17.7.08
Mano Brown recebendo o Prêmio Cooperifa
Ontem o Mano Brown recebendo o Prêmio Cooperifa, numa noite incrível, o prêmio Dom Quixote que foi entregue o ano passado, e ontem o Cachorro Loko, vagabundo nato, foi receber. Como sempre, com sua humildade, ele comprimentou todo mundo, tirou foto com quem pode, e abraçou uma pá de sofredor. De fala simples, e atitude franca, o Mano Brown arrancou aplausos dos cooperiféricos, ao receber o Prêmio Cooperifa, bastante merecido, pois é como ele diz na sua música Mente do Vilão : " ham ham, seus cuzão, né pra qualquer um mesmo não!". Aproveitei e conversei com o Pixote, o integrante do grupo U-TIME, da gravadora dos Racionais a Cosa Nostra fonográfica. Bastante humilde e sofredor nato, o Pixote recebeu um folheto Revolução na Mente nº5, que ele prometeu socializar com os manos. É isso, Mano Brown cachorro loko da Sul, na Cooperifa.
Bandoleiros da catingas - Melchiades da Rocha

16.7.08
15.7.08
Novo Romance Quero te pra mim
" Assim os dois iniciaram mais uma conversa por telefone, vontades, desejos, elogios, sonhos, ideologias, metas, mais elogios, tudo era colocado na conversa, principalmente o cabelo de Rosa, que deixou André encantado. Ficou várias vezes elogiando o cabelo dela, e Rosa se divertindo muito com ele. Conversaram durante alguns minutos por telefone dos mais variados assuntos. "
" Com essa mensagem André acordou aquele dia, bem cedo, pra recomeçar a labuta, ao contrário de outros serviços, na segunda-feira, é bastante tranqüilo no trabalho de André. Abriu a torneira, aparou com as duas mãos á água e jogou no seu rosto, pegou sua escova de dente, colocou o creme dental, e começou a escovar seus dentes. "
" André pega sua mochila, põe nas costas e vai pra casa. No caminho de volta, vai observando a molecada na rua jogando bola, alguns “tiozinhos” nos bares e boteco tomando cachaça e cerveja, tentando preencher seus tempos, com um líquido amargo, que não traz lucro nem pro dono do bar, pois esse ganha pouco. É justamente ali onde se manifesta os piores sintomas das bebidas alcoólicas, famílias desestruturadas, problemas cardíacos, cirrose, alcoolismo, etc. Os donos da Ambev devem ficar muito felizes, com os prejuízos que eles causam na periferia, levando vários senhores de família, ao vício maldito. Mas o que importa mesmo pra eles é o lucro, enquanto as ações sobem, e a alegria deles aumenta, muitos vão se viciando e se matando com a maldita bebida. "
" E assim ele abria o sorriso quando lia a mensagem dela, Roberto perguntou o que aconteceu, ele disse que não foi nada, e Roberto desconfiou. Chegaram na casa do Milton, e após chamarem, Milton saiu de lá de dentro com meia nos pés dentro da sandália havaianas, pediu pra que entrassem. Pegou o cd de base e colocou no aparelho de dvd, de onde rolaria a base pra eles cantarem. Na televisão estava passando um jogo do futebol Europeu, e assim Roberto e Milton começaram a comentar do Campeonato Espanhol, que tal time estava ruim, que outro time estava sem ataque, que time de sicrano estava perdendo muitas e assim por diante. "
14.7.08
Nepotismo
Nepotismo
Jovenal Antunes tinha um sonho de moleque.
Ser prefeito da sua cidade, no interior Mineiro.
Cresceu observando os coronéis, tidos como prefeitos,
Dar cestas básicas e dentaduras, em troca de votos nas urnas,
Eem sua maioria, por cabresto.
Também acompanhou a época do militarismo,
E toda a sua repressão pelo Brasil inteiro.
Jovenal já tinha tendências políticas desde cedo.
Se a bola em que seus colegas estavam jogando, furava,
Ele logo fazia campanha pra compra de uma bola nova,
E o melhor, comprava sempre nas lojas que o favoreciam em algo,
Sseja com descontos, seja com doces e balas.
Na sua casa, vivia subindo em cima das cadeiras,
E fazendo discursos, que irritava seu pai,
Dizendo que política era coisa de ladrão, e político por político,
Deviam ir todos pra cadeia!
Mas ele protestava:
Mas pai, a gente precisa comprar cadeiras novas,
Se não como as visitar vão se sentir confortáveis na nossa cozinha,
E o nosso sofá, é preciso fazer uma reforma nele,
Pra que assim possamos assistir a televisão num ambiente agradável e sossegado.
O pai de Jovenal apenas balançava a cabeça e saia do recinto.
E assim Jovenal foi crescendo, já na escola,
Era aquele que saia à frente nos grêmios,
Era sempre o chefe da turma.
Já na faculdade conseguiu o que queria,
Se filiou a um partido que tanto gostava,
E começou dali pra frente, a elaborar suas metas,
Seus planos de governo.
Jovenal, apenas observava seus adversários,
Esperava um erro, pra atacar eles,
E os candidatos de sua cidade não eram muitos não,
Apenas dois, um era quase que um prefeito eterno,
E o outro o eterno rival do prefeito eterno.
Jovenal foi tentando a sorte, primeiro como vereador,
Na segunda vez como vereador ganhou,
E na terceira vez foi além, se candidatou a prefeito de sua cidade.
Logo a cidade estava tomada pelos bochichos,
Que o Jovenal era candidato a prefeito,
E pela sua enorme popularidade, foi crescendo seu ibope.
No dia das eleições Jovenal Antunes estava em sua casa,
Apreensivo, pois as pesquisas de boca de urna apontavam empate!
Quando é 10:30 da noite, sai o resultado, vitória com curta de diferença de Jovenal
Sobre seus dois adversários.
A festa foi muito grande, fogos foram soltados, finalmente o sonho de Jovenal estava realizado. Iria governar sua cidade, aquela pequena cidade do interior mineiro.
A notícia se espalhou, e logo vieram parentes e vizinhos, o felicitá-lo pela sua nova conquista, Agora era prefeito de sua cidade.
Mas sabemos que na política, sempre à espaço pra mais um,
E assim sem perceber, e nem ao menos notar,
Logo alguns parentes seus já tomavam alguns cargos na prefeitura.
Tudo corria normal no seu mandato, que o fazia trabalhar dobrado agora.
Mas o que Jovenal não sabia,
Era que a população estava de olho, no que estava acontecendo,
Alguns cargos na prefeitura, estavam sendo ocupados por parentes seus.
Logo a notícia correu, tão rápida quanto quanto ele foi eleito,
E começaram os protestos:
Justiça em ação!
Nepotismo aqui não!
E assim Jovenal tinha que aguentar as cobranças,
E as acusações que vinham de todos os lados,
Que segundo a população, ele estaria fazendo nepotismo.
O caso foi parar na justiça.
A justiça decretou liminar.
E continua perdurando até hoje,
E a população da cidade acabou percebendo, que política é complicada,
Mas sempre à espaço pra mais um.
Renato Vital escritor, Rapper e colunista do site www.rapnacional.com.br
Frase
13.7.08
O RAP PREVALECERÁ - Manifesto Rapper de poder e persuação

Hip Hop em casa rolou na paz
Jr em ação
Mandando a rima
11.7.08
Qualquer Jeito
Todo dia ao amanhecer
Quanto mais tento te esquecer
Mais me lembro!
Não tem jeito
Desde quando eu te conheci
Nunca mais te tirei daqui
Do meu peito!
De que jeito?
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil viver assim
Você está grudada em mim
Quando tento me divertir
Nos lugares que eu quero ir
Você sempre está!
De algum jeito está
Eu te encontro em qualquer canção
Você vive em meu coração
E eu aceito!
Não tem jeito!
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil viver assim
Você está grudada em mim
Se um dia ainda quiser voltar
Não demora,eu não sei ficar
Desse jeito!
Não tem jeito
Não precisa nem avisar
Basta apenas você chegar
Do seu jeito
Qualquer jeito
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil viver assim
Você está grudada em mim
(Roberto Carlos)
Intérprete - Kátia
10.7.08
Hip Hop em Casa
9.7.08
Pelo menos
Lá você está, sorrindo, do meu lado.
Lá eu sou feliz.
Lá eu posso te fazer carinho.
Lá dois é um só, um só amor.
Lá eu sou feliz.
Pelo menos nos meus sonhos, você é minha.
Folheto número 5, terá poesia Uma Rosa
8.7.08
Religião
Que minha religião prometia o céu
Mas que conversa é essa
Já que estamos na torre de babel
Minha reliligião não é aquela
Dos engomadinhos burgueses
Doutrinas do seu próprio mundinho
Eles queriam ser japoneses
Minha religião avança na comunidade
movam-se jovens, é a hora da verdade
Não se entreguem as drogas
Ao crime e a leviandade
Faculdades estão ai
Para serem preenchidas
Por negros e pobres
Não só por patricinhas
Eu chego na minha igreja
A pé ou descalço
Sou pura evolução
Naquilo que faço
O "índex" do passado
Não conseguiu me consumir
O livros estão abertos
Para serem lidos enfim
Tenho fé em Cristo
Sei que ele vem
Enquanto isso ajudo os irmãos
A viverem bem, (ou um pouco melhor)
Sem maldade na cabeça
Guerreiros de verdade
Rumo a vitória parceiros
Religião é a provação do dia a dia
5.7.08
Pensando em você
O que o vento tem haver com você?
O pôr do sol, há, ele também.
O que o horário de almoço tem haver com você?
O que a hora de saída tem haver com você?
O que tudo, tem haver com você?
Bom, a intenção não é explicar
Nem tão pouco tentar entender
É que simplesmente eu não consigo parar de pensar em você!
Protesto em Desenho
O FBI, A CIA, O exército americano, A interpol, o Raio que o parta, tentam livrar a cara do imbecil do George W Bush, mas eles não são páreos, para o CAPITÃO IRAQUE!
O nosso incrível CAPITÃO IRAQUE, INVADINDO A CASA BLANCA, PRA CAPTURAR O VILÃO Presidente Bush!4.7.08
Entrevista com Wesley Noog, o mameluco afro-brasileiro
Quais foram as principais influências musicais da sua vida? Foram muitas. Primeiro porque eu nasci em um ambiente muito religioso, onde se cantava soul e gospel. Tinham também as escolas dominicais, sempre na casa de um ou de outro, onde rolavam as rodas de samba com músicas de Clementina de Jesus e Adoniran Barbosa. E ao mesmo tempo eu curtia muito soul e funk, ouvia Aretha Franklin, The Brothers Johnson, Brass Construction, Ray Charles, enfim... Pode-se dizer que meu trabalho tem uma certa influência dessas coisas.
É claro que todo mundo passa por dificuldades no início da carreira... O que você enfrentou no começo e que agora consegue administrar melhor? Comecei minha carreira no final da era das gravadoras. Antes, eram elas que assumiam a responsabilidade de divulgação, de pôr na TV, nos jornais etc. Com esse final, nós tivemos que se organizar. Primeiro eu trabalhei com o grupo Swing Cia., com o Renato Dias, que foi um grande parceiro e agitador cultural. Começamos a criar nossos próprios meios de cativar público, convidar produtores, organizar o repertório, ensaiar a banda. A gente aprendeu a fazer tudo, o que é bom porque começamos a fundamentar a carreira com uma visão mais clara das coisas.
Qual é a sua relação com a Cooperifa [Cooperativa Cultural da Periferia]? Esse é um dos projetos mais inusitados da história recente do Brasil. Um grupo de poetas da periferia, da Zona Sul de São Paulo, encabeçados pelo Sérgio Vaz, Márcio Batista e Marco Pezão, que já escreviam poesia desde os 15, 16 anos, mas não sabiam como divulgar, passar para as pessoas. Aí eles tiveram a idéia de se juntar num lava-rápido, depois de um tempo mudaram para o bar do Zé Batidão, na Chácara Santana, onde acontece o Sarau há sete anos. Deu um resultado tão legal que já virou referência nacional, tem 50 livros independentes publicados, sem recursos do Estado nem da iniciativa privada. É um projeto da comunidade para a comunidade, que está despertando profundamente o costume da leitura, e assume essa linha de frente da transformação social a partir da palavra, compartilhando experiências com os outros.
Eu particularmente conheci a Cooperifa no começo de 2002 e fiquei encantado porque parecia um sonho que eu tinha... Percebi que era um projeto fantástico, fiz várias coisas com eles, viajei, participei de um livro de poesias, fiz alguns programas de TV, e se puder vou participar sempre.
Seu estilo musical é inspirado em referências sonoras de longa data... Ele foi mudando com o tempo? A minha essência musical foi sempre a mesma, mas com nuances diferentes. Esse disco vem mais ligado ao soul, funk e samba, uma coisa que eu queria fazer faz tempo. Durante os períodos em que eu toquei com a Swing Cia. e a Estação Funkalha, e outros músicos bem bacanas também, era um contexto de grupo. Quando você trabalha em grupo tem que ouvir muito as opiniões de cada um, e às vezes o que você sente que é legal e quem tem a ver, não serve pro grupo. Então você acaba deixando de fazer algumas coisas. Agora, com o trabalho solo, eu posso ter liberdade, retomar mais essa música ligada às minhas origens.
Como foi fazer esse disco novo, seu primeiro solo, em parceria com a produtora Muda Cultural? Disco novo é sempre uma alegria, é como a chegada de um filho. Eu tenho uma filha de 8 anos, a Luara, e acompanhei todo o processo, da gravidez ao parto. Um disco é assim, um filho, as músicas são como filhos, então é uma alegria muito grande, ainda mais que este é o meu 4º disco, mas o primeiro solo. Em relação a Muda Cultural, a satisfação é grande também. É uma alegria poder contar com parceiros que entendem o que você pensa, ou pelo menos olham pelo mesmo prisma. Eles entenderam a proposta, me convidaram para fazer parte dessa história e a gente se entendeu bem pra caramba, em relação a visão musical e o que significa o entretenimento num contexto como esse de São Paulo e do Brasil, um tanto carente de informação e cultura porque os programas estão ligados só ao entretenimento. Então essa coisa de você juntar entretenimento e informação é muito legal. Você pode fazer o corpo balançar e ao mesmo tempo fazer a cabeça pensar. Toda essa rapaziada da Muda tem uma visão legal das coisas, e a gente conseguiu juntar as forças e certamente vai trilhar por um tempo esse mesmo caminho.
mais sobre ele: www.myspace.com/wesleynoog
Aniversário
Os canceríanos Elizandra Souza, Renato Vital, e Prof Lu Souza.
Quando eu pensava que tinha acabado o meu aniversário, na quarta feira, dia 02/07/2008, comemoramos de novo. Não só o meu, mas também o da guerreira Elizandra e o da Profª Lu. Ou seja, mesmo sem ganhar presente, foi um dos melhores aniversários que eu já tive, até ontem dia 3, ainda tinha mano me parabenizando, os manos lá do morro. Os parabéns da Cooperifa é muito loko, muito mesmo, vale por qualquer presente. E ainda ganhei o meu presente da minha mãe, finalmente. O meu presente foi o:
Contos Negreiros do cabra arretado de Sertânia, Marcelino Freire.
E ainda em tempo, quem quiser me dar outro presente, eu indico o Angu de Sangue do mesmo cabra arretado Marcelino Freire.
Valeu pelos abraços, pelas sinceras palavras, pelas mensagens, pelos parabéns. É nóis, valeu mesmo.
2.7.08
Festa na Cooperifa vídeo
Gaspar, Sérgio Vaz, Jairo e Cocão rimando na roda de Samba-RAP.
Vídeo de Renato Vital
1.7.08
Carlos Latuff

Carlos Latuff (Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1968) é um cartunista brasileiro.
Apesar de ter iniciado sua carreira como ilustrador numa pequena agência de propaganda no centro do Rio em 1989, tornou-se cartunista publicando sua primeira charge num boletim do sindicato dos estivadores em 1990, e permanece trabalhando para a imprensa sindical até os dias de hoje.
Com o advento da Internet, Latuff deu início ao seu ativismo artístico, produzindo desenhos copyleft para o movimento zapatista. Após uma viagem aos territórios ocupados da Cisjordânia em 1999, torna-se um simpatizante da causa Palestina, destinando boa parte de seu trabalho a esse tema.
Tem trabalhos espalhados por todo o mundo. Um exemplo disso foi o fato de ter sido o primeiro brasileiro a ter um desenho publicado no concurso de charges sobre o Holocausto, promovido pela Casa da Caricatura do Irã, em resposta às caricaturas de Maomé divulgadas na imprensa européia. O desenho retrata um palestino em lágrimas diante do muro erguido por Israel, usando um uniforme de prisioneiros dos campos de concentração nazistas: em vez da Estrela de David no peito, aparece o Crescente Vermelho.
"Você deu a mim seu filho, agora eu dou a você uma bandeira... Bastante justo, huh?!"
"Nós estamos aqui para trazer a democracia! Repita depois de mim: De-mo-cra-ci-a!"

"Eu trouxe o papai de volta!



