29.11.11

NÃO! é fácil gostar de mim.

Tiro o zóio, tiro o zóio, vê se me erra.


Cercado por comentários, vários foram os que falaram e passaram, palavras senti, poucas me tocaram, não me surpreendo por qualquer expressão sem valor.
Já me atacaram, questionaram, e até elogiaram, mais é aquela coisa, quando não se olha pra si mesmo, se esquece também que os demais tem talento.
Já suei a camisa, e gastei os trocados, com algumas esfihas com os manos, os colegas, tomando um dolly, sentados em frente a um bar fechado.
Já dei dinheiro pra alguma criança que me pediu, ou pra algum tiozinho, querendo tomar mais um gole de 51 pra esquentar as noites frias de São Paulo.
Poxa eu vou lá questionar uma criança por causa de um real, ou um tiozinho por mais um gole, se muitos roubam em nome da miséria, e jamais uma simples moeda, iria salvar uma infância vazia de conforto e até carinho. - Tio dá uma esfiha? - Toma ai.
Sem querer pagar de bonitinho, em frente a nenhuma câmera global ou de qualquer emissora, hipócritas demais, pra dizer pra mim, pra quem e pra que eu devo empregar meu dinheiro.
Já vaguei pelas ruas de São Paulo, pensando em pessoas, que eu sei que não pensam mais em mim.
Já amei pessoas, que eu sei que não queriam amar a mim, ou simplesmente não se importavam ou não se importam com sentimentos simples, simples e puro. Mas espero que os meus passos marcados por essas tantas ruas, tenham pelo menos me servido de alguma lição, se é que algo ainda entra na minha cabeça, surrada por tantas idéias vazias, que já ouvi e presenciei.

Se é fácil gostar de mim?

Para com isso por favor. Eu sou chato demais pras suas idéias, as vezes você até me supera em sua inteligência, mas ai que entra o por quê da história. Eu simplesmente não ligo se são superiores a mim, o que importa pra mim é a espontaneidade e a simplicidade e humildade das pessoas.

Não precisa gostar de mim.

Você metendo banca de artista, não me impressiona com suas frases de efeito. Você que até a pouco tempo atrás era uma pessoa, e hoje já é outra, só por quê passou a se envolver com pessoas reconhecidas e passou a ter o seu trabalho reconhecido. Você pra mim não mais importara, apartir do momento que perder sua originalidade. Aquela pessoa que conheci e hoje já não é mais.

Sobre mim:

Já fui chamado de chato por tudo o que é tipo de pessoa, desde familiar até amigo pessoal.
E daí?
Não vou mudar, gosto de ser como sou, e já era. Ser legal pra agradar vocês? Nunca.
Quer me aceitar do jeito que sou, pra sempre te amarei.

Do contrário?

A idéia é não mudar de personalidade, pra se envolver em bolinho, turminha, grupinho, banquinha, coletivo de hip-hop que acha que o é mais ideológicamente correto, catar mina (até mesmo por quê não posso), ser aceito em panelas etc.
Se você mudou sua personalidade, pra se adaptar a alguma situação, lamento por sua alma, se é que algum dia você teve alguma.

Você pode ir aonde for, jamais deixe de ser você mesmo.

Obrigado.

Renato Vital poeta e escritor e detesta pessoas de dupla personalidade.

23.11.11

Noite onde as corujas dormem

Caminhei tentando encontrar
Um motivo, uma lei pra mostrar
O quanto eu viajei no tempo
Me encontrei perdido ao relento

Passei muito raiva sob rancor
E pelas madrugadas já vaguei
Sempre tentando um outro motivo
Por um alguém especial, sempre esperei

Senti desilusão no peito
Mente armada contra a podridão
Queria ser mais bruto que isso
Pra poder aturar a solidão

Hoje me sinto acuado
Um alguém perseguido, encurralado
Tentando achar uma fresta
Pra me sair bem, tipo fera

Sei que já ouviu falar
Que quando um gato é encurralado
Ele sem opção alguma
Avança contra o agressor calado

Minhas defesas já foram mais solidas
Minhas virtudes já existiram lá fora
Hoje em dia o que mataram, fez reviver
Uma nova forma de pensar, de saber

O que eu era a 5 anos atrás
Já não existe mais,
Fizeram questão de eliminar a esperança
Fizeram questão de eliminar minha paz

Não culpo ninguém, e ninguém é o culpado
A dor do ser humano, ele sente calado
A maldade humana é recíproca
Ela também faz parte das mentes vazias

Nas noites, a neblina que me encobria
Não só me tiravam a visão da avenida
Me tiravam também as forças
E a gana de lutar pela minha vida

Hoje do que sou, não sei bem se sei
Não faço idéia quem eu seja bem
Só sei que se você for querido te quero bem
E suas idéias por mais loucas, jamais olharei com desdém

Dorme coruja, dorme
Pra não olhar mais os meus olhos
Marejados, inquietos, desacreditados
Dorme coruja, com a incerteza do poeta calado.

Enquanto isso eu homenageio a noite
Que trás o dia, lindo pra quem sabe decifrar
A lua sai e deixa o espaço pro sol
Os astros que não vêem nenhum motivo pra sonhar

Dorme coruja, dorme
Pra não me ver lamentar
Sob a vida, que nos trás de tudo
E que o ser humano faz acabar.


Renato Vital poeta e escritor: Viva os sinceros de bom coração!

16.11.11

Marcha da periferia, pela Paz, Justiça e Liberdade para o nosso povo.



MARCHA DA PERIFERIA CONTRA O IMPERIALISMO, O PODER IMPOSTO E O CAPITALISMO!

DIA 20/11/2011

CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DA SÉ, VÁRIOS MOVIMENTOS UNIDOS, HIP-HOP, REGGAE, PUNK ENTRE OUTROS!


Há aqueles

Há aqueles,
Que se importam com a multidão de amigos que formam,
Que se preocupam em manter a pose e a cara de vilão,
Eu prefiro pensar na vida, e ser só eu então.

Há aqueles,
Que se acham autoritários e inteligentes,
As vezes não passam de dementes,
Doidos para trair nossa gente.

Há aqueles,
Que as vezes são egoístas demais para falar de algo,
Eu me encaixo nesses, pois as vezes tudo o que eu falo,
Só consigo compartilhar comigo mesmo,

Há aqueles,
Que te invejam só por você ser o que é,
E vivem tentando te imitar no espelho a qualquer custo,
Não, jamais serão o que não conseguem ser.

Há aqueles,
Que ostentam suas religiões, a usam como escudo,
E também usam suas orações ou seus insultos,
Para coroar esse mundo de podridão e falsos profetas.

Há aqueles,
Que não tem quase nada,
E o pouco que tem supervalorizam,
Vivem tentando mostrar a cara.

Há aqueles,
Que se acham importante e se fazem importantes
As vezes é preciso se fazer importante,
Para seguir vivendo, seguir adiante.

Há aqueles,
Que se mostram uma pessoa sem brilho e medíocre
Fazem de tudo e fazem cada vez mais
Para que isso seja parte de sua idiotice.

Renato Vital Poeta e escritor.

13.11.11

O Verdadeiro culpado está preso? será?!

Nem está preso.
Mas as demais pessoas de colarinho branco, que se beneficiavam com o tráfico na Rocinha estão e permaneceram soltos.
O que é justiça?
O verdadeiro culpado está preso?
Ou faltam mais pessoas irem pra trás das grades.

7.11.11

Renato Vital perguntando pro Emicida sobre os Funks Pornográficos

Renato Vital perguntando pro Emicida sobre os Funks Pornográficos
No show da brasa da MTV



#MTVchamanóisGrupoFatoRealista

4.11.11

Ninguém poderá julgar-me

As vezes tem coisas que tiram a gente do sério, a vida é tão pequena pra certos assuntos vazios.

Palavras são jogadas ao vento, pessoas que gostamos, continuam nos mal dizendo.

Vale a pena doar seu órgão pra alguém, seu sangue? As vezes fico pensando muito.

Mas procuro não pensar muito, pois quem pensa muito, fica com os cabelos brancos.

E já a minha velhice me preocupa, o filho que ainda não tive, e as coisas que ainda não fiz.

O que a vida vai me oferecer, é o que eu vou fazer pra merecer, será que o curso das coisas é assim?

Desprendo-me de assuntos que me aflijam, Evito confrontar-me, não quero dever nada pra mim.

Se sincero eu fosse, já teria morrido, por isso eu peço, não me peçam pra ser sincero o tempo todo.

Sinceridade é uma arma voltada pra si mesmo, você dispara e na mesma hora cai, é melhor ser o falso profeta.
Melhor que falso profeta, é ser insano, o tempo inteiro, tipo aquelas brisas que demoram mais, no meu caso, o tempo inteiro.

Viver no mundo dopado, sem ingerir alucinógenos, ou se for o caso tomar uma cervejinha de vez em quando.

Quando, a terra de ninguém tentou me ensinar a viver, eu cabulei a aula, ai é difícil tentar voltar no tempo, pra recuperar palavras mal colocadas ( desculpe, obrigado: palavras corriqueiras)

Me deitar nesse extenso chão chamado cidade, se portar como louco, perante toda a sociedade.

Fingir que as coisas te agradam, e não expor que algo te agrada, é assim que vivem os loucos por aqui.

Como a gente pode ser tão tolo, em pensar que eramos tão jovens assim, erramos, o tempo estava nos enganando o tempo todo.

Minha escolhas não condizem com minhas condições, equilibrio mental, equilibrio físico, e quem disse que alguém na terra, pode suportar o fardo pesado, somos todos fingidores, já que somos todos vítimas, dessa coisa chamada: vida!

Fingimos nos disperçar, quando aquilo que nos incomoda, jamais sai da mente, ou é uma lembrança que nos persegue todos os dias.

Viver um dia por vez é impossível, são milhares de vidas passando diante de nossos olhos, e pode acreditar: iremos pagar por todas elas, querendo ou não.

O nosso semelhante não existe, somos todos vítimas e cumplices de um mesmo corpo chamado natureza, e a natureza jamais se divide, ela é uma só.

Tolos são os que jogam a água sobre o asfalto quente, pensando que ela não voltará sobre a cabeça de nós.

Tolos são os que descrevem a vida, mesmo sem saber um pingo do que ela representá nos corações

Ninguém poderá julgar-me, pois somos todos vítimas do mesmo destino, da mesma razão.

Renato Vital é escritor.