonzaga. Neste mesmo ano grava seu primeiro compacto simples de 33 rpm pelo selo Jangada, com a música Samarica Parteira de Zé Dantas. A música ocupou as duas faces do disco.
1977
Estréia no "Seis e Meia", no Teatro João Caetano ao lado de Carmélia Alves. O sucesso é total, inclusive com grande afluência de jovens ao Teatro.
1978
É lançado no mercado um disco como forma de menção especial a Luiz Gonzaga, - a Grande Música do Brasil, a Grande Música de Luiz Gonzaga, pela Copacabana, produzido por Marcus Pereira com arranjos e direção de orquestra a cargo do maestro Guerra Peixe. É uma versão sinfônica de clássicos da obra de Luiz Gonzaga.Foi também o ano da morte de Januário, no dia 11 de Junho.
1979
Morre o compositor, advogado e instrumentista Humberto Teixeira. E Luiz Gonzaga grava o Disco Eu e Meu Pai em homenagem a Januário.
1980
Em Fortaleza, depois de ser literalmente atropelado pêlos seus fãs e por fiéis da igreja, Luiz Gonzaga canta para o Papa João Paulo II. Recebe do sumo pontífice a expressão - Obrigado Cantador. Foi um dos mais emocionantes e gratificantes momentos da vida do sanfoneiro, que novamente pensou em candidatar-se a política mas desistiu aconselhado por amigos.
1981
Recebe os dois únicos discos de ouro de toda sua carreira. A RCA Victor presta-lhe significativa homenagem pelo marco de seus 40 anos de carreira, com o lançamento do disco A Festa:
Apresenta-se no festival de verão do Guarujá, na praia de Pitangueiras, ao lado do veterano Osmar Macedo, co-fundador do Trio Elétrico Dodô e Osmar. Neste mesmo ano visita o então Presidente da República Aureliano Chaves, pedindo-lhe que intervenha em Exu, devido às rixas entre as famílias Saraiva, Alencar e Sampaio, fato que acontece poucos dias depois terminando com uma rivalidade que já durava alguma décadas.
E através do decreto do poder executivo estadual 7.549, de 09 de novembro de 1981, foi nomeado interventor de Exu o major PM Jorge Luiz de Moura, decreto este publicado no Diário Oficial número 209, do dia 10 de novembro.
Grava Junto com Gonzaguinha o Disco Descanso em Casa , Moro no Mundo. Os dois fizeram juntos incríveis apresentações por todo Brasil.
1982
Atendendo convite da cantora Nazaré Pereira, lá radicada, viaja para a França apresentando-se em Paris no teatro Bobinot. A cantora fazia sucesso com a música Cheiro da Carolina e decidiu levar o Rei para a França o conhecer. Na platéia, entre outros, estavam Maria Bethânia, Celso Furtado e o ex-ministro Nascimento e Silva.
1983
Lança o disco 70 anos de sanfona e simpatia. 1984 Luiz Gonzaga canta no disco de Gal Costa - Profana em uma faixa em homenagem a Jackson do Pandeiro. Grava seu primeiro LP com o Cearense Raimundo Fagner. 1985É agraciado com o troféu Nipper de Ouro. Além dele, somente o cantor Nelson Gonçalves recebe tal troféu.
1986 Vai à França pela segunda vez, apresentando-se no dia 6 de Julho no Halle de La Villete, ao lado de Fafá de Belém, Alceu Valença, Moraes Moreira, Armandinho Macedo, entre outros artistas que faziam parte da comitiva o “Couleurs Brésil”. 1988A RCA Victor lança uma caixa luxuosa com cinco LPs, batizada de 50 Anos de Chão, cobrindo a carreira de Gonzaga desde as primeiras gravações instrumentais. Fagner produz o segundo LP de encontro com o Rei.
1989Grava seu primeiro LP pela Copacabana, seguidos de mais três LPs, que seriam os últimos de sua carreira; (Verificar na discografia) No dia 06 de Junho, Luiz Gonzaga sobe pela última vez num palco, com o auxílio de uma cadeira de rodas. A platéia presente no teatro Guararapes no Centro de Convenções no Recife não podia prever que não mais veria o velho Lua. Ao lado de Dominguinhos, Gonzaguinha, Alceu Valença e vários outros amigos e parceiros, e desobedecendo à ordens médicas, Gonzagão levantou-se apoiado no microfone e, com sua voz forte e anasalada, apesar de um pouco trêmula, fez pequeno discurso louvando o forró e dizendo: “Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito o seu povo, o sertão, que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor...”De osteoporose, Luiz Gonzaga morreu no dia 02 de Agosto de 1989, às 05.15hs, no Hospital Santa Joana, no Recife, onde dera entrada há 42 dias. Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa do Estado e o Governo de Pernambuco decretou luto oficial por três dias. No dia 13 de dezembro, Gonzaguinha, Fagner, Elba Ramalho, Domiguinhos, Joãozinho do Exu e Joquinha Gonzaga cantam a meia noite parabéns para Luiz Gonzaga, em Show realizado em Exu. Nesse mesmo dia, pela manhã, foi inaugurado em Exu por Domiguinhos e Gonzaguinha o Museu do Gonzagão.
5.5.09
A FAMILIA reunida na Cooperifa.
Crônica ( AFAMILIA), Sérgio Vaz e G.O.G)
Renato Vital, Crônica grupo A familia, GOG e Rodrigo Círiaco.
Nego Chic, Sérgio Vaz, Crônica, Renato Vital e GOG
Euller e GOG
Fuzzil, Crônica e Renato Vital3.5.09
EU VOLTEI, AGORA PRA FICAR! POR QUE AQUI!? AQUI É O MEU LUGAR!

2.5.09
O HIP-HOP FORA DO CENTRO

Tem a participação do melhor poeta do Brasil.
BRASIL COM P PARTICIPAÇÃO DA MARIA RITA - DVD CARTÃO POSTAL BOMBA
30.4.09
Wesley Noog na estrada

28.4.09
Querô - O Filme

http://www.queroofilme.com.br/
27.4.09
o vaidoso bicho homem
Vive com desdém
Como sou bicho homem também
Aqui relato pra vocês
O bicho homem é vaidoso
Tão vaidoso, quanto a modelo
que se acha mais bonita
Que a mina que se olha no espelho
O bicho homem é vaidoso
Mentecapto, as vezes inumano
Vota em alguém Pra lhe ferrar
De quatro em quatro anos
O bicho homem é vaidoso
Tem o honesto e tem o desonesto
O que acha que é o correto
E o que faz o correto
O bicho homem é vaidoso
Tão vaidoso
Que se pudesse esconderia o sorriso
O sol, as estrelas e o infinito
O bicho homem é vaidoso
Que se pudesse
Esconderia o sol na palma da mão
Mesmo que este lhe queimasse a mão
Renato Vital
Paraisópolis exige respeito
Paraisópolis Exige Respeito
por Bárbara Guimarães Mengardo
Há muito tempo os moradores da favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, vêm sofrendo com as ações arbitrárias da polícia e da prefeitura. Por sua localização, em uma das áreas mais nobres da cidade, Paraisópolis vem sendo palco de ações duras por parte da polícia, que usa do discurso de proteção dos moradores para reprimir a população local, e da prefeitura, que está desapropriando diversas famílias na região.
Desde fevereiro deste ano, a polícia tem atuado de forma violenta e invasiva na região.Uma base provisória foi montada pela polícia militar para poder vigiar mais de perto a favela, e não é incomum aos que passam se depararem com viaturas que rondam constantemente o local.
Não é incomum também a arbitrariedade com que os policiais abordam os moradores, e quase todos os habitantes de Paraisópolis narram histórias de invasões e casas abordagens violentas por parte da polícia.
Outro problema grave que atinge a vida dos moradores de Paraisópolis são as desapropriações. A prefeitura de São Paulo tem coordenado diversas ações na favela para expulsar os moradores do local sem dar o devido atendimento a essa famílias.
A situação mais delicada provavelmente é a da Viela Passarinho. Nesse local vivem cerca de 1000 pessoas, que há cerca de 20 dias receberam uma ordem judicial para que deixassem suas casas. A ação foi feita pela suposta proprietária do local, a prefeitura de São Paulo, que se utilizou da desapropriação do terreno ao lado da viela, que estava vazio, e alegou que a desapropriação também valia para os moradores da Passarinho.
As famílias, no entanto moram a mais de 15 anos no local, o que da a elas o direito de usucapião da terra, assegurando a propriedade do terreno e do imóvel. A prefeitura, para retirar os moradores do local, teria que entrar com um processo que mostrasse que a área é de utilidade pública. Alem disso teria que pagar aos moradores o valor de mercado dos imóveis da área, com indenização prévia, e em dinheiro.
Essa parte da favela é essencial para a continuidade das obras que estão sendo realizadas no local, portanto a prefeitura tenta se livrar desses moradores, sem pagar o que lhes é devido, para que as obras continuem. Na maioria dos casos, a prefeitura ofereceu a quantia de 5000 reais para que as famílias deixassem o local, mas em alguns casos foi sugerido a elas que procurassem um albergue. Algumas famílias entraram com recurso na justiça e conseguiram barrar a destruição de suas casas.
Neste contexto, os moradores da região lançaram a campanha Paraisópolis Exige Respeito, que tem como objetivo alertar a todos sobre a situação da favela e mostrar aos próprios moradores a ilegalidade de muitos dos atos cometidos por parte da polícia e da prefeitura.
25.4.09
24.4.09
Nisso ai eu não ando não
São iguais, com diferentes oportunidades, diferentes raças talvez, diferentes visões com certeza. A não ser que algumas achem que nasceu com a bunda virada pra lua, ou com o nariz mais empinado do que o necessário.
Mas que cena pensei eu, ao me deparar com a pessoa que disse: nisso ai eu não ando não! se referindo ao elevador que uso todos os dias no trampo. Jamais me sentiria inferior, diante de um comentário tão fresco e arrogante, mas confesso que fiquei constrangido no exato momento.
Engraçado que eu me lembrei dos elevadores de serviço, que discrimina quem vai pelo social, e quem vai pelo anti-social. As pessoas sendo tratadas como gado, mas claro.
Como eu posso ser tão desatento, se de repente encostarmos nos ternos valiosos deles, pode ser que contamine eles, isso, eu e minha desatenção. Me lembrei também de um Rapper carioca, que quando trabalhava num jornal, foi discriminado por que era negro e por que era trabalhador, e também foi "convidado" a subir pelo elevador de serviço o anti-social.
Sim, vocês que se destacam de nossa classe se achando maiores, deveriam saber uma só frase: Todos iremos pra debaixo da terra, e o germe não vai destinguir qual é fresco e qual é humilde, todos nós seremos iguais lá.
Mas façam o favor, continuem separando, continuem colocando muro, continuem segregando, não se importe com nada. Afinal, você que se acha superior, é só um átomo no universo, e sempre será assim. Não se esqueça.
Renato Vital escritor e poeta, também se acha um cronista de um tempo ruim.
22.4.09
De hoje em diante
É o que na verdade todos nós deveriamos, na teoria fazer, apesar de Jesus Cristo ter dito: " Ame uns aos outros, como eu vos amei ".
O fato é que diante de alguns fatos, a gente começa a perceber quem corre junto, e quem finge correr junto. Apesar de hoje em dia as amizades terem aumentado (abraço Buzo, cabeça, Robson Canto, Ferréz, Sacolinha, Welton entre outros), percebo que ainda tem muita gente que na verdade não fecha conosco.
Muita gente é só conversinha, muita gente só quer aproveitar da nossa boa vontade. Nunca faço em nada esperando algo em troca, a não ser consideração e no trampo, meu salário no final do mês.
E ainda tem os que além de não fechar conosco, e não contribuir com nada, vem só pra formar opiniões maldosas ao seu respeito. Opiniões que não nos ajudará em nada, opiniões de quem só quer lhe desencorajar.
Por isso de hoje em diante, além do sensor contra mediocridade, também pretendo comprar um sensor contra oportunista e zé povinho, que na vida da gente é mato. É bom a gente prezar e tratar bem quem quer o mesmo a nós, do que ver meia dúzia de mediocres, se favorecendo as suas custas.
Um brinde aos verdadeiros, aos guerreiros!
20.4.09
Trailer do Documentário "Tamo Junto?"
"Tamo Junto?"
18.4.09
15.4.09
Pequena homenagem à Bob Marley

14.4.09
Fidel diz que Cuba não quer esmolas
" Não quero o poder que o sistema oferece... Facção Central "
FIDEL DIZ QUE CUBA NÃO QUER ESMOLAS
HAVANA (Reuters) - O ex-presidente de Cuba Fidel Castro disse em texto publicado na segunda-feira que o país não pedirá "esmolas", numa alusão à decisão anunciada no mesmo dia pelos EUA de suspender as restrições de viagens e remessas financeiras de cubano-americanos.
Fidel, afastado do poder há quase três anos por motivo de saúde, lamentou que o presidente dos EUA, Barack Obama, não tenha citado o embargo comercial com o qual seus dez antecessores tentaram forçar a ilha a abandonar o regime socialista. Washington diz que só vai suspender definitivamente o bloqueio econômico quando Cuba se democratizar.
"Do bloqueio, que é a mais cruel das medidas, não se disse uma palavra", escreveu Fidel, de 82 anos, no texto publicado pelo site cubadebate.cu.
"Cuba resistiu e resistirá. Não estenderá jamais suas mãos pedindo esmolas. Seguirá adiante com a testa erguida, cooperando com os povos irmãos da América Latina e do Caribe, haja ou não Cúpulas das Américas, presida ou não Obama os Estados Unidos, (seja o presidente dos EUA) um homem ou uma mulher, um cidadão branco ou um cidadão negro", acrescentou.
Obama anunciou o fim parcial das restrições a poucos dias da Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, na qual vários líderes latino- americanos devem pressionar os EUA pelo fim do embargo, um resquício da Guerra Fria que muitos julgam anacrônico.
As mudanças revertem o endurecimento das sanções durante o governo de George W. Bush. Além de liberar viagens e remessas financeiras, Obama também autorizou empresas de telecomunicações a prestarem serviços de telefonia celular, rádio e TV por satélite para a ilha.
O artigo de Fidel é a primeira declaração do regime comunista sobre as medidas. O presidente Raúl Castro, irmão de Fidel, ainda não se manifestou.
O embargo contra Cuba é condenado anualmente pela grande maioria dos países que participam das Assembleias Gerais da ONU.
(Reportagem de Esteban Israel)
13.4.09
O dom da música
È para ouvidos e para bocas
Pra se ouvir e pra se cantar
È preciso também dançar
Não é preciso saber cantar
Se também não sober dançar
Nem ao menos tocar
Pelo menos tente observar
Um RAP eu vou cantar
Pra os manos se alegrar
Também se conscientizar
Com palmas parabenizar
MPB tem também postura
Forró pé de serra, Maracatu
Baião do Mestre Lua
Nordestinos com sua cultura
Guitarra, baixo, piano
Sanfona, surdo Pandeiro
Violão, viola, Cavaco
Pick up um instrumento de fato
Seja lá qual for
Se tem harmonia, letra
Melodia, simpatia, poesia
O dom da música também está na periferia.
9.4.09
BAIXE AGORA MESMO O NOVO CD DO WESLEY NOOG A GRANDE PROMESSA DA MPB!

BAIXE AGORA MESMO O NOVO CD DO WESLEY NOOG A GRANDE PROMESSA DA MPB!

Manos e Minas, vamos baixar o cd desse mano que é firmeza, é meu amigo, é uma grande promessa da MPB, e ainda vai fazer muito barulho no cenário musical Brasileiro e mundial.
Nas lojas ele custa vinte reais, mas aqui no blog você baixa de graça. È a cultura sendo levada pra você de uma forma, que você disfrute mesmo sem ter condições de comprar o original. Vale a pena baixar e gravar, e ouvir no seu som, no último volume, emprestar pro seu truta, pro seus manos e difundir cada vez mais, essa cultura diversificada Brasileira, essa cultura Afro-Brasileira.
Para baixar clique aqui: www.mudacultural.com.br/mameluco.zip7.4.09
Leituras


4.4.09
Brasil com P parte 1

2.4.09
Certo playboy, sei que estamos na moda... mas vê se passa outra hora!
É tudo verdade
.
-Alô.
-Alô?
-É o Sérgio?
-É. Quem quer falar?
-Meu nome é Daniela sou jornalista, moro no rio, e vou ser direta. Tem amigo que já fez uma matéria sobre a Cooperifa...
-Sei...
-E O Itau Cultural abriu um edital ara documentários e eu gostaria de fazer um documentário sobre a cooperifa, tem algum problema?
-Tem.
-Qual?
-Eu.
-Você acha que não rola?
-Não.
-Por quê?
-Olha, agradeço a preferência, mas é que a ente acabou de fazer um documentário com uns amigos...
-Tá bom então, muito obrigado - e desliga o telefone.
Tu, tu, tu, tu, tu....- fiquei ouvindo telefone se despedir de mim.
.
Não queria generalizar, e ofender as poucas pessoas sérias, mas para definir o que está acontecedo por aqui, eu peço licença para parodiar o Glauber Rocha, e para definir este momento em que dizem que a periferia está na moda. Acho para algumas pessoas a coisa etá rolando mais ou menos assim:.
"UM POBRE NA MÃO E UM EDITAL NA CABEÇA"
.Corta!
.Sérgio Vaz
Paulo Maluf ( O ladrão) tem 22 Milhões roubados congelados
Essas são as primeiras ofensivas do município para reaver os recursos que, segundo o Ministério Público, foram desviados de obras como a construção da Avenida Roberto Marinho, na zona sul de São Paulo. O dinheiro de Jersey, segundo as autoridades, está em contas de duas offshores: a Durant International Corporation e a Kildare Finance Limited. Segundo a Promotoria de Justiça da Cidadania de São Paulo, essas empresas pertencem a três filhos do ex-prefeito: Flávio, Lygia e Lina Maluf.
O dinheiro de Jersey teria como origem contas bancárias na Suíça e em Londres mantidas, segundo o Ministério Público, por Maluf, hoje deputado (PP-SP). O ex-prefeito e seus familiares negam as acusações. "Sabemos que ao menos US$ 22 milhões ainda estão em Jersey", disse o promotor Silvio Antônio Marques, responsável desde o início pelas investigações. Segundo ele, mais de US$ 200 milhões passaram pelas contas de Jersey. "O restante foi enviado para os Estados Unidos e outros lugares." O promotor afirmou que, dentro de 30 dias, no máximo, deve entrar com a ação contra a Eucatex. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
30.3.09
Gangsta RAP Nacional no club da ford foi um sucesso
Chegando lá, aquele mesmo cenário de show de RAP, vários manos no estilo RAP, alguns bem gangsta mesmo, e vários carros espalhados pela calçada, então levamos o carro pra estacionar. Minutos depois, chegou na festa o Mano branco, o Tripa e o Mano Luter todos do Enigmas de Periferia, um grupo de RAP da favela do Pantanal. Cumprimentamos os manos, e algum tempo depois, entramos pra dentro do clube, é um clube bastante bonito com um campo de futebol bem loko tem arquibancada e tudo, tem também um lago e várias outras coisas. Dentro do ginásio já podiamos sentir o clima de show de RAP, e eu como sou viciado em show de RAP, já fui me sentindo em casa.
Começou o show com um grupo de RAP da Posse D.R.R se chama GRAND-e, os manos cantaram muito, com destaque pra um dos mcs que lembra muito o Mano Brown, e como não poderia deixar de ser, o Racionais é mesmo uma referência deles. O próximo grupo a subir no palco com muita disposição e surpreendendo a todos foi o Realidade Cruel, com um gás assustador, cantou seus maiores sucessos. Depois cantaram, Kartel d-larua, Conexão leste abc, e na sequencia entrou um dos maiores grupos do RAP Nacional bastante tradicional, direto de São Mateus: Consciência Humana. Também cantaram muitos sucessos, como aquela que o refrão é assim: " essa é a vida de muitos em São Mateus..."
O próximo a subir no palco foi o grupo Lakers e Pá, que teve uma música na 105 fm muito tocada, que o refrão é assim "passa os dias vou lembrando, passa as horas vou lembrando, todo mundo me conhece como lakers e pá, mas meu nome é Alessandro". Teve uma participação do grupo 3d Hip Hop, numa música do grupo.
O grupo Ordem própria foi o próximo logo após eles foi o grupo Holocausto.
Como todos já aguardavam anciosos, entrou mais ou menos cinco da manhã no palco o grupo mais esperado da noite, FACÇÃO CENTRAL. Venho suave cantando seus maiores sucessos, e tudo com a participação do mano Moisés do grupo A286, fazendo o backing vocal de várias de suas músicas. No final ainda fomos tirar fotos com o Facção que nos atendeu gentilmente em seu camarim, onde estava também em peso o grupo A286. è isso ai valeu a todos os organizadores do evento, ao público e a todos os grupos parabéns a todos.
Texto Renato Vital.
Fotos em breve no blog.




