21.7.10

Hip-Hop fazendo escola foi um sucesso

O evento hip hop fazendo escola, foi um verdadeiro sucesso. O evento terminou as seis horas de domingo dia 18 de julho, mas só parei de trabalhar ontem, terça-feira. Acontece que quem tá acostumado a fazer eventos, sabe o quanto é difícil, desde os preparos, a finalização do evento, que é bem complicada por sinal. Então vamos lá, vamos começar de sábado.

Sábado 17 de julho:

Tinhamos quase tudo preparado pro evento, faltava apenas alguns detalhes. E sem esses detalhes seria impossível fazer o menor dos eventos de Hip-Hop. A AÇÃO EDUCATIVA, bancou a grana que seria usada pro transporte do palco, já que meu evento virou meio que um evento preliminar a semana de cultura hip-hop que será realizada na própria Ação Educativa - Rua General Jardim - Santa Cecília no centro de São Paulo. Tinhamos brindes, revistas, cds, livros e o jornal Boletim do Kaos pra entregar tudo cedido pela livraria Suburbano Convicto, que fica na 13 de maio também no centro de São Paulo, é claro, o Alessandro Buzo que tem mil pernas, também ajudou a gente no evento, e a ajuda dele foi muito importante pro sucesso do evento como vou contar mais adiante. O dj Dinho estava confirmado pra discotecagem e pra colaborar no evento, junto dele muitos outros parceiros, como Valmir vida loka, Marcos Vital, Welton grupo Fato Realista, Tito, Cida, Profª Sandra, Profª Mirta, as meninas e os rapazes do Escola da Família e muitas outras pessoas que colaram e ajudaram no evento.
Bom resumindo, lá estava eu sete horas da noite de sábado, com o uniforme de trabalho, combinando com o Welton e o Dinho como eles iriam buscar o palco, e deixando tudo bem claro, de como engregariam e como fariamos no dia seguinte pra montar e etc. Fomos até o tiozinho, Seu Luis, pra pegar o carro que traria o palco e o som e deixaria na escola, pro dia seguinte. Eles foram com o seu Luis, e eu voltei pro meu trabalho. Quando foi nove horas veio a notícia bomba, o palco e as barracas estavam a caminho da escola, quanto ao som.... estava quebrado e sem definição de onde arrumariamos um. Liguei pro Wladimir da Sub-prefeitura e ele me disse que arrumaria, que estava tudo certo, como estava de fato, pude comprovar domingo.
Bem fui dormir no sábado, na expectativa, mas sabia que Deus nos ajudaria, e conseguiriamos dar um show a parte.

Domingo 18 de julho, dia do evento Hip-Hop fazendo escola

O celular toca, são 8:20 da manhã, levanto num susto, me troco, tomo um café, e vou rumo o colégio Leonor Quadros, nem sabia o grande trabalho e satisfação que me aguardava. Chego no Leonor 09:20 da manhã, e começa o trabalho, carregar caixas de som, carregar o palco, enfim carregar tudo pra quadra. E quem disse que eu não coloquei a mão na massa? Aqui é trabalho voluntário e comunitário convicto.
Tudo corria normal até meio dia, com excessão das barracas que deram um trampo a mais pra montar. Mas ficou tudo muito bonito. Deu meio dia e nada do grupo de samba, deu meio dia e meio e nada do grupo de samba, mas a fome bateu e meio dia e meio começou o almoço comunitário. Todo mundo batendo um rango, em meio a isso tudo, liguei pro grupo de samba, e o líder do grupo me disse que não iriam por causa que faltava um rapaz do cavaco, tudo bem, no próximo evento não levarei grupos de samba. Eu sei que é feio falar isso, mas grupo de samba é mais complicado, por quê é mais difícil trazer os caras sem cachê.
Bom, duas horas e vinte da tarde, o primeiro grupo chegou, o Essence of Roses que é um grupo de rock de diadema - bairro Eldorado. Cantaram, e o público gostou, o repertório dos caras é voltado pro Pop Rock e também rock de protesto.
As três horas em ponto, entrava em cena o Grupo Fato Realista, composto por: Renato Vital, Welton e Marcos Vital. Cantamos quatro músicas de nosso repertório, e acho que agradamos, o público presente. Vou te falar um negócio, pode parecer um trabalho árduo, organizar um evento de Hip-Hop por três meses e cantar por apenas vinte minutos, mas pra mim foi muito gratificante, pois eu ajudei a criar o barato.
Depois que acabou nossa apresentação, continuei apresentando o evento, e anunciei os manos do N.O.S Crew. Os manos é um grupo da Vila Clara, que mistura Rap com Breacking Dance, ou seja, eles cantam e dançam ao mesmo tempo. E os caras dançam mesmo!
Logo após o N.O.S, foi a vez do Enigmas de periferia se apresentar no Hip Hop Fazendo Escola. Em seguida entrou a banca monstrona do Lâmina Afiada, os caras são Díscipulos do Marcão Telesforum, que já escreveu letras pro Thaíde, e que infelizmente morreu perdido no alcoolismo.
As cinco horas entrou em ação os manos do Q.I racional, Betão e companhia fizeram uma apresentação muito loka.
Pra fechar com chave de ouro a grande atração do dia. Grupo Negredo direto da favela Godoy. Cantaram seus maiores sucessos como: Loko alucinado, Quatro preto e assim por diante.
Foi um evento muito gratificante pra mim, pois estavamos desde abril batalhando pra que ele se realizasse, e teve momentos na caminhada, que eu pensei em desistir, e deixar de lado, já que muita gente com que eu pensei que poderia contar, não colou pra participar. Mas é isso mesmo, a caminhada é difícil, mas é gratificante. Até o próximo Hip Hop fazendo escola.

Renato vital poeta e escritor, agora também fazedor de eventos na quebrada.

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