22.8.09

Capitão da guerrilha

Capitão da guerrilha

Dizem que todos os levantes
Foram coisa de pessoas apaixonadas
Sem compromisso com a paz
Tudo gente exilada
Apesar da repressão
A revolta armada
Continuou atuando na calada
E a desarmada
Levando porrada e cacetete de borracha
Ser estudante era crime
Ser subversivo era ser ativo
E no sertão bahiano
Tiraram a vida
Mas não a glória
De mais uma brasileiro
Sonhador como muitos
Corajoso como poucos
Lamarca tombou
Mas seu exemplo ficou
Para seguirmos
Fazendo da evolução a revolução
E as atitudes, o nosso pão de cada dia
Vamos em frente que atrás vem gente
Gente cansada de sofrer
Que só quer um prato de comida
Pra sobreviver
Mas a gente não quer só comida
Quer cultura, vida, alegrias
Flores nas mãos, armas no chão
E o inimigo distante
De todos os irmãos.

Poesia de Renato Vital

inspiração:

Carlos Lamarca
Rio de Janeiro, 23 de outubro de 1937 - Pintada, 17 de setembro de 1971


Um salve pra todos os irmãos que tão na correria, na batalha da cultura e da poesia
e batalhando pra que tenhamos um melhor dia a dia.

19.8.09

Lamarca o Filme



O que é um revolucionário?

É um cara que ama tanto, a ponto de sentir pelas outras pessoas seus semelhantes. Pelas outras crianças, pelos outros pais de família. Revolucionário é um cara que ama a causa que defende, e acima de tudo É um EVOLUCIONÁRIO.

Assistam abaixo o filme sobre um dos maiores ícones da história Brasileira, Carlos Lamarca.

Lamarca O filme


parte 1


parte 2


parte 3


parte 4


parte 5


parte 6


parte 7


parte 8


parte 9


parte 10


parte 11


parte 12


parte 13

17.8.09

Globo x Record ( e eu de nenhum dos dois lados da guerra)



Record x Globo

E EU DE NENHUM DOS DOIS LADOS DESSA GUERRA POIS EU ESTOU DO LADO DA:

A COOPERIFA SÓ FAZ POESIA E CULTURA, DEIXA ELES BRIGAR, ENQUANTO A GENTE LUTA POR UMA VIDA MAIS JUSTA PRA PERIFERIA!


Hoje ao chegar no trampo, me deparei com uma folhinha no mural de recados defendendo a Record e o Bispo Edir Macedo, mas é claro que ri daquilo e prometi pra mim mesmo rasgar quando voltasse do café. Quando voltei pra minha surpresa já não estava mais lá, é claro, algum inteligente rasgou primeiro do que eu. Antes que algum evangélico saia em defesa do Bispo tal, é preciso ter discernimento e entendimento das coisas, não dá pra seguir a maré, o negócio é sério.
E antes que digam que estou defendendo a Globo, vide a postagem do documentário " muito além do cidadão Kane" que mostra todo o império global, um monopólio que escraviza através da mídia.
Vamos fazer o seguinte, deixa eles se matar, e vamos ler e nos informar que ganhamos mais.
Ah... já ia esquecendo comprei ontem por dez conto o livro A elite da tropa, que originou o filme Tropa de elite. Esse fica pro mês que vem, já tem quatro na fila. É isso ai.

16.8.09

Marilía Gabriela entrevista Sérgio Vaz o mestre da Cooperifa


parte 1


parte 2


parte 3


parte 4


parte 5


parte 6


parte 7


parte 8

15.8.09

Parceria e Livros

Olha só, enquanto muitos só pensam em assistir os jornais policiais que passa no começo de noite, muitos pensam em fazer cultura, de qualidade pra periferia. A bola da vez( mentira, ele tá na correria desde 1992) é o parceiro de SBC, e não estou falando do LULA e sim do estimado mano Walter Limonada. Agora ele está com uma nova idéia na cabeça, é o programa A hora do Limão, direto de SÃO Bernado do Campo para o mundo inteiro via internet. E olha assim como o meu programa, o Revolução na Mente-Louco Inconsequente, esse programa do mano, vem cheio de novidades e de personalidades únicas, isso mesmo. Acompanhe abaixo o programa desse mano que é firmeza pra caramba.
Quanto aos livros, hoje fui a biblioteca e peguei emprestado " Lamarca - o capitão da guerrilha' sobre Carlos Lamarca que foi contra a ditadura no Brasil um verdadeiro líder e Alienista de Machado de Assis, dois livros muito bons que vou consumir essa semana.
Èisso ai vamos que vamos.

13.8.09

Justiça Brasileira


JUSTIÇA BRASILEIRA

Fui criada pra inglês ver, e nem nasci na europa. Feita pra agradar burguesia e burgueses, todos os seus padrões patronais e de luxo, virei prostituta na mão de Juízes desembargadores ou não, corruptos na maioria das vezes.
Eu cubro os olhos frente os favelados e lhes dou as costas, não quero nem saber, não fui criada pra eles, então que se virem. Confesso que quando sou usada em favor deles até que gosto um pouco, mas meus mandantes logo me colocam no meu devido lugar.
Falam como se eu fosse cega, mas eu enchergo tudo e muito bem, quer tirar a prova?
Garanto que não, e quer saber mais, todo mundo ganha comigo, quer dizer, quase todo mundo, só não ganha ponto a igualdade, nesse país de bestas feras corruptos e mal criados.

Eu ponho nome em tudo que é circo: Sindicato, Vara, Ministério, Senado, Fórum, Prefeitura, Supremo tribunal, Tribunal etc.

E falando em circo, me perdoem os palhaços, mas os que me dirigem nesse país chamado Brasil, não merecem o título de palhaços, no máximo atiradores de facas no peíto de vários pais de família, que saem todos os dias com suas marmitas rumo ao seus trabalhos, pra conseguirem o seu salário ( não me incluo nesse salário) pra sustentarem suas famílias.

Eu sou a justiça sim, sou da forma que querem, não tenho forma de justa, mas sou brasileira, e vou vivendo no passo a passo do meu jeitinho brasileiro, se não te benefício eu lamento.

Que pena, que tenham me transformada nessa prostituta, lá vou eu de novo, beneficiar outro com muito dinheiro no bolso, até mais, outra hora a gente conversa.

Só mais uma coisa, se tiver consciência, nunca mais me chame de cega.

Renato Vital poeta e escritor

11.8.09

Aleluia irmão!


"Edir me dê grana!"

Edir Macedo e mais 9 viram réus por lavagem de dinheiro

A Justiça de São Paulo acatou ontem a denúncia contra o bispo Edir Macedo e outras nove pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), eles são acusados de integrarem um esquema envolvendo empresas de fachada, que remetia ao Exterior dinheiro obtido com doações de fiéis. Esse dinheiro, depositado em paraísos fiscais, voltava ao Brasil em forma de contratos de mútuo utilizados para a aquisição de empresas.


A acusação formal foi oferecida no último dia 5 pelo MPE, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Núcleo São Paulo, e recebida pelo juiz da 9ª Vara Criminal da Capital. Além de Edir Macedo, foram denunciados Alba Maria da Costa, Edilson da Conceição Gonzales, Honorilton Gonçalves da Costa, Jerônimo Alves Ferreira, João Batista Ramos da Silva, João Luís Dutra Leite, Maurício Albuquerque e Silva, Osvaldo Scriorilli e Veríssimo de Jesus.

De acordo com a denúncia, Edir Macedo e os demais acusados há cerca de 10 anos vêm se utilizando da igreja para a prática de fraudes. Durante as investigações, os promotores conseguiram localizar milhares de depósitos em dinheiro em favor da Igreja Universal. Somente no período entre março de 2003 a março de 2008, esses depósitos somaram R$ 3,9 bilhões, de acordo com o MPE.

Levantamento feito pelo MPE e pela Polícia Civil, com base em dados bancários e fiscais obtidos judicialmente, mostra que a Igreja Universal movimenta cerca de R$ 1,4 bilhão por ano no Brasil, dinheiro arrecadado por meio do pagamento de dízimo por seus milhares de fiéis espalhados por 4.500 templos, instalados em 1.500 cidades do País.

Dízimo

Na denúncia, o MPE destaca que Edir Macedo e outros bispos destinavam grande parte de sua pregação para a coleta do dízimo, enfatizando a necessidade de a igreja angariar recursos para a compra de óleos santos de Israel, o financiamento de novos templos e o pagamento de pregações nas rádios e TVs. A Universal aceitava cheques, carros e outros bens como doação.

Ainda segundo a denúncia, Edir Macedo e os outros denunciados se aproveitaram da imunidade tributária estabelecida pela Constituição para templos religiosos e passaram a utilizar a Igreja Universal para benefício próprio, captando os valores dos dízimos, ofertas e contribuições dos fiéis, investindo em bens particulares, como imóveis, veículos ou joias. Para os promotores, ficou comprovado que o dinheiro das doações, em vez de ser utilizado para a manutenção dos cultos, era desviado para atender a interesses particulares dos denunciados.

Video Aula de como ganhar dinheiro fácil!


8.8.09

Como explicar

Como explicar

Como explicar
Tentar reverter e respirar
Acordar e acreditar
Que podemos virar
Fechar os punhos e sonhar
Tentar disfarçar
É ter que afirmar
Não é preciso
Se percebe-se no jeito de falar
Vamos lá
É bom sonhar
Eu nem mesmo consigo
Como me explicar

6.8.09

Justiça de São Paulo bloqueia bens da família Maluf

Eu particularmente estou chocado, como a justiça pode fazer uma coisa dessas!
Desse jeito a família Maluf só vai poder comer caviar aos finais de semana e feriados, que dó que eu to!
Pessoal vamos ajudar ai, vamos dar nosso apoio ao Paulo Maluf, pra que a justiça não lhe tire os se milhões do bolso, pois afinal, ele é um cidadão de bem, que nunca roubou ( APENAS DESVIO MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS E AJUDOU A AFUNDAR O BRASIL NA CRISE, NA ÉPOCA DA DITADURA MILITAR, MAS FOI SÓ ISSO VIU GENTE!)
O Maluf não merece isso, talvez cadeia lhe seria muito pouco!
Enfim que seja feita a justiça!


Justiça de SP bloqueia bens da família Maluf

Qui, 06 Ago, 09h45

A 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo concedeu liminar em ação civil proposta na segunda-feira pelo Ministério Público Estadual (MPE) e bloqueou os bens do ex-prefeito e atual deputado Paulo Maluf (PP-SP), de sua mulher Silvia e dos filhos do casal, Flávio, Lina Otávio e Lígia. A decisão também atinge Jacqueline de Lourdes Coutinho Torres, ex-nora de Maluf, e o jordaniano Hani Bin al Kalonti, administrador de fundos na Ilha de Jersey, paraíso fiscal onde Maluf é acusado de manter contas e ações.


Todos estão com seus veículos, joias, imóveis e dinheiro em aplicações financeiras - incluindo cadernetas de poupança - indisponíveis. O saldo das contas correntes dos acusados que exceder R$ 5 mil também deve ser bloqueado. A Justiça estendeu o bloqueio aos bens das empresas Macdoel Investiment, Kildare Finance e Durant International Corporation, todas offshore que teriam sido usadas no suposto esquema de lavagem de dinheiro desviado da Prefeitura de São Paulo durante a gestão Maluf (1993-1996).

No entanto, o juiz Alessio Martins não concedeu o bloqueio dos bens da Eucatex, empresa controlada pela família Maluf e suposta beneficiária de US$ 166 milhões desviados, sob a alegação de que a medida poderia levar à falência da empresa, provocando dano irreparável antes que o mérito da ação fosse julgado.

O magistrado assinalou que, se decretada, a medida contra a Eucatex poderia prejudicar eventual ressarcimento aos cofres públicos, além de comprometer a credibilidade e até o crédito da empresa em relações comerciais e bancárias. A Eucatex segue desde 2005 plano de recuperação judicial homologado pela Justiça. Por meio de sua assessoria de imprensa, Maluf afirma que "não tem e nunca teve contas no exterior".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

5.8.09

PORTO SOLIDÃO





PORTO SOLIDÃO

POR JESSÉ



Se um veleiro repousasse na palma da minha mão

Sopraria com sentimento e deixaria seguir sempre

Rumo ao meu coração, meu coração

Acalma o mar que guarda tamanhos segredos

De versos naufragados e sem tempo


Rimas de ventos e velas, vida que vem e que vai

A solidão que fica e entra

Me arremessando contra o cais

Mano na sintonia do blog e poesia

Abraços pros manos

Cleiton Pereira
Moisés Vato Loko
Robson Canto
Sérgio Vaz
Buzão
Marcos Vital
E para os demais muita paz.


Muita Fé

Pra continuar de pé
Guerreiro muita fé
Assim que é
Sem migué nem mané
Atrasando ou dando de ré
Pois aqui é tudo pedra noventa
Mas se num devemos
Também ninguém esquenta
Aqui é tudo guerreiro
Agora o sistema aguenta.

2.8.09

Poesia e procura-se

Antes de mais nada, estou procurando alguém que possa fazer o desenho gráfico da capa do meu livro eletrônico. Se caso alguém quiser segurar essa missão, só entrar em contato comigo pelo meu email renatovital2@yahoo.com.br . Se caso não encontrar eu mesmo farei. Vamos de poesia, por quê quarta tem cooperifa.

Poesia de Renato Vital:

À espera de um milagre

Você encostado
Com a cabeça na poltrona
Com certeza ainda sonha
Com coisas bisonhas
Se posiciona frente a frente com o nada
De cara amarrada, sua sala é senzala
Dos seus pensamentos de vala
Não tem vergonha na cara
Espera o criador, não se levanta
Nem mesmo pela dor
Vai a missa por obrigação
Religião não é real solução
Se fosse Hitler não teria matado
Sadan não seria enforcado
Bin Laden não seria caçado
O Bush não seria alvo
Alvo de sapatos
Você espera um milagre
Caminha sobre pedras
Mas não à pedra sobre pedra
Na pessoa que pensa como velha
Não a senhora de muita sabedoria
Velha é coisa vazia
Mas quem diria
Sua cabeça é fonte de porcarias
Um jornal?: responde folha
Com a cara medonha
Enquanto isso alguém sonha
Com o milagre do pão
O seu milagre não existe
Não tem remédio pra tolices
Mas mesmo quem diz não querer
Quer suas contas em dia
Suas contas estão em dias
Mas sua vida anda tão vazia
Me critica por que falo errado
Mas eu sou poeta e não otário
Não caio no seu conto do vigário
Nem te mando pro caralho
À espera de um milagre
Protagonizado por um traste
Que espera a vida, atrás das grades
O sol clareia seu quintal
Você se esconde não atura alto astral
Seu milagre vai ser apenas
Uma ceia no natal
Seu ano vai começar de novo
E você com medo do povo
Não vai pra arte final

1.8.09

Texto escrito em 2008, que vem a tona em 2009

Depois do filme Bope a Tropa de elite, venho agora o filme Rota Comando inspirado no livro do Conte Lopes, que dispensa comentários. Vasculhando meus escritos achei esse texto, que mandei pra várias pessoas via email, inclusive um policial militar, que me mandou Tomar naquele lugar e chingou minha mãe, Filho Da ....... ! Achei a resposta meia sem educação, e respondi pra ele que não lhe respondia da mesma maneira, por que tenho educação, logo depois ele me mandou outro email dizendo que eu precisava de Deus. Oras com um sistema podre desse, só o Senhor pra nos livrar deles mesmo. Confiram o texto, e vejam se exagerei ou atinge o ponto certo da consciência.

ESSA SEMANA COMEÇAREI A LER LOGO APÓS DE DOM CASMURRO, O LIVRO INFANTIL DE JOÃO ANTONIO: A AFINAÇÃO DA ARTE DE CHUTAR TAMPINHAS.

AGORA VAMOS AO TEXTO SOBRE O FILME BOPE A TROPA DE ELITE:

BOPE O FILME nota de esclarecimento.

POR Renato Vital
www.renatovital.blogspot.com

Venho por meio deste humilde e-mail, esclarecer os pontos principais desse filme que vem causando tanta polêmica, que já vêm até atraindo fãs pra esse batalhão da morte, policiais carniceiros, chamado de "BOPE" (batalhão de operações especiais). Muitos jovens no Brasil estão sendo mau influenciados, devido a tamanha popularidade no qual se criou esse filme, e por ser um filme polêmico e violento, a televisão, a mídia em geral está cada vez mais movimentando ideologias erradas, e o que é pior, exaltando a polícia, que como sabemos é um orgão repressor, que pode fazer mau a qualquer um de nós, a qualquer momento. São dezenas as denúncias de abuso de autoridade, e de exagero na forma de agir, por parte dos moradores das comunidades mais pobres do Rio de Janeiro, inda mais quando o caveirão ( que não foi mostrado no filme, já pra influenciar erradamente as pessoas) invadem as favelas, não respeitando a integridade física das pessoas, e não respeitando também a paz dos moradores, que normalmente já vivem numa guerra entre traficantes, e quando essa polícia que foi taxada de herói no filme, sobem o morro, não vêm cara nem coração, nem nada. A corrupção da polícia militar na qual foi denunciada, todos já sabiam, sobre a corrupção do sistema, todos nós já sabiamos também, o que torna esse ponto do filme algo vicioso mas necessário, e deveria estar posicionando a população a cobrar do governo, policiais melhores preparados e mais bem remunerados, e também deveria servir como alerta pra população manter distância da policia e buscar melhorias pro bairro através de meios culturais e educacionais, que já é comprovadamente o método mais eficaz pra se combater a violência em qualquer parte do mundo!
Outro ponto importante que eu gostaria de esclarecer, é que no filme é mostrado o BOPE, como uma polícia honesta, algo contraditório, pois a tortura é um método que deveria ter sido abolido após o fim da ditadura, e a polícia ainda à usa como único método investigativo em pleno século 21. E também não existe sequer um órgão no Brasil que seja honesto, pois temos desonestidade até em igrejas, o que imaginar então de polícia, que é a banda mais podre da sociedade junto da elite. Já que toquei no assunto da elite, podemos dizer também, que o filme faz uma denuncia, que passou despercebida pela maioria do ´público que assistiu, sobre a burguesia, o fato da burguesia, só se comover com mortes de gente da sua raça. Fazer passeatas, tentar manobras políticas e tudo mais, já quando morre pobre, sempre fica por isso mesmo.
Mesmo assim ainda acho que o BOPE foi o melhor filme do cinema nacional em todos os tempos, pela proximidade da verdade, mas vejo muitos defeitos nele, e queria apenas alertar vocês sobre esses defeitos, que podem influenciar de forma errada a população. Obrigado pela atenção de quem leu, e agradeceria se vocês pudessem compartilhar com colegas e amigos essa informação, obrigado.

www.renatovital.blogspot.com

27.7.09

EU TAMBÉM VOU RECLAMAR

Epígrafe

" Mas é que se agora pra fazer sucesso, vender disco de protesto, todo mundo tem que reclamar."

Mas um dia, mais trabalho, até ai normal, normal pra quem liberta a mente e o espírito todos os dias. Se tu falas sobre literatura, evolução e justiça, te lembram logo que tu tá no Brasil e que no Brasil só quem conhece essas palavras é a burguesia. Coisa de zé povinho, falador, e como diz os Originais do Samba " falador passa mal.
Combater a burguesia a ferro e fogo é bobeira, não se combate o inimigo usando as mesmas armas que ele usou pra te oprimir durante esses séculos ( e continua oprimindo, leia-se polícia). Álias combater a burguesia é uma grande bobeira, não se combate quem não existe, a burguesia é tão onipresente, pois lhe falta identidade, se o pai morre, o filho logo se torna o dono da fortuna, ou seja um povo sem maiores tradições ou culturas. Na medida em que a burguesia se esquece de que não está na europa, o noticíario vai ganhando com o ibope das tragédias, não podendo nós esquecermos, que muitas vezes o notíciario é montado ou como diz o Eduardo:
" De vez em quando uma tonelada pra cívil por na tv, pra secretário de segurança se aparecer".
Poxa vida sou muito burro mesmo, esqueci de tocar na minha vida, esqueci de lembrar que sou Balconista de Frios, e que isso não me dá cheque especial, cartão de crédito Ouro, Hotel cinco estrelas e nem artefatos de luxo pra minha mulher, ao invés disso, volta em meia minha mulher me lembra das minhas contas. Eu leio mesmo, leio na hora do meu almoço, leio na hora do meu café, leio Machado de Assis, leio Ferréz, leio Maria Carolina de Jesus e leio João Antõnio, e acredito em Palmares, pode me chamar de lunatico cuzão, eu sou lunático e você banca whisky e smirnoof ice pra suas vadias na balada.
Pode me chamar de lunatico, que minha tv não tá conectada na Globo vendo o acidente do Massa, nem a Hummer do jogador famoso. Se eu to viajando lendo Dom Casmurro, pelo menos num gasto quinhentos reais num nike, ganhando de um a dois salários mínimos.
Queria falar mais sobre minha vida, mas deixa quieto, deixa esse assunto pra uma outra hora.

Renato Vital lendo Dom Casmurro do Machado de Assis.
Nada revoltado, apenas impressionado.

24.7.09

João Antônio (acabei de ler o livro Dedo duro de João Antônio!)

O CLÁSSICO VELHACO

" ESSA CLASSE QUE COME MORTADELA E ARROTA PERU..."

" Afinal, deliberadamente ou não, o escriba é um servo da classe média. Então não comece com floreio de brilhantesco, pois estará entrando exatamente no joguinho que essa classe espera dele."

" Um doutor de falsa fama, em duas horas e trinta minutos, só não diz a platéia de basbaques, otário e sonolentos, que a obra de Graciliano Ramos é, além do alto padrão estético, uma denúncia social, um feixe de documentos brasileiros, comovendo pela atualidade, a refletir o que ele mesmo pregava - a escrita como a estratificação da vida de um povo. "

Frases do livro Dedo Duro de João Antônio.

João Antônio era do Súburbio, da favela, da periferia do povo mais humilde, escritor que mostrava a dura realidade da massa, a opressão policial, as ruas de São Paulo, sua marginalidade, sua ginga, sua majestade: o povo e seus segredos mais secretos. Tudo na literatura dele me chama a atenção, a versatilidade, a indiferença com a classe média, o jeito de escrever, o peso das palavras, o estilo, enfim tudo. Acompanhe abaixo mais sobre esse excelente escritor e personalidade:

Fonte: Revista Bula

Leia a transcrição inédita de uma conferência do escritor João Antônio, em dia incerto, de Julho de 1994, dois anos antes de sua morte. Convidado a falar sobre a poética existente em sua produção literária, João Antônio não se limitou ao tema. Falou de sua vida pessoal, seu gosto pela literatura, sua paixão por Noel Rosa, as influências de Graciliano Ramos e Hemingway. Também fez incursões pela marginalidade e pelo sistema literário de Antonio Candido com o tripé: autor-obra-público, explorando, de um lado, a existência de excelentes autores, convivendo em uma mesma época, e de outro, a falta de um público leitor formado. Morreu em 31 de outubro de 1996. Morava sozinho e seu corpo só foi encontrado quinze dias depois.

(Carlos Willian Leite)


Nascido em uma família de pequenos comerciantes do subúrbio de São Paulo, João Antônio trabalhou em empregos mal remunerados antes de lançar seu primeiro livro de contos, “Malagueta, Perus e Bacanaço”, em 1963, sucesso imediato de público e crítica. Já na sua primeira obra, João Antônio ganhou dois prêmios Jabuti (revelação de autor e melhor livro de contos) A dupla premiação no Jabuti foi um feito inédito para um escritor estreante. A história da feitura deste livro mereceria um romance. Os originais da obra foram destruídos em 1960 no incêndio da casa da família do escritor, que deixou a ele e sua família só com a roupa do corpo. João Antonio refugiou-se então numa cabine da Biblioteca Municipal Mário de Andrade e reescreveu todos os contos, de memória. Traduzido e publicado em países da América e Europa, alguns livros foram alvos de teses de mestrado e doutorado na Alemanha, Holanda e Itália . Publicou 15 livros, mas sempre se recusou a participar de cerimônias e de se vincular a grupos e academias literárias. Morreu em 31 de outubro de 1996. Morava sozinho e seu corpo só foi encontrado quinze dias depois.


*Texto transcrito na íntegra, de uma paletra na UNESP

Eu acho que vai haver aqui, um problema de tempo. Conversa com João Antônio, é sempre conversa pra uma semana, até porque eu tenho tido um estilo elíptico de pensar, pelo menos quando eu expresso, quando eu verbalizo o meu pensamento. Eu queria transformar essa minha conversa com vocês, muito mais em perguntas e respostas, do que exatamente uma dicção linear minha. Me foi aventado um problema do qual eu tenho falar que é a presença de uma poética dentro da minha ficção, da minha prosa de ficção. Eu sou muito interessado nessa coisa de arte poética.

Inicialmente, eu gostaria de transformar essa nossa conversa em duas homenagens: uma a um grande músico, que é um dos grandes músicos brasileiros de todos os tempos, infelizmente muito mal conhecido, porque este país é especialista em desconhecer, e até assassinar culturalmente seus melhores filhos. Eu estou falando do maestro Ascendino Theodoro Nogueira, um dos músicos mais respeitados do Brasil, dentro da classe musical, mas que infelizmente não é conhecido neste país. E em segundo lugar eu queria também prestar uma homenagem a um homem que foi fundamental como peça pioneira, inovadora, revolucionária, dentro deste tema sobre o qual eu pretendo falar alguma e que dizem aí que eu entendo alguma coisa. Trata-se de Antônio Fraga, autor de uma novela chamada Desabrigo, pouco conhecida, muito mal distribuída, foi produzida em 1942, é uma novela curtíssima, mas na época criou uma repercussão enorme, até em homens como, por exemplo, Oswald de Andrade. O Fraga morreu recentemente e eu talvez tenha sido o único jornalista brasileiro a escrever sobre ele.

É uma figura muito curiosa porque é um autodidata, foi expulso de casa logo cedo, filho de pais pobres, nascido no centro do Rio de Janeiro, viveu no Mangue, que era a área de prostituição mais rampeira da cidade, e também mais cosmopolita, que fazia conviver desde marinheiros do mundo inteiro, com mulheres que vinham da Polônia, judias polacas ou polacas judias. Então se formou, inclusive do ponto de vista da linguagem, um elemento muito forte que o Fraga soube aproveitar.

Um indivíduo que formou em plena ditadura de Getúlio, um grupo chamado / inaudível / reunindo artistas, músicos, inclusive matemáticos; ele próprio era um estudioso de matemática. Esse homem talvez seja a maior expressão, no meu pobre entender, de uma literatura feita com altíssimo nível de elaboração estética, uma obra aparentemente popular, mas sofisticadíssima. Ele era autodidaticamente um filólogo e um lexicógrafo, provavelmente tenha sido em língua portuguesa falada no Brasil, o primeiro homem a usar a elisão “né” para “não é”, e também foi quem inaugurou entre nós, a expressão “Rio conflagrado” para o Rio que estão vendo aí. A diferença do Fraga para os outros intérpretes do “lumpem proletariado”, como se chama nas universidades, ou da ralé ou do merdunchado como eu prefiro dizer é que, Fraga tem uma visão de dentro para fora e não de fora para dentro.

Excetuando-se Lasar Segall, o pintor que freqüentou o mangue com um comprometimento muito maior, o restante, inclusive alguns nomes admiráveis, e admiráveis por mim como Oswald de Andrade, que fez Santeiro do Mangue, como o próprio Vinícius de Moraes, que fez a Balada do Mangue e outros que escreveram sobre o Mangue, iam ao Mangue com olhos e com uma visão de turistas, eles não tinham um comprometimento. E os senhores hão de convir, a literatura não é feita nem só de sentimentos, nem só de palavras; a literatura é feita principalmente de sangue, carne, paixão, vida. A literatura é uma expressão da vida, ela é uma conseqüência, ela em si mesma não cria coisíssima alguma, em se tratando de Literatura e Marginalidade.

Nós usamos na nossa gíria, muitas expressões que sequer brasileiras, são lunfardia ou lunfardo, que é a fala da boca em Buenos Aires. Há expressões na nossa gíria como “mina”, como “grana” que não são como “mango”, que não são expressões nacionais, elas atravessaram as fronteiras e chegaram ao Brasil. Então, a mistura disso tudo pode dar um resultado muito poético...se a linguagem é a expressão do pensamento, há um pensamento poético de certa forma nesse lupensinato ou nessa ralé, inclusive, com algumas sofisticações de linguagem e de sintaxe. Eu vou dar um exemplo claro aqui; é muito comum na malandragem de hoje, se dizer o seguinte – “Está ruim para malandro”, quer dizer, o pronome “até”, aliás o advérbio “até” está oculto, vocês vêem que há uma estranha sofisticação nisto tudo. Quando vocês virem aparecer em fala de malandragem ou de marginalidade a presença de alguns termos jurídicos, por exemplo, “picardia” é tirada da linguagem jurídica, é porque ninguém conhece mais a jurisprudência da vadiagem ou dos costumes ligados à contravenção .

Eu me lembro bem de um dia desses, um sujeito que trabalha para os donos do bicho foi pedir um crédito bancário e, na hora de dizer a profissão ele diz assim: “eu sou comerciante”. “Mas você não é comerciante, você não é estabelecido com nada”. “Então ponha contraventor”, é a mesma coisa. Mas isso aparentemente foi uma gaiatice que ele fez, ele sabe que pode se declarar contraventor porque não existe lei que o incrimine, a contravenção não é um crime, ela é contravenção da nossa lei.

Bom, vocês querem que eu fale um pouco do meu trabalho. A minha formação foi uma formação realmente rueira. Eu sempre tive certa alergia consciente pelos saberes da classe média. Eu não me dou com classe média, quer dizer, hoje eu sou um pingente da classe média, sou carona. Evidentemente que eu me visto como classe média, moro como classe média, vivo de certa forma uma vida econômica de classe média, mas eu não consigo sentir não é, simpatia que esta talvez nunca vá sentir, mas não consigo sequer sentir um pouco de respeito pelos valores da classe média. É um problema meu, eu fui criado assim, com gente assim, não dá para pensar de outra maneira.

Eu realmente me deleito muito mais com música do que com outras artes. Eu fui criado em roda de choro, posteriormente de samba, convivi com músicos que ficavam discutindo na minha frente aos meus oito, dez anos, problemas de harmonia. A presença de Noel Rosa na minha vida é muito forte. Ela chega por volta de 1952/54 através do rádio, aquilo era muito forte. A marcação com que essa gente vincava o meu mundo, vamos dizer, de criação artística, era muito grande; eu sempre tive assim diante da figura do Noel, uma identidade enorme, embora houvesse uma diferença, Noel morreu em 37, eu nasci em 37. Quer dizer, mas havia uma transubstanciação do sentido humano, da força de expressão, da beleza, principalmente de um sentido trágico e irônico da vida que se uniam a mim.
Nós éramos favelados, os meus pais já haviam ido, tangidos pela fome, para São Paulo, porque não conseguiam viver em seus locais de origem. Aquela gente correu da crise de 29 para não morrer de fome, bateu em São Paulo. Então, é uma coisa; aqueles ambientes que eu vi quando criança; eu cheguei a ver cenas de alcoolismo, por exemplo, de brutalidades e espancamento, como eu só viria, depois, no Gorke. Então as manifestações de arte para mim, principalmente o cinema, eram bobagens. O rádio era outra besteira, eu olhava tudo aquilo com sorriso de ironia no canto da boca, porque aquilo não era vida, não era nada, aquilo era uma engabelação, aquilo não tinha nada a ver com nada, aquilo era uma conversa pra boi dormir. Somente a literatura mereceu de mim um respeito como arte. Através de alguns autores que eu tive a grande sorte de conhecer logo cedo, como foi o caso do Graciliano Ramos e Hemingway, que durante algum tempo foi moda no mundo inteiro, pelo menos no mundo ocidental.
Eu não estou fazendo um louvaminho ao povo brasileiro não. Mas, eu sempre digo, se o Dom Luis Buñuel, o cineasta espanhol, mais o Goya, o pintor espanhol viessem ao Rio de Janeiro, por exemplo, diria: “Olha”, eu não sei nada, a minha força de expressão acaba aqui, o Dom Luis Buñuel se viesse ao Brasil, ele acabava acreditando em Deus, porque isso aqui é tão realmente surrealista em todos os aspectos, em virtudes e fracassos.

A música popular brasileira, é a mais rica do mundo. A nossa literatura capenga ou não, a verdade é que ela conseguiu ter ao mesmo tempo cinco ou seis grandes poetas de nível internacional na mesma época. Ela teve por exemplo ao mesmo tempo Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Murilo Mendes, Dante Milano, Cecília Meireles, só aí eu já falei seis. São raríssimos os países tidos e havidos como desenvolvidos, primeiro mundistas, civilizados e tal, que tenham três bons grandes poetas numa época só. Eu não falei todos, eu ainda não falei Jorge de Lima, eu não falei João Cabral. Então veja bem: agora nós não tivemos foi a capacidade de criarmos um público leitor e ledor desses valores, desses produtos culturais.

Eu não gosto muito dessa expressão “produto cultural”, mas é a que uso aqui. Então nós não temos nada que andar de cabeça baixa, diante dos saberes artístico aí do mundo. Porque nós temos um potencial criador muito grande. O que nós não conseguimos ainda, enquanto estado, enquanto governo, foi transformar essa produção toda, em algo que seja realmente democrático, que seja realmente democrático, que seja realmente possível a todos os cidadãos, porque também, segundo Antonio Candido, o maior crítico literário desse país, uma literatura só existe se ela consegue, além de ter produtores culturais, além de ter seus autores, ter um público. É necessário isso, é fundamental; não existe literatura nenhuma que tenha produtores culturais e não tenha público. Nós vivemos aqui, num país colonizado, recolonizado da maneira mais calhorda possível. Nas mãos aí dessa porcaria chamada mass mídia. Essa expressão mídia não se escreve assim, também não se pronuncia muito assim, e não quer dizer nada disso

Eu não tenho desprezo por nenhuma classe trabalhadora. Logo, não poderia ter, pela classe universitária, pelos professores, pelos docentes universitários, ou até pelos teóricos em literatura. Eu sempre tenho dito o seguinte: essa gente nunca me fez mal, essa gente nunca me mordeu, e nem me tirou pedaços, porque houve uma época em que se dizia que eu era contra os intelectuais, eu achava que tudo era elitismo. Eu tenho uma resposta para estas pessoas: eu não sou elitista, eu sou super elitista. Eu só gosto do que é melhor em tudo, desde música, desde pintura até o arroz com feijão. Agora, tem que ser o melhor. Já que uma coisa merece ser feita, há de ser bem feita. Por mais que se trabalhe com gíria, com fala popular, com lupenzinato, tem que haver arte aí, tem que haver um jogo de cintura, tem que haver uma armação, tem que haver texto, elaboração, o texto brasileiro tem a obrigação de ser um belíssimo texto. Os fundadores de nossa literatura, Gregório de Matos Guerra e depois Machado de Assis, ultrapassaram a qualidade do português escrito em Portugal. Eu já dei dois exemplos: Gregório de Matos e Machado de Assis. Quem dera se em Portugal tivesse um prosador do naipe de Machado. Então quem vai escrever nesse país, não pode fugir ao seu passado, nós temos um passado de altíssima qualidade e não podemos fazer produtos mal feitos agora. Essa exigência é útil, até mesmo para a clareza de expressão, para que você faça alguma coisa bem feita, antes de tudo, tem que ser bem clara, ela tem que ficar evidente ou pelo menos, conduzir ao pensamento. O Fraga na sua novela "Desabrigo", não usa pontuação nenhuma. Apenas joga de vez em quando uma maiúscula para indicar que é a abertura de parágrafo. Uma revista idiota de São Paulo chamada Isto é fez uma matéria imbecil sobre o Fraga com o título “Joyce do Mangue”, não tem nada a ver, Antônio Fraga, Antônio Fernandes Fraga com James Joyce, são autores completamente diferentes, com objetivos diferentes, vivendo realidades diferentes.

Ele usa ausência de pontuação para que o leitor preste atenção naquilo que ele escreve, para que seja impossível ao leitor fazer a execrável leitura dinâmica. A coisa mais abjeta, a coisa mais lamentável, que ofende mais um escritor de verdade, é que se faça leitura dinâmica de um texto dele, isso é horroroso, tá entendendo? Porque ele não produziu para isso, ele não tá escrevendo bula de remédio, nem texto de propaganda. Eu não tenho nenhum desprezo pelos autores de bulas de remédios, que são trabalhadores iguais aos outros e pelo pessoal da publicidade, que tem gente muito inteligente, fazendo publicidade; mas o texto literário tem outra função, ele pretende, ele intenciona levar à reflexão, inclusive à reflexão estética, ao prazer estético. É por isso, às vezes, na minha frase, no meio da frase, eu procuro de propósito fazer o leitor parar para pensar. Eu de certa forma, quando uso gíria, eu jogo logo em seguida uma sinonímia, para que o leitor possa sentir.

Eu acho que há coisas que não se aprende na escola. O meu tipo de fazer literário não se poderia ser aprendido nem na igreja e muito menos, na escola. Então, eu tive que aprender a fazer isso fazendo as minhas misturações autodidatas, conversando muito e vendo muito. “Malagueta, Perus e Bacanaço”, já estava pronto em 1960, eu era um garoto, um menino.

O Fraga disse uma vez “tudo na vida tem um contingente, tem uma ilação, tem um desdobramento possivelmente literário”. Quem diz literário, diz musical, diz artístico. Eu quero principalmente ao passar essa visão dessa marginalidade, por mais realista que seja entre aspas, eu quero passar um pouco desse sabor que essa gente tem. Não é modéstia minha, nem oportunismo, dizer o seguinte, que se por exemplo, “Dedo-Duro” ou “Guardador”, ou “Malagueta, Perus e Bacanaço”, ou “Zicartola”, se esses são livros brilhantes e traduzidos, filmados e estudados, não sou eu que sou brilhante, brilhantes são os meus personagens. Mas como eles são brilhantes! Acontece que a maioria não vê. Azar da maioria. Eu vejo essa gente com uma sabedoria tremenda, com um senso poético fora do comum. Vocês peguem, por exemplo, Cartola, é absolutamente inexplicável. Não se explica que um crioulo, lavador de carro, ajudante de pedreiro, semi-analfabeto, como Cartola, tenha tal elegância, tal economia e principalmente sabedoria de vida, é impressionante.

Somente um sofrimento muito forte e ao mesmo tempo uma capacidade de resistência pra não morrer, é que pode produzir uma força dessas. Cartola até bem pouco tempo, era um marginal. Nelson Cavaquinho, um marginal a vida inteira, a vida toda; essa gente nunca teve emprego e nem queria...

Uma vez, o Nelson Cavaquinho, arrumou um emprego num jornal de contínuo, ele foi um dia, depois não foi mais. Aí foram procurar o Nelson, “mas Nelson, você não quer o emprego? Você não vai voltar?” Ele disse: “Olha, é tudo muito bom, doutor, vocês me tratam muito bem, mas tem que ir todo dia lá”.

Olha, aparentemente, é um vagabundo, aparentemente é um preguiçoso, mas ele tem uma outra visão de mundo, ele foi criado de outra maneira, de certa forma ele foi excluído e se excluiu do sistema muito cedo. Quer dizer, a coisa dele era música, era violão, era samba, esse era o tipo de expressão. Então, essas coisas que eu vejo, principalmente do lado da música popular, onde eu vi coisas realmente de arrepiar, de dar dó. E o que é pior: não só via, como também ouvia notícias, por exemplo, Noel é um homem que morreu aos 25 anos e 6 meses de idade, tuberculoso. Não há dúvida nenhuma que não há expressão maior na poética do samba do que Noel Rosa, até hoje. Chico Buarque, com todo o respeito é um filho-neto de Noel, mal comparando, é claro, são duas formações culturais completamente diferentes. Mas, esse artista morre tuberculoso, quer dizer, esse país não podia deixar um homem desses morrer de forma nenhuma, como Glauber no cinema, aquilo foi, não quero usar uma expressão, uma linguagem aqui, dessa esquerdinha imbecil, é outra também primária e intelectualóide, mas a verdade é que houve um assassinato cultural. Quer dizer, o estado não podia deixar um homem desse abandonado ou sujeito até aos seus próprios vícios. O estado tem uma responsabilidade com esses criadores ou deveria ter.

Em se tratando de literatura brasileira, o sujeito que achar que sabe alguma coisa, ou que acreditar na glória literária, é um puro e simples idiota, é um otário, como diriam os meus personagens, absolutamente desavisado. A realidade brasileira é muito superior ao que a arte brasileira já fez; nós ainda não temos uma literatura à altura da multiplicidade de realidades brasileiras e da grandiosidade dessas realidades. Por exemplo: nós não temos uma boa literatura sobre futebol, nós não temos uma boa literatura sobre favela, nós não temos uma boa literatura sobre samba, nós não temos uma boa literatura sobre êxodo rural; nós não temos obras tópicas, por exemplo, as coisas de Graciliano Ramos, Lima Barreto, e outros exemplos bons.

A realidade brasileira é muito dinâmica e muito variada. Nós temos Estados no Brasil, como São Paulo, Minas ou o próprio Rio que tem três ou quatro realidades regionais completamente diferentes, desde o clima, até a forma de pensar, sotaque e inflexão. Então, o sujeito que é escritor no Brasil e ficar com empáfia do tipo: “eu sou absoluto, eu tenho que falar e vocês têm que ouvir”. Esse sujeito não sabe é nada; é um belo de um imbecil que está tentando enganar a si mesmo. Na literatura, o autor sempre está em construção, é sempre possível construir alguma coisa, não só como obra, como conteúdo, mas até como elemento estético, porque as coisas aqui são muito mutáveis, e justamente por isso, é permanentemente um seleiro para novas experiências e para novas obras.

Agora, realmente, o que o artista tem que fazer, e que é muito difícil, é conseguir ser universal no particular, porque senão ele acabará fazendo uma obra de registro, de realidades, que, sem nenhum desdouro desse trabalho jornalístico, não vai passar de uma reportagem. E a reportagem morre logo. Ela não tem elementos, ela é, em geral, circunstanciada a algum fato. Então, ele tem que trabalhar sobre o particular, aquilo que o particular tem de universal, cujo epicentro seja o homem, seja o sentimento do homem, as condições do homem, as coisas básicas do homem, e que possa ser entendido em qualquer parte do mundo, em Macau ou Amsterdã. Se não houver essa densidade, então não adianta também fazer registro de realidade, porque aí não passa de uma fotografia, sem desdouro nenhum para com os fotógrafos. A verdade é essa; o artista tem que trabalhar num sentido de elaboração.

Eu acho que o responsável, vamos dizer assim, pela minha entrada no gosto literário, foi o Café-Jardim, quando era garoto; isso deve ser quarenta e cinco, quarenta e seis, logo depois do término da guerra. Os pacotes de café, de ½ quilo, traziam umas figurinhas e depois a gente enchia com aquelas figurinhas, um álbum. E o álbum, me lembro, era feito pelo Monteiro Lobato, chamava-se O homem das cavernas, e nada mais era do que uma iniciação a pré-história. Naquela época, também era meio que moda ler os livros de Graciliano Ramos. E eu lia em voz alta; comecei a aprender a escrever sem saber que estava aprendendo. Porque comecei a perceber que aquilo tinha um ritmo, tinha uma música interna extraordinária, principalmente os três últimos capítulos de "Caetés" e de "São Bernardo". Vocês vêem que chega a ser até um trabalho poético, aqueles três capítulos finais. Claro, que poético nas dimensões do Graciliano, um poeta sem metáforas, extremamente econômico, a ponto de ser quase seco, na procura do verbo ou da palavra certa.

Mas com quem ele tinha aprendido aquilo? Ele aprendeu com alguém. Ninguém nasce sabendo nada. Isso já é uma psicologia do jogador de sinuca. Aí eu comecei a ler nas revistas, principalmente no Cruzeiro, coisas sobre o Graciliano, que aparecia muito lá, especialmente numa página chamada "Arquivos implacáveis" de João Condé. Eu comecei a ver que ele tinha uma firme formação com os clássicos portugueses. Aí eu procurei ler esses clássicos: Antônio Vieira, Manuel Bernardes, Flávio de Almeida, e o brasileiro Machado de Assis.

Brasil era outro país, havia uma atmosfera cultural. O cinema que se via era muito melhor. Os mestres italianos, o cinema japonês, eu vi com 17 anos, o Akira Kurosawa; e aquilo me ensinou a compor.

Em mil novecentos e cinqüenta e sete ou oito, eu mandei um conto para um concurso permanente na revista A cigarra, cuja comissão julgadora, era integrada por dois nomões: o Aurélio Buarque de Holanda, o autor do dicionário, e o Paulo Rónoi, que se escreve Rónai, mas como é húngaro, eu pronuncio certo: é “Ronói”; eu aprendi húngaro quando era garoto em Vila Anastácio, porque ali tinha muito húngaro, que a gente chamava de “hungareses”. Então, esses dois mestres: o Paulo Rónai e o Aurélio Buarque de Holanda pegaram um conto meu, que se chama “Fujie”, uma história de adultério, então, me compararam ao Mário de Andrade. Eu nunca tinha lido Mário de Andrade.
Ele morava na Rua Lopes Chaves, na Barra Funda, e ali perto tem um lugar que era incrível, porque eu conheci quando era garoto, ali por volta de quarenta e três, quarenta e quatro; nós morávamos no Beco da Onça que era uma favela na horizontal, atrás do campo do Palmeiras, em São Paulo, a gente ia visitar os avós, pegando o trem. Saía de Vila Pompéia, a pé, até a Barra Funda . No percurso passávamos pelo famoso “Largo da Banana”, e depois subia a Alameda Olga, célebre por suas crioulas, dando aqueles nós nas cadeiras...como é que esse mundo, com essa vida, com esse sabor, com essa, vamos dizer, sensualidade, como é que o Mário nunca viu isso, ele morava ali encostado. Veja bem, então essas coisas que me deixam muito com a pulga atrás da orelha, como se diz, meio desconfiado, de que essas pessoas não foram tão ativas, tão solertes, tão acordadas, quanto às vezes a gente pensa.
Eu tenho uma tendência de sacrificar o próprio interesse da história pelo interesse da palavra, isso é típico dos poetas. O poeta olha para dentro da palavra; a poesia, em grego, é criação. Então ele olha para dentro da palavra. Acontece que o prosador não é bem assim, ele tem que ter um enredo, ele tem que ter uma história, a história é um fio condutor. Minha atividade literária é antes de tudo, uma atividade lúdica... Eu me divirto escrevendo. Eu tenho uma relação absolutamente sensual com as palavras. Há certas palavras que eu não uso jamais, e há outras que eu procuro usar quase sempre. Eu procuro embutir no texto palavras que não estão dicionarizadas, gírias ou coisas que eu criei, por exemplo, alguns jogos que eu faço com verbos pra fazer o leitor parar no meio da frase. Isso é de propósito. Êh, pro cê não ir adiante, ter que voltar e reler, pra entender.

Essa história de literatura, é algo complicado, conversa pra duas semanas, depois mais duas, e nunca vai ter solução e vai ter multiplicação, desdobramento, é o que, popularmente, se chama barato. É uma viagem sem fim, absolutamente encantatória, e por isso mesmo, muito difícil. Porque esse encantamento todo não é onírico, não é um negócio de sonho. No meu caso, parte de uma realidade que está aí. E é também uma atitude intelectiva diante da vida, é uma atividade que não dá sossego; se vocês me perguntarem quantas horas eu escrevo por dia, eu digo 24. Eu acho que eu escrevo até quando eu estou sonhando; eu só gosto de escrever, eu não gosto de mais nada. Eu só gosto de escrever. Eu sinto que não resta muito tempo. Um dia desses sonhei que havia morrido e só encontraram meu corpo uma semana depois.

As pessoas começam a falar comigo, eu fico olhando assim pra pessoa... É por isso que os meus sobrinhos me chamam de louco, maluquinho. Os sobrinhos perguntam pra minha mãe quando eu vou visitá-la: “Me diga uma coisa vovó, o tio João Antônio sempre foi maluquinho desse jeito?”. Porque, às vezes, a pessoa está falando comigo, eu não estou prestando a atenção no que ela está falando. Eu quero saber das palavras, o trabalho com a linguagem, esse negócio tem uma música. Eu digo: “Repete, por favor!” A pessoa fala, e eu... Que interessante, isso tem uma música, isso tem um ritmo...

Então aquela tal sapiência que certos autores parecem ter, de que eles dominam tudo, é mentira. Eles não dominam coisa nenhuma. A obra é muito mais forte do que o artista, ela usa o artista. Eu não acredito em escritor que diz que ele conduz a obra.

Isso é fundamental: que o escritor não se esqueça, por favor, que a literatura não existe assim como a arte não existe, nem a política. O que existe é a vida. De que a arte, a literatura e a política se alimentam.

E a coisa em si vai resolvendo, eu vejo assim, eu sinto assim, a coisa pula. Eu digo: eu nunca elegi um tema na minha vida, eu nunca escolhi escrever sobre nada, eu fui escolhido, eu fui de repente envolvido por aquilo de uma maneira estranha. Então aquela tal sapiência que certos autores parecem ter, de que eles dominam tudo, é mentira.

Eles não dominam coisa nenhuma. Ou então não são autênticos, porque a coisa é muito mais forte do que eles. A obra é muito mais forte do que o artista, ela usa o artista. Eu não acredito em escritor que diz que ele conduz a obra. Às vezes você tem um quadro de personagens e tem lá um personagem pequeno. E de repente, no desenvolvimento aquele personagem começa a aparecer, e começa a ganhar uma outra proporção, então você diz assim, o que é que esse mequetrefe quer aqui? O que esse intrometido quer aqui? Sabe o que ele quer? Ele quer se transformar em personagem principal e já se transformou. Ele vai ser o centro das coisas e você ainda não sabe. Eu não quero entrar aí em preocupações teológicas, nem mediúnicas, mas o Guimarães Rosa admitia isso, o João Guimarães Rosa admitia que havia um processo de passagem que ele não explicava muito bem. Então, sem esse encantamento pela literatura e ao mesmo tempo essa humildade de entender que o autor também é uma espécie de cavalo, de guia, de recebedor das coisas, não dá pra realizar uma obra realmente espontânea, realmente digna, realmente humanística, realmente sincera.

Eu não levanto personagens pitorescos, engraçados, anedóticos e nem minhas histórias são amenas, humorísticas de mero entretenimento. Minha gente é típica, mas nada caricatural. É universal, vincada de realismo e verdade, possui a sua própria valência, o seu peso específico...

21.7.09

à parte

Babacas que comentam nesse blog à parte, ainda temos gente boa que comenta por aqui como o Robson Canto, Sérgio Vaz entre outro guerreiros.
Me disseram que em Palmares tinha escravidão, oras, não sejamos imbecis, aquilo era guerra, e numa guerra se usam armas, e já que as pessoas gostavam de ser escravas, Zumbi as deixava escravas, pra quando mudassem seu comportamento e sua atitude, e se tornassem verdadeiros guerreiros, deixassem a escravidão e passasse a ser guerreiro de verdade.
Ou será que alguém acha que a burguesia perdoa alguém numa guerra?
Vai até criança morta de desnutrição extrema, mulher morta por exaustão em pleno trabalho.
Disseram que em Palmares eu não seria nada, oras... num tempo de escravidão moderna, na qual eu faço parte dela, eu uso das armas que tenho pra libertar a mente e o espírito, cultura, poesia, arte e o saber dentro do nosso padrão maior! a Humildade!
Ou como diz o escritor Ferréz ( Ferréz é um híbrido de Vírgulino Ferreira da Silva e Zumbi) "a gente não quer ser o patrão que paga migalhas... sabemos a dor por recebe-lá".
Outra! em pleno tempo, em que muitas pessoas só pensa em rebolar a bundinha no funk, assistir novela, ver a Hebe, escutar pop sertanejo etc... até que eu to fazendo muito bem em falar de Palmares uma vitória do passado.
E falo também das vitórias do presente, como nossa literatura marginal, que vem lançando livros mensalmente, com vários autores diferentes, e pra quem acha ( o zé povinho desinformado) que isso é perda de tempo, fica uma frase do Racionais mcs:

" Vai pensando que tá bom....."

Temos gente nossa entrando nas USPS e nas Pucs da vida, e quer saber mais, tem gente nossa formando cidadãos onde ninguém quer por a mão ( leia-se FEBEM, Penintenciária etc) e mais, levando cultura, ou como diz o Sérgio Vaz: " Se depender da gente ninguém fica sem poesia em São Paulo" e pra terminar meu humilde mas sincero raciocínio, fica uma frase do amigo Arnaldo Antunes:
" Bebida é água, comida é pasto, você tem sede de quê?... A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte... a gente quer a vida como a vida quer."

è nóis vagabundos da literatura, do Hip-Hop e da militância.

19.7.09

Coluna nova no portal RAP Nacional


ACESSEM MINHA NOVA COLUNA NO PORTAL RAP NACIONAL:
http://www.rapnacional.com.br/colunistas.asp?id=829

COMO EU SEI QUE VOCÊS CURTEM O FACÇÃO CENTRAL ASSIM COMO EU, CONFIRAM TAMBÉM A NOVA HQ PRODUZIDA POR FÁBIO TORRES E MANDRAKE DO SITE RAP NACIONAL, QUE TEM UMA ENTREVISTA DO FACÇÃO, E QUEM FAZ A ENTREVISTA É O PERSONAGEM FERRÉZ. CONFIRAM ABAIXO:

http://www.rapnacional.com.br/destaque.asp?id=379




É ISSO AI RAPAZIADA!

18.7.09

Terminei o livro Palmares a guerra dos escravos

Eita livro díficil de ler, mas consegui terminar, graças a Deus, vamos que vamos. Palmares e suas fortificações, ah se não fossem os canhões... teríamos ganhado a batalha do bandeirante Domingos Jorge Velho. Ah se não fosse a Coroa, teríamos tido vida boa e em abundância, na terra das palmeiras, da natureza e da diversidade nativa. Ah se não fosse os Tumbeiros, não teriamos morrido aos montes e sido lançados ao mar como se não representassemos nada. Segundo o que eu entendi no livro, escravidão se resume na preferência da vida sobe uma repressão que te deixa uma única alternativa pra liberdade, a morte. Ser escravo não é vida, nem mesmo posição social, sendo assim os negros valentes do sertão Alagoano, se levantaram pouco a pouco, justiçando seus feitores e amos e se libertando dos grilhões e também a seus irmãos negros. Justiça seja feita, nem todos os negros da época se comovia com a posição dos seus irmãos como escravos ( o que são hoje os zé povinho), eram o caso dos negros forros, mamelucos e os negros nascidos no Brasil. Mas eis que se levanta um braço forte, um general das armas, um negro forte, chamado Zumbi. Resumindo, como diz o parceiro Gáspar do Záfrica Brasil, Zumbi está vivo, Zumbi é eterno! A repressão jamais aprisiona a mente, e ai que a gente sai ganhando, pois enquanto estamos tentando nos libertar da repressão, os filhos da elite e da burguesia, se drogam nas baladas com balinha. A nossa hora, é a gente quem faz, lendo e se informando, vamos em frente que atrás não vem ninguém!

Essa semana a leitura é Dedo Duro de João Antônio.
è nóis!
COOPERIFA EU VOS AMO!

16.7.09

Um bom lugar

Pra relembrar...

Um bom lugar


14.7.09

Sem tempo

Tenho andado meio sem tempo pra nada. Até pra ir pra Cooperifa não tenho conseguido, o horário do serviço não me permite. Sou escravo moderno, mas isso não me impede de continuar poetando aqui no blog, haja poesia na terra da garoa e da safadeza heim trutas. Por enquanto além da minha mina, estou namorando também o livro que fala sobre toda a saga de Palmares, agora estou num capítulo que fala sobre o general das armas, ou seja, ZUMBI. Numa época em que tem muito Zumbi pra pouco palmares, como diz o Sérgio Vaz, nada como aprender com os antigos como guerrear numa guerra antiga também. Só aproveitando queria mandar meu sentimento de consideração pro Ferréz, sobre o que a Polícia fez com ele, o Eduardo e o Mauricio numa abordagem de rotina. E gostaria também de aproveitar e meter o pau no novo filme chamado " ROTA COMANDO", baseado no livro do Conte Lopes chamado Matar ou Morrer. O filme mais parece as novelas da record, onde o polícia é sempre o bonzinho, leal e honesto, e o traficante e o ladrão são os monstros bárbaros e cruéis. Eu não estou em nenhum dos dois lados nessa guerra, estou do lado da cultura, da arte e da educação, mas que o filme é demais apelativo isso é. Bom fica minha crítica pessoal. É isso ai paz pra nóis.

Ps: abraços Robson Canto, Ferréz, Sérgio Vaz, Moisés vato loko e os demais que eu possa ter esquecido mas estão no meu coração.