17.7.08

Mano Brown recebendo o Prêmio Cooperifa



Ontem o Mano Brown recebendo o Prêmio Cooperifa, numa noite incrível, o prêmio Dom Quixote que foi entregue o ano passado, e ontem o Cachorro Loko, vagabundo nato, foi receber. Como sempre, com sua humildade, ele comprimentou todo mundo, tirou foto com quem pode, e abraçou uma pá de sofredor. De fala simples, e atitude franca, o Mano Brown arrancou aplausos dos cooperiféricos, ao receber o Prêmio Cooperifa, bastante merecido, pois é como ele diz na sua música Mente do Vilão : " ham ham, seus cuzão, né pra qualquer um mesmo não!". Aproveitei e conversei com o Pixote, o integrante do grupo U-TIME, da gravadora dos Racionais a Cosa Nostra fonográfica. Bastante humilde e sofredor nato, o Pixote recebeu um folheto Revolução na Mente nº5, que ele prometeu socializar com os manos. É isso, Mano Brown cachorro loko da Sul, na Cooperifa.

Bandoleiros da catingas - Melchiades da Rocha


Acabei de receber em mãos, esse raro exemplar, Bandoleiros das Catingas é um trabalho de Melchiades da Rocha, historiador da época, pois esse livro foi lançado em primeira edição no ano de 1940. O livro conta a história do cangaço, comandado por Virgulino Ferreira " o Lampião". O livro tem 178 páginas, mostra relatos, fotos, artigos, e muito mais. O livro é emprestado mas logo mais vou estar adquirindo ele, em algum sebo por ai. É isso ai.
Para pegá Lampião
Nem o ezerço e a Marinha,
Nenhuma tropa de linha,
Nem o bataião navá,
Nem a força federá,
Arrodeada de canhão.
Onde anda Lampião.
Sordado nenhum vai lá.
Pra pegá Lampião
Nem frade de boa vida,
Nem cem muié enxerida,
Nem as prosa dos doutô,
Nem vinte gunvernadô,
nem o bamba da nação.
Para pegá lampião
Só mesmo nosso sinhô.

16.7.08

Frase

" Todo playboy é um George Bush em potencial, procurando um Iraque, pra testar seu arsenal. "

15.7.08

Novo Romance Quero te pra mim

Trechos do novo romance "Quero te pra mim", que estou escrevendo. Atualmente já existem 20 páginas escritas, da mais pura cadência dos dias de André, o nosso personagem. Leia alguns trechos, e saboreie um pouco do livro que está por vir.

" Assim os dois iniciaram mais uma conversa por telefone, vontades, desejos, elogios, sonhos, ideologias, metas, mais elogios, tudo era colocado na conversa, principalmente o cabelo de Rosa, que deixou André encantado. Ficou várias vezes elogiando o cabelo dela, e Rosa se divertindo muito com ele. Conversaram durante alguns minutos por telefone dos mais variados assuntos. "

" Com essa mensagem André acordou aquele dia, bem cedo, pra recomeçar a labuta, ao contrário de outros serviços, na segunda-feira, é bastante tranqüilo no trabalho de André. Abriu a torneira, aparou com as duas mãos á água e jogou no seu rosto, pegou sua escova de dente, colocou o creme dental, e começou a escovar seus dentes. "

" André pega sua mochila, põe nas costas e vai pra casa. No caminho de volta, vai observando a molecada na rua jogando bola, alguns “tiozinhos” nos bares e boteco tomando cachaça e cerveja, tentando preencher seus tempos, com um líquido amargo, que não traz lucro nem pro dono do bar, pois esse ganha pouco. É justamente ali onde se manifesta os piores sintomas das bebidas alcoólicas, famílias desestruturadas, problemas cardíacos, cirrose, alcoolismo, etc. Os donos da Ambev devem ficar muito felizes, com os prejuízos que eles causam na periferia, levando vários senhores de família, ao vício maldito. Mas o que importa mesmo pra eles é o lucro, enquanto as ações sobem, e a alegria deles aumenta, muitos vão se viciando e se matando com a maldita bebida. "

" E assim ele abria o sorriso quando lia a mensagem dela, Roberto perguntou o que aconteceu, ele disse que não foi nada, e Roberto desconfiou. Chegaram na casa do Milton, e após chamarem, Milton saiu de lá de dentro com meia nos pés dentro da sandália havaianas, pediu pra que entrassem. Pegou o cd de base e colocou no aparelho de dvd, de onde rolaria a base pra eles cantarem. Na televisão estava passando um jogo do futebol Europeu, e assim Roberto e Milton começaram a comentar do Campeonato Espanhol, que tal time estava ruim, que outro time estava sem ataque, que time de sicrano estava perdendo muitas e assim por diante. "

14.7.08

Nepotismo


Nepotismo

Jovenal Antunes tinha um sonho de moleque.
Ser prefeito da sua cidade, no interior Mineiro.
Cresceu observando os coronéis, tidos como prefeitos,
Dar cestas básicas e dentaduras, em troca de votos nas urnas,
Eem sua maioria, por cabresto.
Também acompanhou a época do militarismo,
E toda a sua repressão pelo Brasil inteiro.
Jovenal já tinha tendências políticas desde cedo.
Se a bola em que seus colegas estavam jogando, furava,
Ele logo fazia campanha pra compra de uma bola nova,
E o melhor, comprava sempre nas lojas que o favoreciam em algo,
Sseja com descontos, seja com doces e balas.
Na sua casa, vivia subindo em cima das cadeiras,
E fazendo discursos, que irritava seu pai,
Dizendo que política era coisa de ladrão, e político por político,
Deviam ir todos pra cadeia!
Mas ele protestava:
Mas pai, a gente precisa comprar cadeiras novas,
Se não como as visitar vão se sentir confortáveis na nossa cozinha,
E o nosso sofá, é preciso fazer uma reforma nele,
Pra que assim possamos assistir a televisão num ambiente agradável e sossegado.
O pai de Jovenal apenas balançava a cabeça e saia do recinto.
E assim Jovenal foi crescendo, já na escola,
Era aquele que saia à frente nos grêmios,
Era sempre o chefe da turma.
Já na faculdade conseguiu o que queria,
Se filiou a um partido que tanto gostava,
E começou dali pra frente, a elaborar suas metas,
Seus planos de governo.
Jovenal, apenas observava seus adversários,
Esperava um erro, pra atacar eles,
E os candidatos de sua cidade não eram muitos não,
Apenas dois, um era quase que um prefeito eterno,
E o outro o eterno rival do prefeito eterno.
Jovenal foi tentando a sorte, primeiro como vereador,
Na segunda vez como vereador ganhou,
E na terceira vez foi além, se candidatou a prefeito de sua cidade.
Logo a cidade estava tomada pelos bochichos,
Que o Jovenal era candidato a prefeito,
E pela sua enorme popularidade, foi crescendo seu ibope.
No dia das eleições Jovenal Antunes estava em sua casa,
Apreensivo, pois as pesquisas de boca de urna apontavam empate!
Quando é 10:30 da noite, sai o resultado, vitória com curta de diferença de Jovenal
Sobre seus dois adversários.
A festa foi muito grande, fogos foram soltados, finalmente o sonho de Jovenal estava realizado. Iria governar sua cidade, aquela pequena cidade do interior mineiro.
A notícia se espalhou, e logo vieram parentes e vizinhos, o felicitá-lo pela sua nova conquista, Agora era prefeito de sua cidade.
Mas sabemos que na política, sempre à espaço pra mais um,
E assim sem perceber, e nem ao menos notar,
Logo alguns parentes seus já tomavam alguns cargos na prefeitura.
Tudo corria normal no seu mandato, que o fazia trabalhar dobrado agora.
Mas o que Jovenal não sabia,
Era que a população estava de olho, no que estava acontecendo,
Alguns cargos na prefeitura, estavam sendo ocupados por parentes seus.
Logo a notícia correu, tão rápida quanto quanto ele foi eleito,
E começaram os protestos:
Justiça em ação!
Nepotismo aqui não!
E assim Jovenal tinha que aguentar as cobranças,
E as acusações que vinham de todos os lados,
Que segundo a população, ele estaria fazendo nepotismo.
O caso foi parar na justiça.
A justiça decretou liminar.
E continua perdurando até hoje,
E a população da cidade acabou percebendo, que política é complicada,
Mas sempre à espaço pra mais um.

Renato Vital escritor, Rapper e colunista do site www.rapnacional.com.br

Frase

Se idade e tempo fossem importantes, os idiotas não envelheciam e não haveriam viúvas arrependidas
O covarde, é a poeira que se esconde atrás de uma árvore, não encara a verdade, e se fecha no seu mundinho covarde.

13.7.08

O RAP PREVALECERÁ - Manifesto Rapper de poder e persuação




Não liguem pra esse tal de proibidão não


Mano, logo acaba essa modinha


E o RAP prevalecerá


Pode acreditar,


Somos tipo os profetas do tempos modernos,


Somos mais do que Ouro e a Prata,


Pois somos filhos de Jesus,


Gladiadores das ruas e a verdade que incomoda,


E joga a alienação por terra e desmascara a ilusão


Quando estiver com o microfone na mão,


Sinta o homem que vai ser nada mais nada menos


Que o porta voz da verdade


O profeta dos tempos modernos.


Sem desmerecer o putz putz


Que os boy ouve na balada


Sem desmerecer a farinha e o Red Label


Que eles consomem feito praga


Não desmereço, pois eles provam


Que a verdade, vem mesmo dos becos


O RAP prevalecerá


Ainda que tenhamos que andar


Sem cachê, sem mídia, sem lazer


O brasão de aço e fogo que carregamos


É a justiça que vem como luz


Na mão de quem sabe, quem conduz


Profetas, profetizem a verdade


Cuidado com o aço das palavras


Elas machucam, mas vem a cura e sara


RAP não são armas, nem narcóticos


Somos amor, paz, justiça


Rumo ao pódio


Eles podem até destruir algumas flores


Mas a primavera sempre aqui estará


Profetas profetizem a verdade


O escudo, chamado Auto-Estima


Está nas nossas mãos


O menino negro, o menino branco


Da periferia


Precisa da nossa Polivalência


Não podemos nos sujeitar


A esmolas do sistema


O sistema da polícia


O sistema da política


O sistema do Capitalismo


O sistema da mídia podre


Que tem mais de mil e um ditadores


Profetas, está nas mãos de vocês


O caminho que será seguido


Por milhões de cabeças pensantes


No cérebro da criança


Ouro, prata e diamante


Não exploram a nossa mente


Pra disfarçar o que a de mais valioso


Cada menino negro, Cada menino branco


Da periferia


É um guerreiro do dia a dia


Profetas o poder da palavra


Está com vocês


E se algum dia


Lhe jogarem na cara


Que você não é música


responda


Eu não sou sua nota musical falsa


Nem seu acorde de sangue


Muito menos suas oitavas massacrantes


Nem seus solos humilhantes


Não somos vocalizes do tempo


Somos os profetas caminhando contra o vento


Profeta saiba que muitos


Estão ao seu lado


Outros gêneros se aprimoram


Pra fazer parte do exército


Que fará a evolução mental e pessoal


De cada ser periférico desse país e do mundo


Sem derramar uma gota de sangue


De sangue burguês nojento e fraco


Que se oprime sozinho,


Na sua própria ignorância


Coloca soldados do estado


Pra fazerem o serviço errado


O jogo sujo deles contra nós


é o algoz


Mas aqui a palavra é feroz


Profetas do RAP


Se unam numa só voz


E ao ver alguém dançando


Escrevendo


Grafitando


São os guerreiros preparando


O campo de batalha da sabedoria


Pra invasão de mentes poderosas


E do saber


Profetas do RAP


Saibam que o HIP-HOP


Está dentro de vocês


Profetas das palavras


Chegou a nossa vez!

Hip Hop em casa rolou na paz

Equipe de som
Grupo Transmissão - em alta frequência modulada




Transmissão e JR



JR - Desafetos do sistema





Jr em ação





Mandando a rima





Aconteceu hoje o Hip-Hop em casa, uma parceira do Fato Realista, Enigmas de Periferia e CEU Alvarenga. O evento começou por volta das 17:30 com o grupo Transmissão, cantando sua músicas, numa levada consciente. Um público pequeno, mas guerreiro, assistia as apresentações. O segundo a entrar no palco foi o Fato Realista, que cantou, Crueldade, Rio de Sangue, Essa é a solução e Qual é a solução. Depois foi a vez do grupo formado por Balboa, Jhow e mano Bolha entrar em ação, o Lições de Vida, um RAP de protesto muito bom. Pra encerrar o evento com muita disposição o Enigmas de Periferia, colocou todo mundo pra cima, com a música "não é só tristeza" do seu novo trabalho. Ainda contou com a presença do JR do grupo Desafetos do Sistema, que mandou uma rima consciente pro público. Evento muito bom, parabéns à todos, por mais um dia de paz proporcionado pelo Hip-Hop, cultura de rua, cultura do gueto, da Periferia, de periferia pra periferia.

11.7.08

Qualquer Jeito

Todo dia ao amanhecer
Quanto mais tento te esquecer
Mais me lembro!
Não tem jeito

Desde quando eu te conheci
Nunca mais te tirei daqui
Do meu peito!
De que jeito?

Não está sendo fácil
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil viver assim
Você está grudada em mim

Quando tento me divertir
Nos lugares que eu quero ir
Você sempre está!
De algum jeito está

Eu te encontro em qualquer canção
Você vive em meu coração
E eu aceito!
Não tem jeito!

Não está sendo fácil
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil viver assim
Você está grudada em mim


Se um dia ainda quiser voltar
Não demora,eu não sei ficar
Desse jeito!
Não tem jeito

Não precisa nem avisar
Basta apenas você chegar
Do seu jeito
Qualquer jeito

Não está sendo fácil
Não está sendo fácil
Não está sendo fácil viver assim
Você está grudada em mim


(Roberto Carlos)
Intérprete - Kátia

10.7.08

Hip Hop em Casa

NÓS ENIGMAS D' PERIFERIA CONVIDAMOS À TODOS das 13:00 às 19:00 horas, NO CÉUALVARENGA nesse sábado:

PARA ESTAR PRESTIGIANDO O QUE A DE BOM NO HIP HOP,
MUITO RAP COM OS GRUPOS DA REGIÃO:
TRANSMISSÃO VOCAL
LIÇÃO DE VIDA
FATO REALISTA
ENIGMAS D' PERIFERIA.....
Céu Alvarenga
Estrada do Alvarenga s/n
Pedreira - São Paulo
VAMOS PRESTIGIAR O RAP NACIONAL!
O CEU É NOSSO, VAMOS TOMAR DE CONTA!

9.7.08

Pelo menos

Pelo menos nos meus sonhos, você é minha.
Lá você está, sorrindo, do meu lado.
Lá eu sou feliz.
Lá eu posso te fazer carinho.
Lá dois é um só, um só amor.
Lá eu sou feliz.
Pelo menos nos meus sonhos, você é minha.

Folheto número 5, terá poesia Uma Rosa

Fiz ontem, 100 pequenos folheto que serão entregues hoje na cooperifa, como forma de divulgação da poesia feita por nós e também divulgar alguns blogs e sites de nós mesmo. Tudo feito a mão, e em casa, com o apoio de mim mesmo, e com a minha mão de obra. Em breve deve chegar o novo Fanzine da periferia, o " Revolução na Mente, Louco Inconsequente", que não vai impedir, do folheto continuar sendo produzido, de forma avulsa, pras poesias continuarem assim, caminhando livres. Quem se interessar pelos números anteriores, eu tenho alguns ainda. É nóis. Ah em breve aqui no blog, a nova música do Fato Realista " Pique Judas", mas uma produção de nós mesmo.


E a poesia escolhida pro número 5 é " Uma Rosa ".


Produzido tudo em casa, feito por mim mesmo, ontem. Simples, informação tipo faísca.


100 cópias serão distribuídas hoje por mim na Cooperifa

Parte do Folheto que será entregue hoje na Cooperifa





8.7.08

Religião

Certo dia ouvi
Que minha religião prometia o céu
Mas que conversa é essa
Já que estamos na torre de babel

Minha reliligião não é aquela
Dos engomadinhos burgueses
Doutrinas do seu próprio mundinho
Eles queriam ser japoneses

Minha religião avança na comunidade
movam-se jovens, é a hora da verdade
Não se entreguem as drogas
Ao crime e a leviandade

Faculdades estão ai
Para serem preenchidas
Por negros e pobres
Não só por patricinhas

Eu chego na minha igreja
A pé ou descalço
Sou pura evolução
Naquilo que faço

O "índex" do passado
Não conseguiu me consumir
O livros estão abertos
Para serem lidos enfim

Tenho fé em Cristo
Sei que ele vem
Enquanto isso ajudo os irmãos
A viverem bem, (ou um pouco melhor)

Sem maldade na cabeça
Guerreiros de verdade
Rumo a vitória parceiros
Religião é a provação do dia a dia

Renato Vital escritor, poeta, Rapper escreve pro www.rapnacional.com.br

5.7.08

Pensando em você

O que mussarela tem haver com você?
O que o vento tem haver com você?
O pôr do sol, há, ele também.
O que o horário de almoço tem haver com você?
O que a hora de saída tem haver com você?
O que tudo, tem haver com você?
Bom, a intenção não é explicar
Nem tão pouco tentar entender
É que simplesmente eu não consigo parar de pensar em você!

Protesto em Desenho

Com orgulho lhes apresento, o incrível CAPITÃO IRAQUE!


O FBI, A CIA, O exército americano, A interpol, o Raio que o parta, tentam livrar a cara do imbecil do George W Bush, mas eles não são páreos, para o CAPITÃO IRAQUE!

O nosso incrível CAPITÃO IRAQUE, INVADINDO A CASA BLANCA, PRA CAPTURAR O VILÃO Presidente Bush!


O Exército do Rio de Janeiro sendo condecorado pela coragem, de matar três jovens no morro da Providência, ou melhor, entregá-los para os traficantes do outro morro!

Aqui é o BOPE na sua face podre e cruel, o BOPE que a mídia não mostra!


Cartuns de Carlos Latuff.







4.7.08

Entrevista com Wesley Noog, o mameluco afro-brasileiro

Amigo e músico Wesley Noog.


Entrevista cedida ao site B-coot

Quais foram as principais influências musicais da sua vida? Foram muitas. Primeiro porque eu nasci em um ambiente muito religioso, onde se cantava soul e gospel. Tinham também as escolas dominicais, sempre na casa de um ou de outro, onde rolavam as rodas de samba com músicas de Clementina de Jesus e Adoniran Barbosa. E ao mesmo tempo eu curtia muito soul e funk, ouvia Aretha Franklin, The Brothers Johnson, Brass Construction, Ray Charles, enfim... Pode-se dizer que meu trabalho tem uma certa influência dessas coisas.

É claro que todo mundo passa por dificuldades no início da carreira... O que você enfrentou no começo e que agora consegue administrar melhor? Comecei minha carreira no final da era das gravadoras. Antes, eram elas que assumiam a responsabilidade de divulgação, de pôr na TV, nos jornais etc. Com esse final, nós tivemos que se organizar. Primeiro eu trabalhei com o grupo Swing Cia., com o Renato Dias, que foi um grande parceiro e agitador cultural. Começamos a criar nossos próprios meios de cativar público, convidar produtores, organizar o repertório, ensaiar a banda. A gente aprendeu a fazer tudo, o que é bom porque começamos a fundamentar a carreira com uma visão mais clara das coisas.

Qual é a sua relação com a Cooperifa [Cooperativa Cultural da Periferia]? Esse é um dos projetos mais inusitados da história recente do Brasil. Um grupo de poetas da periferia, da Zona Sul de São Paulo, encabeçados pelo Sérgio Vaz, Márcio Batista e Marco Pezão, que já escreviam poesia desde os 15, 16 anos, mas não sabiam como divulgar, passar para as pessoas. Aí eles tiveram a idéia de se juntar num lava-rápido, depois de um tempo mudaram para o bar do Zé Batidão, na Chácara Santana, onde acontece o Sarau há sete anos. Deu um resultado tão legal que já virou referência nacional, tem 50 livros independentes publicados, sem recursos do Estado nem da iniciativa privada. É um projeto da comunidade para a comunidade, que está despertando profundamente o costume da leitura, e assume essa linha de frente da transformação social a partir da palavra, compartilhando experiências com os outros.
Eu particularmente conheci a Cooperifa no começo de 2002 e fiquei encantado porque parecia um sonho que eu tinha... Percebi que era um projeto fantástico, fiz várias coisas com eles, viajei, participei de um livro de poesias, fiz alguns programas de TV, e se puder vou participar sempre.

Seu estilo musical é inspirado em referências sonoras de longa data... Ele foi mudando com o tempo? A minha essência musical foi sempre a mesma, mas com nuances diferentes. Esse disco vem mais ligado ao soul, funk e samba, uma coisa que eu queria fazer faz tempo. Durante os períodos em que eu toquei com a Swing Cia. e a Estação Funkalha, e outros músicos bem bacanas também, era um contexto de grupo. Quando você trabalha em grupo tem que ouvir muito as opiniões de cada um, e às vezes o que você sente que é legal e quem tem a ver, não serve pro grupo. Então você acaba deixando de fazer algumas coisas. Agora, com o trabalho solo, eu posso ter liberdade, retomar mais essa música ligada às minhas origens.

Como foi fazer esse disco novo, seu primeiro solo, em parceria com a produtora Muda Cultural? Disco novo é sempre uma alegria, é como a chegada de um filho. Eu tenho uma filha de 8 anos, a Luara, e acompanhei todo o processo, da gravidez ao parto. Um disco é assim, um filho, as músicas são como filhos, então é uma alegria muito grande, ainda mais que este é o meu 4º disco, mas o primeiro solo. Em relação a Muda Cultural, a satisfação é grande também. É uma alegria poder contar com parceiros que entendem o que você pensa, ou pelo menos olham pelo mesmo prisma. Eles entenderam a proposta, me convidaram para fazer parte dessa história e a gente se entendeu bem pra caramba, em relação a visão musical e o que significa o entretenimento num contexto como esse de São Paulo e do Brasil, um tanto carente de informação e cultura porque os programas estão ligados só ao entretenimento. Então essa coisa de você juntar entretenimento e informação é muito legal. Você pode fazer o corpo balançar e ao mesmo tempo fazer a cabeça pensar. Toda essa rapaziada da Muda tem uma visão legal das coisas, e a gente conseguiu juntar as forças e certamente vai trilhar por um tempo esse mesmo caminho.

mais sobre ele: www.myspace.com/wesleynoog

Aniversário



Os canceríanos Elizandra Souza, Renato Vital, e Prof Lu Souza.


Quando eu pensava que tinha acabado o meu aniversário, na quarta feira, dia 02/07/2008, comemoramos de novo. Não só o meu, mas também o da guerreira Elizandra e o da Profª Lu. Ou seja, mesmo sem ganhar presente, foi um dos melhores aniversários que eu já tive, até ontem dia 3, ainda tinha mano me parabenizando, os manos lá do morro. Os parabéns da Cooperifa é muito loko, muito mesmo, vale por qualquer presente. E ainda ganhei o meu presente da minha mãe, finalmente. O meu presente foi o:

Contos Negreiros do cabra arretado de Sertânia, Marcelino Freire.

E ainda em tempo, quem quiser me dar outro presente, eu indico o Angu de Sangue do mesmo cabra arretado Marcelino Freire.

Valeu pelos abraços, pelas sinceras palavras, pelas mensagens, pelos parabéns. É nóis, valeu mesmo.


2.7.08

Aonde

Aonde está você agora, além de aqui, dentro de mim.

Poeta Renato Russo.

Festa na Cooperifa vídeo

Festa na Cooperifa
Gaspar, Sérgio Vaz, Jairo e Cocão rimando na roda de Samba-RAP.
Vídeo de Renato Vital



1.7.08

Carlos Latuff




Que é esse cara?




Carlos latuff, o Cartunista?!


Este homem é simplesmente perseguido pelo FBI, por conta de seus desenhos, que mostram o massacre imposto pelos governos do mundo inteiro, em destaque, o governo americano.

Carlos Latuff (Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1968) é um cartunista brasileiro.
Apesar de ter iniciado sua carreira como ilustrador numa pequena agência de propaganda no centro do Rio em 1989, tornou-se cartunista publicando sua primeira charge num boletim do sindicato dos estivadores em 1990, e permanece trabalhando para a imprensa sindical até os dias de hoje.
Com o advento da Internet, Latuff deu início ao seu ativismo artístico, produzindo desenhos copyleft para o movimento zapatista. Após uma viagem aos territórios ocupados da Cisjordânia em 1999, torna-se um simpatizante da causa Palestina, destinando boa parte de seu trabalho a esse tema.
Tem trabalhos espalhados por todo o mundo. Um exemplo disso foi o fato de ter sido o primeiro brasileiro a ter um desenho publicado no concurso de charges sobre o Holocausto, promovido pela Casa da Caricatura do Irã, em resposta às caricaturas de Maomé divulgadas na imprensa européia. O desenho retrata um palestino em lágrimas diante do muro erguido por Israel, usando um uniforme de prisioneiros dos campos de concentração nazistas: em vez da Estrela de David no peito, aparece o Crescente Vermelho.

Biografia extraída do site Wikipédia.


"Você deu a mim seu filho, agora eu dou a você uma bandeira... Bastante justo, huh?!"




"Nós estamos aqui para trazer a democracia! Repita depois de mim: De-mo-cra-ci-a!"



"Eu trouxe o papai de volta!
"No saco, a frase "Morto em ação".
"Nem tudo é poesia no mundo, e se tudo for poesia, tem as tristes também."
Renato Vital
Logo eu posto mais cartuns desse guerreiro dos desenhos.